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A revolução continua – Agora com uma câmera 4K Open Source

O cinema digital nunca viveu um período tão interessante. Se a câmera de cinema digital chinesa iniciou a revolução dos preços baixos, foi a Blackmagic que venceu a corrida e lançou no mercado as verdadeiras câmeras revolucionárias. Agora um grupo vai mais além, abrindo totalmente o software e o firmware de uma câmera 4K construída através de crowd funding. Como diz um colega, o problema de qualquer revolução é que rolam cabeças e muito sangue é derramado. No nosso caso, as cabeças que estão começando a rolar são as dos tradicionais fabricantes de equipamentos de vídeo que insistiam, por décadas, em um modelo de preços altos e tudo fechado e proprietário que tornou-se ultrapassado. Já não dá mais para um fabricante tentar empurrar tudo de uma marca só. Hoje os profissionais querem usar os equipamentos que mais lhe convenham e isso significa, muitas vezes, usar a câmera de um fabricante, baterias de outro, lentes de outro ainda, viewfinder de uma empresa diferente, etc. Essa mistura tem como motivação não só o preço como também a funcionalidade.

axiom-beta-front-large_0Protótipo Axiom Beta

Além disso, com os sensores muito parecidos, o que diferencia mais uma câmera da outra é o software que habilita as funções do hardware e torna o equipamento mais versátil. A grande revolução do software aconteceu quando os criadores do Magic Lantern descobriram que o hardware das HDSLRs Canon oferecia muito mais do que o fabricante disponibilizava para os usuários. Bastou explorar todos os recursos e oferecê-los de graça para o público em geral que ficou claro que uma câmera pode ser bem melhor do que parece. E aí ficou uma dúvida no ar. Será que os fabricantes “escondem” os recursos para vender modelos mais caros ou para trabalhar com obsolescência programada visando lançar um modelo novo a cada ano? Recentemente a Sony foi desmascarada quando um usuário descobriu que a F5 poderia gravar em 4K sem ter que comprar o (bem carinho) gravador externo da empresa. Bastava habilitar a função que a empresa havia desabilitado de propósito. Obviamente, a empresa japonesa, acostumada a vender equipamentos caros e proprietários, ficou furiosa. Pelo menos a Canon teve uma reação mais digna e bonita quanto ao Magic Lantern. O que faz sentido, pois o software alternativo acabou vendendo muito mais câmeras. Do mesmo modo que o hack dos 4K venderá muito mais câmeras F5 se a Sony não resolver acabar com ele. Enquanto isso, o modelo Open Source vem ganhando muito terreno em outras indústrias. Na de computação gráfica, por exemplo, o programa 3D Blender tornou-se tão poderoso que seus usuários avançados estão começando a ser disputados a peso de ouro. Isso porque muitos estúdios que trabalhavam com programas tradicionais (e caros) estão descobrindo que o Blender não deve praticamente nada aos competidores pagos.  Ele está se tornando cada vez mais sofisticado, não só em modelagem, animação e render, como também nas ferramentas avançadas de composição e manipulação de imagem que surgem a cada nova versão.

Blender_rendering-640x360Render feito no programa de 3D Blender (Open Source)

