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Amplie seu horizonte com um monitor 21:9

Eles são a última novidade do mercado. Monitores bem mais largos que o normal e que oferecem muito mais espaço para trabalhar. Além disso, são perfeitos para reproduzir filmes em formato cinemascope.

Com um desses monitores você consegue praticamente o mesmo espaço de trabalho de dois monitores individuais. Dá para abrir dois documentos de texto na mesma página, abrir diversas pastas na sua área de trabalho e acomodam timelines bem mais largos em programas de edição, compositing e color grading.

Na prática, o uso desse novo formato de monitor acaba acelerando bastante o trabalho pois dá para ter mais informações na tela o tempo todo, enquanto que com um monitor tradicional o usuário muitas vezes é obrigado a ficar abrindo e fechando janelas. E, se você já usa dois monitores, substituir um deles por um 21:9 trará um belo ganho na sua produtividade.

Para este artigo estamos avaliando um Dell U2913WM. Somos fãs dos monitores Dell Profissionais da linha Ultrasharp. Além de oferecerem excelente qualidade de imagem, o suporte do fabricante para esta linha de monitores é inigualável. Além da garantia de 3 anos, a Dell garante também a qualidade do display. Ou seja, enquanto que alguns pixels mortos não são motivo para troca para outros fabricantes, não é o caso da Dell pois um único pixel defeituoso já não é aceitável. Além disso, a Dell não conserta seus monitores da série profissional, e sim os substitui por um novo em caso de defeito.

Bezel_Dell29Design elegante, praticamente sem borda entre a tela e a moldura.

O U2913 tem um painel do tipo IPS que oferece um ângulo de visão de 178º, algo muito importante quando a precisão da imagem é necessária. Em painéis sem essa tecnologia, basta o usuário se mover um pouco que a imagem muda. A iluminação é feita por LEDs brancos de última geração, que também garantem precisão de cor maior.

Um outro diferencial dos monitors profissionais da Dell é que eles vem de fábrica pré-calibrados. O nosso, inclusive, veio com um relatório individual da calibragem da tela com os dados e curvas de medição impressos. Esta calibragem de fábrica é acessada no modo sRGB e, no nosso caso, veio com 99% de precisão. O que foi comprovado com o uso de um colorímetro. Ou seja, se você é um profissional da imagem que não tem seu próprio colorímetro, esse monitor já vem de fábrica oferecendo uma imagem padrão confiável.

O monitor é bem moderno e conta com comandos por toque, aliás bastante sensíveis. Nada de botões físicos que se desgastam com o uso. A moldura da tela é praticamente inexistente na parte superior e nas laterais, dando ao monitor uma aparência bem agradável e de alta tecnologia.

Resolve11_Dell29Monitores Dell 21:9 (esq.) e 16:9 (dir.) com a interface do novo DaVinci Resolve 11.
Espaço para trabalho de sobra e todas as informações disponíveis nas telas.

A resolução da tela é de 2560 x 1080.  O que é perfeito para trabalhar com vídeo de alta definição. O monitor, inclusive, permite que se ajuste a tela para diversas janelas diferentes. As conexões de entrada incluem DisplayPort 1.2, USB 3.0, Mini DisplayPort, DVI, VGA e HDMI. O monitor serve como um hub USB 3.0, com 4 saídas neste formato. Vários cabos são fornecidos, mas o mais importante para a maioria dos usuários é o Dual Link Digital Visual Interface connector (DVI-D) com HDCP.  Ele é necessário para obter toda a resolução do monitor quando ligado via HDMI. Se o usuário utilizar um cabo normal, a imagem cai de resolução e pode ficar distorcida.

A primeira impressão que tive ao abrir a interface do DaVinci Resolve 10 nesta tela foi de que meu horizonte literalmente se ampliou. Se antes eu tinha que abrir e fechar janelas, como a dos efeitos OFX, por exemplo, já que meus stills e Power Grades praticamente sumiam da tela com um monitor tradicional, agora fica tudo presente sem nenhuma restrição. E, quando abrimos o Lightbox, cabe um curta metragem inteiro, sem precisar subir ou descer a tela.

