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A verdadeira diferença entre as lentes prime de cinema da Canon e a série L

A Canon oferece as lentes série L para fotógrafos profissionais e a série prime de Cinema para cinematografia digital. Mas qual a real diferença entre essas lentes, além do preço?

Jonathan Yi fez esse comparativo abaixo, que mostra que as diferenças vão bem além do óbvio.

Então, qual a sua preferência?….

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14 comentários Nesse post
  1. Ola amigos parabens pelo site que é sensacional – quanta paciencia em responder duvidas e postar materias… Parabens ! Um teste ao meu ver pouco util – no meu caso por exemplo, absolutamente fora de realizade estas cameras C300 no Brasil ( e outras) para pequenas e médias produtoras ( meu caso) – pois quem pega grandes JOBS são sempre os mesmos. pra que gastar fortunas em uma camera assim ??? tenho 2 Panasonic 150 e 2 canon T2I com seus jogos de lentes , parasol profissional e viewfinder – que impressionam, e as panasonics tem uma imagem muito aquem do que um cliente espera, pois eles não entemdem absolutamente nada. em 25 anos de mercado nunca tive um trabalho devolvido. o empresário se importa apenas com seu produto e não com qualidade de vídeo. Eles não entendem absolutamente nada – nós que somos detalhistas, mas aqui no Brasil é impraticavel. Tá bom demais, pelo que sempre querem pagar – neste destroçado, predatório e falido mercado audiovisual Brasileiro. ( li sim, sua materia de licitação de 82.000,00 – sim é isto ai que aconteçe) vou eu me preocupar em comprar estas cameras???? Abraços e mais uma vez parabens!

    • Obrigado, Jean.

      O investimento em equipamentos tem que ser feito mesmo de acordo com o mercado. Senão, os brinquedos saem caros demais e o negócio afunda. Em certos mercados e segmentos, como o de publicidade de alto orçamento nas nossas maiores capitais, e também de produção de longas e até curtas, a aquisição de câmeras como a C300 pode ser considerada uma verdadeira bagatela. Em outros mercados, como você descreveu, o investimento de R$ 3.000,00 em uma câmera já é considerado grande.
      O que acontece muito por aqui, e até mesmo em mercados menores na Europa e EUA, é que certos clientes são realmente desinformados. Nesse caso, tanto faz o equipamento utilizado ou o nível do profissional se o preço da produção for baixo. Cabe a nós, profissionais, constantemente educar o mercado pois, só assim, os clientes passam a saber a diferença entre uma produção de maior qualidade e uma ruim.

  2. Esse fenômeno aconteceu com diversos mercados que passaram do mundo análogo para o digital. Em todos foi percebido a “prostituição” das atividades por gente que sem conhecimento, competência e recursos começou a cobrar mais barato sem se preocupar com a qualidade. Foram esses gananciosos que entram em atividades apenas com olho grande que fizeram com que empresários não compreendam a importância da qualidade. Não sabem defender seus produtos e sequer dominam os conceitos e fundamentos.

    O mercado de audio-visual é mais uma vítima desse tipo de falso profissional. Usam qualquer coisa para produzir e depois vem com o papo de que os clientes é que não se preocupam com a qualidade. Como se preocupar se vcs mesmos os convencem que isso é besteira? E depois oferecem preços abaixo da qualidade e ficam furiosos por não pegarem Jobs grandes. Jobs grandes exigem qualidade, competência, domínio e diferencial. Se o que se tem é cameras, lentes, computadores e softwares abaixo das exigências, então não reclamem.

    Continuem fazendo conversão de VHS para DVD valeu?