Além do custo bem reduzido, o modelo Open Source também oferece a possibilidade de ter inúmeros profissionais independentes trabalhando no desenvolvimento do programa mundo afora, o que traz inovações bem mais rápido que os modelos tradicionais. Além disso, criam-se comunidades bem mais unidas e participativas. É seguindo esse modelo, que muitos acreditam ser o futuro, que o grupo Apertus criou a câmera Axiom Beta.  E, se depender do sucesso no dia de lançamento, parece que estão no rumo certo.  Apenas no dia inicial, no site de crowd funding indiegogo.com, o grupo conseguiu 30% do valor necessário para iniciar a produção da câmera. Muitos se perguntam, porém: Por que mais uma câmera nova no mercado? Ainda mais quando o custo/benefício das câmeras Blackmagic é absolutamente imbatível. Acontece que a idéia de uma câmera totalmente aberta é realmente fantástica. Qualquer um vai poder desenvolver o software para a câmera ou modificá-lo à vontade. Ou seja, nada de ficar dependendo do fabricante. E parece que até o hardware é aberto, também possibilitando que qualquer um desenvolva acessórios ou melhore o desempenho da câmera criando ou adaptando componentes. Ficou empolgado e já quer encomendar uma? Como sempre, nosso conselho é esperar um pouco e ver como a primeira geração da câmera vai se comportar. Afinal, até mesmo uma novata no ramo de câmeras como a Blackmagic tem uma bagagem enorme por trás. São décadas de experiência com placas de vídeo de alta qualidade, conhecimentos profundos de ciência de cor com o software DaVinci e anos de estrada com gravadores digitais e afins. Já esse grupo, embora formado por pessoas extremamente talentosas, não possui o mesmo tipo de experiência de fabricação nem uma estrutura de assistência técnica ou atendimento ao consumidor como a Blackmagic tem. Portanto, ainda vão ter muito que aprender. Porém, nada impede que seus produtos sejam de alta qualidade e que se tornem bastante populares. E nós aplaudimos de pé a iniciativa de uma câmera totalmente aberta. Mas o que é, de fato, a Axiom Beta? Não é uma câmera totalmente fechada, claro. É um sistema modular capaz de funcionar com uma infinidade de sensores, bocais e formatos. Para começar, o grupo vai disponibilizar um sensor 4K tamanho Super 35mm e um tamanho 4/3. No futuro serão lançados sensores Super 16mm e 3/4″ (formato padrão broadcast), entre outros.

Imagens filmadas com a Axiom Beta (com correção de cor)

Embora as especificações finais da câmera não estejam definidas, o grupo promete extrair o máximo possível da capacidade dos sensores. E, para isso, forneceu as especificações máximas de cada um. Basicamente são sensores já existentes no mercado. O de 4/3″, por exemplo, é um Truesense KAC12040, com uma resolução nativa de 4000 x 3000, gravação em até 70 quadros por segundo, obturador selecionável entre normal e global (com ou sem rolling shutter) e latitude de 12 F-stops (Rolling Shutter) e 9.3 F-stops (Global Shutter). O tamanho do sensor fornece uma imagem equivalente à de uma HDSLR com um fator crop de 2.0 em relação a um modelo Full Frame. O modelo Super 35mm contará com um sensor Cmosis CMV12000 com resolução nativa de 4096 x 3072, obturador global, velocidade de até 300 quadros por segundo, latitude de 10 stops e uma imagem equivalente a um filme Super 35mm (ou crop de 1.6, quando comparado à uma HDSLR Full Frame). Como mencionamos acima, essas são as especificações dos sensores em si, o que não significa que as câmeras oferecerão os mesmos recursos na prática. Filmar câmeras ultra lentas em 300 quadros por segundos é realmente um sonho, mas dificilmente as câmeras conseguirão oferecer isso por problemas de processamento, aquecimento e armazenamento. É por isso que o grupo publicou algumas especificações separadas para a câmera, sendo que muita coisa ainda pode mudar. Os conectores de saída das primeiras câmeras, por exemplo, serão 3 HDMI (no futuro outros conectores como SDI serão oferecidos), cada um com saída em 1080p60 4:4:4 (4K RAW será disponível apenas em formatos HDMI experimentais). A saída de alta velocidade também depende de um formato experimental que utilizaria as três saídas HDMI em modo alternado para oferecer 1080p60 a 180 quadros por segundo. O processamento de imagem interno da câmera, em tempo real,  permite o uso de LUTs de 4 canais, conversão de matrizes de cor, correção de ruídos e padrões fixos de sensor (FPN), correção de pixels mortos e mais. No começo a câmera oferecerá as opções de bocais de lentes passivos Nikon F, Canon EF e Micro Quatro Terços. Note que, por serem passivos, os bocais não funcionam com lentes eletrônicas – apenas manuais. No futuro o grupo oferecerá bocais ativos que permitirão o uso de lentes eletrônicas além de bocais PL, IMS e Sony E-Mount. O tamanho do corpo básico é estimado em 108mm x 69mm x 37mm. Sentiu falta de alguma coisa? Pois é, nada de gravador interno, entradas de audio ou monitoração de imagem, por enquanto. O que limita bastante o uso da câmera no presente momento.  A entrega das primeiras unidades está sendo prometida para abril de 2015, o que parece ser um prazo meio impossível de ser cumprido. No entanto, o grupo já está com tudo praticamente pronto pois os protótipos já foram desenvolvidos com dinheiro dos próprios fundadores. Analizando o conjunto, chegamos a conclusões mistas.  Em termos de latitude, por exemplo, as câmeras da Blackmagic continuam disparadas na frente. Aliás, estas já oferecem pacotes completos com audio, gravadores internos, conectores profissionais, monitoração de imagem e muito mais. A Axiom Beta promete filmagens em câmera lenta, uma deficiência das Blackmagic, a não ser pela Ursa. Mas esta não alcança velocidades tão altas quanto a Axiom coloca no papel. Quanto ao preço, as Blackmagic também continuam imbatíveis. O preço final da Axiom Beta 4/3″ está estimado em 4.990€ (isso mesmo – preço em Euros por ser um grupo austríaco) e a Super 35mm em 5.990€.  Compradas com antecedência por tempo limitado pelo crowd funding, os preços em oferta passam para 1.900€ e 2.300€, respectivamente.  Ou seja, nada barato, ainda mais considerando todos os acessórios necessários para a câmera se tornar funcional. Se o modelo de uma câmera Open Source é bastante atraente, por outro lado entrar em um mercado onde existem câmeras excelentes e mais baratas, feitas por firmas com ótima reputação e suporte não é nada fácil. Vai ser necessário um grande esforço por parte da equipe responsável. Mas o modelo Open Source é um pouco diferente mesmo, e a história mostra que é necessário um pouco mais de tempo para dar certo. Portanto, se tudo funcionar bem, é provável que câmeras como a Axiom Beta e suas equivalentes acabem dominando uma fatia muito grande do mercado.  É por isso que desejamos sucesso aos corajosos lutadores por trás do projeto.  E torcemos para que essa revolução siga um rumo tranquilo, sem muito sangue derramado, com o profissional de cinema saindo vitorioso no final. Para mais informações, acesse a página de crowd funding da Axiom Beta clicando aqui.