Curta_Resolve_Dell29Um curta metragem inteiro e ainda sobra espaço no Lightbox.

Com o Resolve 11 a brincadeira ficou mais interessante ainda. Junto com um dos meus monitores Dell Utrasharp de 23 polegadas, a interface virou uma verdadeira visão panorâmica de todos os recursos oferecidos pelo programa. Além da timeline mostrar mais tomadas, não é necessário ficar abrindo e fechando tantas janelas.

É claro que o mesmo se aplica a programas de edição de vídeo. E a edição de fotografias também ganha muito, pois podemos colocar duas fotos, lado a lado, sem perda de tamanho, como ocorre em um monitor tradicional. Isso facilita bastante a escolha das melhores fotos em uma série.

Com um ganho enorme na área de trabalho, uma precisão de cores excelente, tecnologia de ponta, painel perfeito, conexões diversas e uma garantia acima da média do mercado, o monitor Dell U2913WM é um excelente investimento para qualquer profissional que ganhe a vida trabalhando com imagens. O monitor é importado diretamente dos EUA e a Dell do Brasil entrega-o na sua casa.

FCPX_Dell29A interface do Final Cut Pro X em 21:9.

O preço de tanta tecnologia e qualidade não é exatamente barato. Na data da publicação deste artigo, o monitor custa R$ 2.195,00 em 10x sem juros. Tratando-se de um monitor top, porém, o preço é bem competitivo quando comparado às outras opções de nível profissional existentes no mercado.

Seguem, abaixo, as especificações técnicas.

Monitor ultra-amplo Dell UltraSharp U2913WM de 29″

Tamanho da imagem de visualização na diagonal:
73,02 cm
29 polegadas (tamanho da imagem de visualização com largura de 28.75 polegadas)

Tipo de painel, superfície :
AH IPS (In-Plane Switching), antirreflexo com revestimento rígido de 3H

Taxa de proporção:
Ultra-widescreen (21:9)

Resolução:
2560 x 1080 a 60 Hz

Área predefinida da tela (A x L):
672.77 x 283.82 mm
26.49″x 11.17″

Taxa de contraste:
1.000 para 1 (típica), taxa dinâmica de contraste: 2 milhões:1 (máx.)

Tecnologia de iluminação traseira:
LED

Luminosidade:
350 cd/m2 (típica), 50 cd/m2 (mínima)

Tempo de resposta:
8 ms (cinza a cinza)

Ângulo de visão:
178° vertical/178° horizontal

Ajuste:
Suporte de altura ajustável, inclinação, rotação e gerenciamento de cabos integrado, controles capacitivos de toque OSD

Suporte para cores:
Gama de cores (típica): sRGB > 99%, 82% (CIE 1976)6

Intensidade de cor: 16,7 milhões de cores

Distância entre pixels:
0,09 (h) mm x 0,26 (v) mm

Tipo de tela:
Monitor de tela plana widescreen

Interface de montagem do monitor LCD
VESA

Revestimento da tela do monitor:
Antirreflexo com revestimento rígido 3H

Saída de áudio:
Conector de energia CC da barra de som opcional da Dell

CONECTIVIDADE
1 conector DVI-D (Interface Visual Digital de Link Duplo) com HDCP
1 DisplayPort 1.2 (DP)
1 Mini DisplayPort 1.2 (mDP)
1 Interface Multimídia de Alta Definição (HDMI)
1 Matriz Gráfica de Vídeo (VGA)
1 porta USB 3.0 para upstream
4 portas USB 3.0 para downstream
1 saída de DisplayPort
1 saída de áudio
Conector de energia CC da barra de sons da Dell (AX510)

SUPORTE
Suporte de altura ajustável, inclinação, rotação e gerenciamento de cabos integrado

DISPOSITIVOS INTEGRADOS
Hub USB 3.0 de alta velocidade (com 1 porta USB para upstream e 4 portas USB para downstream)
Saída de CC