    • Prezado Emanuel – posso lhe dizer que fui a primeira empresa a ter adquirido um gravador de DVD, quando ninguem nem sonhava com isto no Brasil. Hoje tenho varios, Não vejo demerito nenhum neste tipo de prestação de serviços , como voce coloca no final de seu texto ( não entendi porque !!!) – pelo contrário servimos aqui a centenas de pessoas que necessitam de um serviço altamente profissional – desde super 8, 16mm , 9,5 ( pathê , acho que sou o unico) e todas outras bitolas e sistemas. pagam minhas contas honestamente e um instrumento importante de aproximação para outros serviços. Sou o primeiro quanto a “prostituição” do mercado, mas depois de 30 anos de mercado e mais de 400 produções corporativas ou não – garanto que é ciclico, e que aconteçe a cada mudança de tecnologia – mas no mercado só fica quem trabalha duro, com qualidade e humildade. Quanto a convencer o cliente é uma grande mentira, pois ele vai escolher o que mais lhe convem , na hora – mesmo que no futuro se arrependa, até por falta de cultura – e volte atrás – é assim que funciona. espero ansiosamente , em outros posts aprender com voce, pois é a razão e intuito deste blog – Abraços !

  3. E como educar um mercado onde meia dúzia fazem direito, sabem o que estão fazendo e procuram oferecer um produto de qualidade, informando e orientando o cliente e o produto, quando tem milhares afirmando que fazem mais barato e que fica a mesma coisa. Não sabem de luz, de cor, de nada mas com um lixo de recurso, oferecem seus trabalhos por qualquer coisa desde que ganhem alguma coisa mesmo que miserável e assim prejudicando aqueles que desenvolveram os padrões, linguagens e qualidade do audio-visual.

    • Emanuel,
      Respondendo aos seus dois posts, esse é o lado ruim da democratização dos equipamentos. O talento, mesmo, não é democratizado. Vivemos durante muito tempo em um mercado onde só os ricos e as grandes redes de TV podiam ter equipamentos profissionais. E os melhores profissionais eram os sortudos que conseguiam trabalhar para esses poucos e tinham acesso aos melhores equipamentos, programas e – de rebarba – aos melhores profissionais com quem aprender. Com a democratização dos equipamentos, os bons profissionais puderam se libertar e têm capacidade, hoje em dia, de competir diretamente pelos clientes de seus antigos patrões. Ou seja, quem tem talento se beneficiou muito.

      Por outro lado, o equipamento ficou barato o suficiente para ir parar na mão de milhares de incompetentes e amadores que não se dão nem ao trabalho de aprender seus ofícios e já saem se vendendo como profissionais, geralmente a preço de banana, espalhando m….. pra tudo que é lado. Isso aconteceu primeiro com audio, depois com computação gráfica e agora com produção e pós. Uma progressão que teve muito a ver com o peso dos arquivos e a necessidade de máquinas rápidas e caras.

      O amadurecimento é inevitável. No ramo do audio, os amadores de tanto fazerem besteiras meio que sumiram do mercado. Restaram os bons profissionais – que alíás sempre têm seu espaço garantido, de uma forma ou de outra – e surgiram novos talentos que não teriam oportunidades se não fosse essa democratização. Com a computação gráfica aconteceu o mesmo. Aliás, acho que foi uma das indústrias que mais sofreram. As empresas sérias, que investiram pesado em workstations Silicon Graphics e programas de dezenas de milhares de dólares cada, e os animadores que eram obrigados a estudar as inovações sem parar para estar sempre à frente, de repente deram de cara com um verdadeiro tsunami de moleques armados de PCs vagabundos e programas pirateados oferecendo vinhetas de péssimo gosto a preço de revistas em quadrinhos. Novamente, a maioria dos “animadores” desapareceu do mapa quase tão rápido quanto surgiu. Sobraram os bons, mas o valor do trabalho nunca mais foi o mesmo. A não ser, é claro, nas poucas empresas que conseguiram sobreviver – principalmente no exterior.

      Com a chegada do Mini-DV foi outra enxurrada de vídeos horrendos feitos por “profissionais” com nenhuma idéia na cabeça e uma câmera na mão. Esses muitas vezes cobravam tão barato que não tinham nem dinheiro para consertar seu equipamento nem pra trocar de câmera. Assim, muitos novamente desapareceram para o purgatório dos incompetentes com iniciativa. Por outro lado, essas primeiras câmeras digitais baratas foram o grito de liberdade de milhares de cineastas que, finalmente, puderam expressar seu talento e criatividade de um modo nunca antes possível. Além disso, até os profissionais veteranos do mercado puderam produzir mais.