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12 comentários Nesse post
  1. Paulo eu acho que no caso da Black Magic,a história vai mais longe ainda, estive dando uma olhada no Davinci 11, cuja função é a colorização, mas suas ferramentas de edição já estão bem avançadas. uma trabalho básico de edição da para fazer perfeitamente nele, vai que a BlackMagic no futuro não aperfeiçoe esses recursos e lance um programa completo

    • A Blackmagic está investindo pesado na finalização. Acaba de adquirir a eyeon e o programa de composição e efeitos Fusion. É possível que lance um programa de edição, mas por enquanto o 11 só serve mesmo para edição online ou um trabalho bem básico, já que não foi projetado para edição offline e faltam muitos recursos para isso. Além disso, você precisa de uma máquina parruda para trabalhar com ele, enquanto que um programa de edição tradicional roda em uma máquina bem mais simples.

  2. Olá, Paulo
    Pergunta de principiante: Estou muito inclinado a comprar uma Pocket Black Magic. Como tenho uma
    T2i e algumas lentes, gostaria de saber se poderia usar minhas lentes na Pocket. Qual seria o crop
    factor? Obrigado

    • Mario, você pode usar suas lentes com um adaptador. Se forem lentes eletrônicas será necessário um adaptador ativo, que é mais caro. Se forem lentes manuais, um simples adaptador de MFT para EF já resolve. Se suas lentes forem eletrônicas e muito boas (série L), o investimento no adaptador pode valer a pena. Mas se forem lentes eletrônicas baratas e/ou comuns, pode ser mais vantajoso vendê-las com a câmera e adquirir lentes já no bocal MFT.