SEGURANÇA
Slot de trava de segurança (trava do cabo vendida separadamente)
Slot de trava de suporte antirroubo (para painel)

TAMANHO E PESO
Dimensões com suporte (A x L x P):
699,8 mm x 194,2 mm x 358,7 mm a 487,0 mm (27,55″ x 7,65″ x 14,12″ a 19,17″)
Altura com suporte:
358,7 mm a 487,0 mm
14,12″ a 19,17″
Profundidade:
194,2 mm
7,65″
Largura:
699,8 mm 27,55″
Altura sem suporte:
317,0 mm
12,48″
Profundidade sem suporte:
61,2 mm 2,41″
Largura sem suporte:
699,8 mm
27,55″
Peso (somente painel — para montagem VESA):
5,76 kg
12,80 lb
Peso (com a embalagem)
11,35 kg
25,02 lb

REQUISITOS ELÉTRICOS
Tensão exigida:
100 a 240 VCA/50 ou 60 Hz + 3 Hz/1,5 A (máx.)
Consumo de energia (operacional):
32 W (típico)/90 W (máximo)**
**Consumo máximo de energia com luminosidade máxima, barra de som Dell e USB ativo.
Consumo de energia (em modo de espera):
Menos de 0,5 W

ASPECTOS AMBIENTAIS
Faixa de temperatura operacional:
0 a 40 °C (32 a 104 °F)
Faixa de temperatura não operacional:
Armazenamento: -20° C a 60° C (-4° F a 140° F)
Envio: -20° C a 60° C (-4° F a 140° F)
Faixa de umidade operacional:
10 a 80% (sem condensação)
Faixa de umidade não operacional:
Armazenamento: 5 a 90% (sem condensação)
Envio: 5 a 90% (sem condensação)
Altitude operacional:
5.000 m (16.400 pés) máx.
Altitude não operacional:
10.668 m (35.000 pés) máx.

CONFORMIDADE E PADRÕES
ENERGY STAR(em Inglês)
EPEAT Gold(em Inglês)
TCO Certified Displays(em Inglês)
Especificações ambientais, EMC e de segurança de produtos (em Inglês)
Página inicial de conformidade regulamentar da Dell (em Inglês)
A Dell e o meio ambiente (em inglês)
Energy Star

Garantia
Detalhes de serviço/suporte:
3 anos de Serviço de troca avançada e Garantia de painel Premium

CONTEÚDO DA CAIXA
Monitor com suporte
Cabo de alimentação
Cabo Dual-Link para DVI
Cabo DisplayPort (Mini DP para DP)
Cabo USB 3.0 para upstream
Braçadeiras para cabos
Mídia de drivers e de documentação
Relatório de fábrica sobre cores calibradas
Guia de instalação rápida
Informações de segurança

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30 comentários Nesse post
    • Fernando, eu não testei o monitor 4K (UP3214Q) da Dell pessoalmente. Mas li muita coisa boa sobre ele. A qualidade da imagem, assim como nos outros modelos da linha Ultrasharp, tem sido muito elogiada. Acredito ser uma ótima compra.

  1. Eu tenho um U2413 e o acho excelente. Dúvida: Ele não tem drive nativo pra Mac e já ouvi falar que nesse caso o drive para calibração nativo da Dell no ambiente windows é bem melhor. É verdade?

    • Você não precisa de driver para o Mac. O driver não é responsável pela calibragem do monitor. O Mac OS tem uma sistema de calibragem embutido que você acessa através das preferências do sistema. Você escolhe “displays”, “color” e “calibrate” (ou o equivalente em português). Selecione a opção “avançada” e siga as instruções. Não chega a ser como usar um colorímetro, mas é bem melhor que deixar do jeito que o Mac vem de fábrica. Quanto ao Dell, se você não mexeu na opção sRGB, ele deve ter vindo calibrado de fábrica e, melhor, só mesmo usando um colorímetro.