      Agora nos encontramos em um novo turbilhão de revoluções de mercado e tecnologia, quando a qualidade da imagem de uma câmera de três mil reais é suficiente para produzir um longa de altíssimo nível em mãos habilidosas. Só que essa mesma câmera está na mão de gênios e totais incompetentes. E é isso que causa a maior confusão no mercado. Porque o cliente desinformado vê um vídeo bem feito e lê ou ouve falar que foi filmado com uma 5D. Sem nem saber direito o que é isso, pergunta quem tem uma 5D pra fazer seu próximo vídeo. Pode cair nas mãos de um profissional ou de um picareta. Graças à maldita herança de que só profissionais tinham equipamento bons, o cliente acredita que é a 5D que fez o bom vídeo, e não quem está por trás dela. Se cair nas mãos de um picareta, pode pagar um pouco (ou bem) mais barato e terminar com um produto medíocre. Se der a sorte de cair nas mãos de um profissional, periga pechinchar até a morte porque seu trabalho anterior, feito por outro picareta, custou todo um terço da diária que este está cobrando. É importante deixar claro que, se ele quer um produto melhor, tem que estar disposto a gastar um pouco mais.

      Mais uma vez, o mercado acaba se ajustando. Sempre irão existir clientes muquiranas que não estão nem um pouco interessados em qualidade. Para esses, diga “não, obrigado” e deixe pra mulambada do vídeo fazer a festa. Aproveite, sim, as inúmeras novas oportunidades que estão surgindo como novas séries para TV, institucionais de qualidade, trabalhos para a internet e novas mídias, etc. Para cada cliente ruim, existe outro bom. E cada experiência ruim ensina os bons clientes a buscar melhores profissionais.

      É por isso que educar clientes também faz parte do nosso trabalho. É importante mostrar e explicar as novas tecnologias, exibindo exemplos do que é possível. É importante deixar bem claro que um equipamento, por melhor que seja, só funciona bem na mão de um profissional competente. É importante orientar o cliente para o uso do equipamento mais adequando antes da produção começar. É importante envolver mais profissionais nas discussões preliminares, se possível. E, acima de tudo, é essencial valorizar a importância da equipe, de cada profissional necessário para uma produção. Quando o cliente entende isso, geralmente concorda com os termos. Mas quando apenas pedimos uma equipe de 20 para filmar um comercial sem educar o cliente sobre a importância do trabalho de cada um, esse fica achando que está fazendo um negócio ruim.

      Um bom trabalho, por mais genial que seja o profissional principal por trás, necessita de uma boa equipe. Mesmo quem tem muito talento e insiste em fazer tudo sozinho, sem envolver outros colegas, acaba cometendo o mesmo pecado que um incompetente, fazendo o mercado ficar menor e mais fraco. Daí é necessário conhecer bons profissionais que é para poder montar boas equipes e justificar para o cliente, no resultado final do produto, todo o custo e tempo envolvidos. Um cliente satisfeito gera novos trabalhos e a indústria se torna sustentável. O importante, mesmo, é aproveitar a democratização do equipamento para oferecer, cada vez mais, produtos melhores feitos pelos verdadeiros profissionais. E deixar que a briga pelo restos de comida aconteça entre aqueles que não merecem participar do verdadeiro banquete.

  4. ola amigo, ha muito eu procuro a diferenca entre as lentes cine e as lentes pra dslr normais, e infelizmente nao pude notar muita diferenca nas imagens do video. Observei um flare um pouquinho diferente, mais nem saberia dizer qual o melhor, e tb o boken mais redondo da lente cine. nitidez e outros aspectos nao deu pra notar. tb vi na demonstracao da lente que o foco dela é mais duro, pois é foco manual (isso seria a mesma coisa que comprar uma zeis pra nikon?). gostaria de mais explicacoes pra justificar o preço. sou fanatico por equipamentos e quero sempre o melhor, mais realmente nao notei muito coisa. se vc alguem falar a real vantagem posso ate notar. valeu

    • Jean Paulo, as diferenças vão além da simples ótica. As lentes de cinema possuem marcações mais precisas, foco mais longo e preciso, diâmetro de filtros uniforme entre o jogo de lentes, controles manuais fáceis de serem acionados por follow focus e similares, medição de luz precisa em t-stops em vez de f-stops, etc.