  3. Paulo – e a historia do Santo Graal da camera barata, soluções inovadoras e custo , não acaba mais.
    Então gostaria de partilhar com voce, e – nosso GURU ( literalmente !) me confirme se minha linha de raciocinio esta correta,
    Por muitos anos filmarkers, cineastas etc…. vem perseguindo o “Film Look” se bem me recordo se vão pelo menos uns 10 anos – quando adquiri minha primeira DVX 100 – que foi a primeira camera ( mini DV !!!rsss) a rodar a 24 quadros. Como meu nicho são videos institucionais, tive 3 delas que literalmente trabalharam até se desmanchar, otima camera para epoca, para mim neste segmento pro, a melhor.
    O fato indo aos finalmente – é que todo dia sai uma nova camera, promessa de novidades, Blackmagic, Magic lantern e tudo o mais – na corrida a equivaler o Digital a pelicula. E ai é que discordo totalmente – pois nunca uma filmagem digital terá o look de uma pelicula e são coisas na minha cabecinha absolutamente distintas. Comprei o DVD restaurado de “DR. Jivago” e lá esta – as cenas maravilhosas, tomadas incriveis do Mestre david Linch. isto é cinema, senão não teria sentido usar uma camera Panavision de centenas de dolares, equipe etc..
    – Do outro lado ( o meu por exemplo) fico ouvindo – “ah agora saiu a camera ! esta sim vamos fazer cinema ” – Agora pergunto – quantos profissionais tem um edital aprovado na Ancine ( a parte mais facil) e coletar a grana , esmolando as empresas – que não se arriscam, a não ser que vc. conheça o Dono. Para gastar dinheiro com lentes Prime, editores, plataformas e etc…Me pareçe mais logico o sortudo – que tem tal privilegio ALUGAR, pois uma produção tem o conceito totalmente diferente de outra, que pode exigir outro equipamento. Me lembra a historia de um amigo meu que sonhou a vida inteira em comprar uma Ferrari, e ele comprou e vendeu depois de um mês – só conseguia enfiar até a segunda, carro duro, perigoso de competição, e não um veiculo de rua. Eu pessoalmente uso uma GH3 e é até demais para o que faço, pois o dono de empresa não tá nem ai – ele não sabe o que é moirê, Rolling shutter e demais detalhes tecnicos – ele quer ver mesmo os produtos dele sendo mostrado de forma comercial – como uma ferramenta de vendas. e chora pra pagar. Os outros nichos de mercado não são muito diferentes, a não ser quem esta link com agencias de grandes contas – o que tambem é um pouco dificil. De forma que depois de todo este lero-lero de minha parte lhe pergunto – não é mais facil e consciente comprar cameras de baixo custo, ( como a minha ) e investir em lentes antigas??? me pareçe que é favoravel o equipamento e nicho de mercado que atua x ganhar dinheiro – ao inves de ir atras de lançamentos mirabolantes. Uma pergunta – final – inspirada em sua fantastica materia de tamanho de sensores – que tomo mundo deveria ler na area de video, e se usar uma lente antiga de super 16mm ??? que bicho dá ??? um abração, obrigado amigo !

    • Jean Carlo, muito bom o seu comentário. Para fazer cinema como gente grande é preciso uma equipe de profissionais experientes. Uma câmera por si só não faz um bom filme. A fotografia é essencial, com um bom diretor de fotografia, um bom orçamento para luzes, etc. Muita gente acha que basta apontar uma luz de LED pro ator e filmar com uma HDSLR que já está bom. Mas um diretor de fotografia que realmente tenha experiência sabe quais luzes usar e gasta um bom tempo iluminando o set. Ele (ou ela) literalmente “pinta” com as luzes. Tanto que muitos dos melhores cineastas têm um conhecimento profundo das obras dos grandes mestres da pintura.

      De nada adianta colocar uma Panavision de 35mm com um kit completo de lentes nas mãos de um cineasta inexperiente porque o resultado provavelmente vai ser ridículo. Não é a câmera, e sim quem está por trás dela. Vide o Buena Vista Social Club, que foi filmado com uma Mini DV doméstica.

      Eu sempre acreditei que a melhor câmera é aquela que se encaixa melhor ao tipo de trabalho. Tanto que até mesmo cineastas experientes acostumados a filmar com as melhores câmeras do mundo algumas vezes utilizam HDSLRs em projetos menores. Tudo vai depender do orçamento, mobilidade desejada, experiência do fotógrafo, etc.

      Nunca tivemos uma oferta tão grande de câmeras excelentes a preços tão razoáveis. Praticamente qualquer câmera moderna tem condições de fornecer uma imagem muito boa. Mas, como eu disse, tudo depende do projeto em si. Câmeras como a ARRI Alexa têm qualidades que uma câmera mais barata não tem, e é por isso que são utilizadas pela maioria dos projetos de alto orçamento. Não faria sentido usar uma câmera como uma GH3 nesses casos. Mas uma GH3 é mais do que adequada em muitos casos, assim como o seu. E o uso de lentes primes ou lentes de cinema antigas sempre dá uma melhora na imagem.