      • Oi, Paulo, fui atrás da 32FH5203 e descobri que ela possui apenas 1 entrada HDMI. Claro, em princípio eu não precisaria mais que uma mas, se possível, precisaria de ao menos mais 1 entrada. Você poderia indicar um outro modelo, mesmo maior, 42 pol talvez, que possa ser usada como monitor de referência para color grading. Claro, também estou ciente da distância requerida para modelos maiores. Grato por tudo.

        • Joao, desde que a Panasonic deixou de fabricar suas TVs de plasma ficou difícil encontrar uma alternativa mais em conta para os monitores de referência profissionais. O uso de TVs que possam ser calibradas para obter um bom rendimento é sempre complicado, pois algo vai ter que ser sacrificado em função do preço. No caso da 32FH5203 os problemas são o ângulo de visão limitado e a única entrada HDMI (se bem que isso, para um monitor de uso profissional não é anormal, já que os monitores de referência de verdade, muito mais caros, geralmente só possuem uma entrada SDI).

          Recentemente comprei para uso doméstico uma TV LG 47LA6200 e fiquei surpreso com a precisão do aparelho. Depois de devidamente calibrada, ficou com a imagem muito próxima a de um monitor profissional. Mas, como toda TV, tem seus probleminhas para uso como monitor de referência. O pior deles é a falta de uniformidade no painel, com pequenos pontos de imagem mais claros nas bordas e ligeiras diferenças de intensidade causadas pelos LEDs que ficam por trás de todo o painel. Esse sistema de posicionamento de LEDs é o melhor que tem, e é o adotado por alguns dos melhores e mais caros monitores de referência. Mas é aí que entra a diferença de preço. Em uma TV como esta LG, o menor preço para o consumidor pela qualidade oferecida é a prioridade. Portanto, uniformidade absoluta no painel e pequenos vazamentos de luz dos LEDs nas extremidades são coisas que um típico consumidor não irá notar, nem achar ruim se notar. Para trabalhar com uma TV dessas como monitor, porém, é necessário conhecer bem o painel e aprender a compensar a diferença de luminosidade.

          Bem ou mal, se você não tem orçamento para um monitor de referência profissional, o uso de uma TV dessas, devidamente calibrada (assim como qualquer TV, ela vem toda errada de fábrica), é melhor do que nada. Ela apresenta bons níveis de contraste, cores precisas e reproduz muito bem toda a gama de cinzas. Os menus permitem uma calibragem bem precisa. E permite desligar todos os ajustes automáticos e reduções de ruído que só fazem piorar a imagem. Pode ser uma boa alternativa para você.

          • Obrigado, Paulo, vou nessa linha e comprar uma TV dessa. E essa calibrarão, você usa seu feeling ou algum aparelho específico?

  2. Paulo, obrigado. Mais uma vez você mata a pau nas suas explanações. Aproveitando da sua boa vontade e conhecimento, preciso comprar mais um monitor para ajuste de cores, além do tamanho, você vê muitas vantagens do U2913WM sobre o U2413?

    Vida longa!

    • João, se for para fotografia os dois são ótimos. Mas se for para ser usado como monitor de referência, nenhum dos dois reproduz REC.709 portanto não servem para fazer correção de cor para TV ou cinema.

    • Sim, Paulo, meu objetivo era exatamente usá-lo como monitor de referência para cinema. Só por curiosidade, em que a falta do recurso REC.709 compromete a imagem. Que monitor com boa relação custo/benefício vc recomenda para esse fim?

      • O formato sRGB utilizado em monitores comuns difere bastante do Rec.709. As maiores diferenças estão na interpretação das cores (RGB vs. YUV), latitude e gamma. Na prática, resumindo muito a complicada parte técnica, os monitores sRGB não conseguem reproduzir todas as nuances do padrão Rec.709. Isso é bastante visível nos tons de pele, mesmo quando os monitores profissionais sRGB são calibrados e colocados lado a lado com monitores profissionais rec.709. Outra diferença importante para trabalhar com cor é que a saída da maioria dos computadores é de apenas 8 bits de cor, enquanto que o padrão rec.709 suporta 10 bits. O gráfico abaixo ilustra bem essa diferença.