      As lentes do tipo cinema da Canon e da Zeiss são projetadas para usuários que vivem o tempo todo de fazer filmes ou então empresas de aluguel de equipamento. Sua aquisição geralmente não se justifica para pequenos produtores ou freelancers que não possam recuperar o alto investimento em relativamente pouco tempo. A diferença na qualidade da imagem existe e esse teste, mais bem humorado do que subjetivo, mostra que ela pode ser sutil. Mas lembre-se que você está vendo o teste em uma tela de computador (creio eu). Em uma tela de cinema, muitas vezes maior, as pequenas diferenças tornam-se mais significativas.

      Para cineastas independentes que desejem usufruir das vantagens da lentes para cinema, a Bower oferece um jogo bem interessante a um preço bem atraente.

  5. Uma Prime de 14mm ela é superior a Cine Zoom de 14.5-60? Ou a qualidade é a mesma? Na sua opinião, é melhor comprar uma Zoom ou várias Primes dessa linha?

    Obrigado.

    • Carvalhal, não posso afirmar com 100% de certeza sem fazer um teste comparativo detalhado. Mas, a princípio, a Cine Zoom seria melhor que uma prime série L.

  6. Muito interessante mesmo Paulo, parabéns por levantar esta polêmica, concordo que ficam os bons, mas ainda falta oportunidades, se não o pensamento liberal seria perfeito, ficam os bons somem os que não sabem trabalhar, não é tão simples assim e nós sabemos. Perseverar não é fácil, é uma decisão difícil, eu mesmo torço para meu filho estudar outra coisa rsrsrsrs. Mas entrando na questão da escolha de equipamento, que me interessa mais. E falando de mercado e cliente. Fiz um teste, pois filmo muito esporte e montei a primeira produtora nacional, especializada somente em esporte, estamos crescendo nesse conceito, mas não vou aqui ficar citando nem fazendo comercial da mesma. Mas o interessante é que funcionamos como uma locadora tbm. O caso é que minhas câmeras estavam todas alugadas, e eu tinha uma previsão de ondas grandes no meu quintal Itacoatiara (RJ). Não pensei muito e tive a coragem de montar minha HVX e um LETUS. Resultado fiz um vídeo excepcional de surfe e um dos melhores que já fiz e postei no VIMEO. Na verdade pude observar alguns conceitos e fenômenos, que se sucederam: A maioria das pessoas que viram o trabalho, adoraram e assistiram em computadores comuns, com telas de definição HD ( 960×720) e não em FULL HD, ou em celular, o que provou não fazer a menor diferença. A segunda coisa é que eu tinha campo focal semelhante as Canon 5D, por conta do uso do adaptador ou prisma randômico LETUS. Para finalizar, a latitude era excepcional, cores e tons incríveis. Resultado é que com certeza vou usar minha velha HVX200 como terceira câmera em um trabalho que tenho em Julho! O cliente não vai perceber, porque busca qualidade de informação e meu companheiros ficarão felizes com minha insanidade positiva, espero que vire retrô e eu alugue e trabalhe com esta também hahahaha. Abraços para todos.

    • Pedro, você confirma o que eu sempre falo: o que importa é o conteúdo. Tenho um cliente que tem uma câmera HD excelente que ele usou para fazer um longa faz alguns anos e queria vender porque achou que estava obsoleta. Mas a câmera tem uma imagem muito interessante que pode se beneficiar muito de um tratamento de com com um colorista experiente. O resultado é bastante cinematográfico. Perder dinheiro na venda e gastar na compra de uma câmera nova não valeria a pena e aconselhei meu cliente a continuar com ela.

      A HVX200 com o Letus gera um resultado muito bom. Fiz a cor de um curta rodado com ela há alguns anos e ficou lindo. Se está funcionando bem, por que não usar?

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