      Hoje em dia, aliás, é no tratamento de cor que se define a textura e o “look” do filme. Se um bom diretor de fotografia me entrega um material bem filmado, como colorista eu tenho como dar características totalmente distintas a este material. Desde uma imagem sombria até uma imagem alegre. Tudo vai depender do que for melhor para o filme e aquela cena em particular. É nessa hora que as câmeras com latitude maior e menos compressão fazem a maior diferença, pois a imagem é bem mais maleável, já que contém mais informação. Uma Alexa, RED ou Blackmagic Cinema Camera oferecem uma gama de possibilidades muito maior que uma HDSLR. O resultado final será mais limpo, sofisticado e agradável. Mas a realidade é que a maioria dos projetos em que trabalho são filmados com câmeras com uma latitude bem mais limitada, compressão agressiva e, muitas vezes, imagens super ou sub expostas que limitam muito o que pode ser feito. No entanto, sempre dá pra melhorar muito o resultado, independente da câmera usada.

      Acho que, hoje em dia, os limites não partem das câmeras e sim dos profissionais. Seria muito mais valioso para muita gente fazer um bom curso de fotografia do que comprar uma câmera melhor e mais cara. Ou ter a humildade de trabalhar como assistente para um bom fotógrafo e aprender o que realmente torna uma imagem bonita. Quem não tem essas oportunidades pode, pelo menos, estudar por conta própria. Basta assistir bons filmes e observar atentamente a iluminação, movimentos de câmera e enquadramento. Estudar os grandes mestres da pintura e ler bons livros sobre fotografia. Aí é uma questão de praticar com a câmera que tiver à mão para ir melhorando cada vez mais como profissional.

      • Paulo, obrigado pelo comentário – me deu sossego que não penso de forma distorcida – voce disse uma coisa importante – de um Diretor se cercar de gente “craque” e comandar. Peguemos para ilustrar, o exemplo de Francis F. Coppola, onde o Poderoso Chefão é tido até hoje como uma das maiores produções. Alem dele logico, Ele tinha Mario Puzo ( sem roteiro bom, necas de filme) ele tinha como vc. bem disse Gordon Willis , um mestre na direção de fotografia, um pintor – este lançe de livros e quadros que voce citou é muito importante, os caras naquela epoca, sabiam de como a luz preenche um objeto, e a olho nú e ainda pintar isto – tem que ter muito talento !!!!! e os melhores em figurino, cenografia, montagem e etc… e só assistir ao making off – que saiu agora do Restoration, com a triologia. Enfim Copolla não é bobo é sabe que a coisa funciona como um TEAM – tanto que chamou as mesmissimas pessoas, para as 2 outras sequencias, pra não dar B.o., já que ele não era muito “querido” na paramount.
        Deve ser duro para voce ter que trabalhar em material não adequado, e ter que tirar leite de pedra – a galera pensa que a pós faz milagres, enquanto ela deveria ser o complemento do material bem captado, dentro das limitações e conceito do projeto.
        Realmente – estudar sempre, e termos consciencia que temos que aprender a cada dia – é tudo, e humildade é essencial – fico contente, e quietinho por aqui, com minha GH3, que como disse é otima, para o nicho que escolhi trabalhar, na “proporção” ela veio para mim substituir a DVX – ganhando dinheiro, fazendo disto um comercio rentavel e não só pensando em arte e ego – que não pagam as contas !!! Obrigado Paulo !!!

          • Paulo – só para finalizar hoje vi uma interessante materia onde o link segue abaixo – um jovem diretor – Sean Baker – ganhou o Sundance film Festival, filmando em um I-phone 5 com estabilizador de imagem e lente anamorfica ( para I Phone!!!! – já estão fabricando isto ! rsss) – bem como discutimos acima, me pareçe que o futuro será bem interessante em opções democraticas de gravação , a custo zero neste caso, pois o proprio diretor admitiu não ter dinheiro e gravou no unica forma que tinha, e levou o caneco em sua categoria. E agora Paulo? que acha disso ? ///http://www.dailymail.co.uk/news/article-2934728/The-film-shot-entirely-iPhone-Comedy-sex-workers-recorded-handheld-device-premieres-Sundance-Film-Festival-set-worldwide-distribution.html

          • Jean Carlo, isso reforça que o que realmente interessa é o talento. O equipamento é apenas uma ferramenta. Infelizmente muitos ficam deslumbrados com números e novos brinquedos, achando que basta comprar uma câmera de última geração para virar um grande cineasta. Nada poderia estar mais distante da verdade. O “equipamento” mais importante é aquele por trás do equipamento.

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