        Enquanto que uma imagem 8 bits reproduz aproximadamente 16 milhões de cores, uma imagem 10 bits reproduz mais de um bilhão.

        Um monitor de referência para tratamento de cor deve seguir os padrões de exibição para garantir que seu trabalho seja reproduzido fielmente como você tratou. Se você usar um monitor sRGB para tratar a imagem de um ator, por exemplo, vai acabar introduzindo mais magenta na imagem para compensar o tom ligeiramente esverdeado resultante da dificuldade de reproduzir todas as nuances do tom de pele. Ao reproduzir esse material em uma TV ou em uma tela de cinema, a imagem ficará mais “magentada”, portanto diferente do resultado que você pensava ter obtido.

        Para corrigir a cor para cinema, o ideal seria um projetor devidamente concebido para trabalhar dentro do padrão DCI P3. Como esses projetores são muito caros, é comum que coloristas trabalhem com monitores rec.709 e façam a conversão para o formato adequado na hora da geração do DCP, obtendo resultados bem satisfatórios.

        O monitor utilizado vai depender muito do seu orçamento. O Sony OLED PVMA250 de 25″ é um monitor fantástico com painel 10 bits e uma precisão enorme tanto nas cores quanto na luminância. Custa aproximadamente US$ 5.500,00 nos EUA. Se o seu orçamento não é tão alto, uma solução é comprar um monitor de plasma da Panasonic. Estes são utilizados em casas de finalização de altíssimo nível em Los Angeles, NY e Londres. Infelizmente e Panasonic parou de fabricar monitores e TVs de plasma, portanto é necessário comprar um modelo usado. O melhor que você poderá achar no Brasil é a TV Panasonic de 42″ série V80, já que ela não tem ABL (controle dos automático dos brancos para economizar energia e que não pode ser desligado). No entanto, é preciso muito cuidado ao comprar uma TV usada. Dando sorte, você pode encontrar uma em bom estado e com pouco uso. Mas teste primeiro para ter certeza de que ela nunca foi consertada, que a tela não apresenta manchas e que a imagem está perfeita. Se ele foi mexida, pode ter sido arruinada. Mesmo de posse de uma TV dessas, você vai ter que calibrá-la corretamente e utilizar o modo cinema, que é o mais preciso.

        Caso não queira se dar a esse trabalho, uma boa TV de LED FULL HD sempre é melhor que um monitor de computador. Dê preferência aos painéis IPS. A Samsung oferece um modelo de 32″ que é muito preciso, pois tem um circuito de monitor profissional e pode ser calibrada com precisão através do menu de serviço. Infelizmente não é IPS, e você vai ter que usá-la em um ângulo de posicionamento em relação à tela um pouco restrito. Mas a qualidade da imagem compensa. Esse modelo foi recomendado por um calibrador bem conhecido nos meios de cor nos EUA e Europa. O modelo brasileiro é o 32FH5203 e custa em torno de R$ 1.300,00. Você vai precisar calibrá-la pois ela vem bem descalibrada de fábrica. E vai precisar de uma placa de vídeo dedicada que forneça sinal YUV em HDMI de seu computador, como os modelos DeckLink e UltraStudio da Blackmagic.

        • Paulo, vou começar pelo agradecimento porque realmente vc é o cara. Parabéns e obrigado pelo seu altruísmo em compartilhar tanto conhecimento.
          Puxa, é uma pena, procurei em tudo que é canto e não consigo achar uma Panasonic V80. Mas os dilemas não param por aí. Preciso trocar meu Mac Pro e embora prefira os modelos tipo torre, a versão mais recente (até quando foi fabricado em 2012) custa o mesmo preço de um Mac Pro novo versão cesto de lixo (rsrsrsrs) mas sem o mesmo desempenho. Vc falou da placa de vídeo dedicada e pelo que vi o novo Mac, que pode ter uma placa gráfica AMD FirePro D700 não fornece sinal YUV em HDMI e nem tem slots PCIe pra eu colocar uma placa Decklink. No caso da UltraStudio, a versão a que vc se refere é essa (http://www.bhphotovideo.com/c/product/857462-REG/Blackmagic_Design_BDLKULSDEXPRESS_UltraStudio_Express.html)?

          • João, a opção mais em conta para enviar um sinal YUV para um monitor de referência via Thunderbolt (nos novos Mac Pro) é o Blackmagic Design UltraStudio Mini Monitor.

            Quanto à Panasonic, como é um artigo usado, não é sempre que tem disponível. Tem que ficar de olho, mesmo. Já a Samsung tem à venda nova.

            O dilema do Mac Pro antigo vs. o novo é interessante pois só mesmo aqui é que eles custam o mesmo preço. Mas você pode comprar um 2010 ou 2011 usado, pois eles não mudaram nada em relação ao 2012. Aí sai bem mais barato.

          • Meu receio, Paulo, em comprar um Mac 2010/11 é que parece-me que a Apple cedeu às tradicionais práticas de mercado ao fazer com que seus produtos não durem mais que 5 anos. Isso, inclusive, foi dito por um representante deles pra mim essa semana quando fui falar com ele, visto que estava quase comprando um Mac Pro fabricado em 2009. Como conheço-o há muito ele foi franco… tá barato, mas provavelmente em breve você vai ter o mesmo problema que está tendo no seu Mac Pro 1,1 .
            Enfim, dúvida cruel mas aí já é outro conflito… rsrsrs. MUITO obrigado pela grande ajuda. Não é à toa que vocês estão virando referencia no meio cinematográfico do país. Faço parte de uma associação de cineastas e é muito comum receber artigos de vocês por parte de colegas que querem partilhar conhecimento. Bom mesmo!

          • Obrigado, João.

            Realmente é um conflito. Você vai ter que pesar bem o custo/benefício das duas opções. No momento os Mac Pros mais antigos rodam tudo e têm a vantagem de você poder fazer upgrades de memória, HDs e placas gráficas. Dá pra conseguir um bom tempo de vida útil deles. Por outro lado, a Apple só vai dar suporte por um tempo, como seu representante falou. Ela já não vende mais peças para os modelos mais antigos, como o 1,1. Mas os modelos mais recentes são 64 bits e não creio que fiquem obsoletos tão cedo quanto o 1,1. Aí você tem que pensar em quanto tempo vai querer trocar de máquina. Uns dois anos, pelo menos, você deve conseguir ficar com ela sem problemas. E, até lá, outras novidades virão. Por outro lado, se você pretende ficar com a máquina nova por muitos anos, o novo Mac Pro pode ser a solução. Mas lembre-se que as placas gráficas são proprietárias, portanto compre a melhor configuração que você puder pois vai ser muito complicado, senão impossível, fazer upgrades gráficos.

  3. Paulo, você conhece o monitor da LG 29MA73D?
    Estou pensando em comprar… seria uma boa escolha?!

  4. Paulo obrigado, é mesmo para calibrar o monitor de referência. Estou usando a Samsung citada no post, qual o modo de imagem que eu coloco para calibrar(dinâmico, padrão, natural e filme) tenho esta dúvida, ou qualquer já que vou calibrar.

  5. Paulo, excelente artigo!
    Pelo que eu vi da resolução, esse monitor serve de referência para a finalização de filmes em até 2K, tanto para cinema como para TV, correto?
    Nesse monitor é necessária a placa dedicada?

    • Sergio, ele não é um monitor de referência. Nenhum monitor de computador é, a não ser para fotografia still. Você precisa de um monitor externo no padrão Rec.709 com uma placa de saída dedicada como as Blackmagic ou AJA para obter o sinal correto.

  6. Paulo, nesse modelo Z27X consta que a seguinte característica “99% of DCI-P3 Coverage” (http://www.bhphotovideo.com/c/product/1044901-REG/hp_hp_dreamcolor_z27x_professional.html). Isso o capacita a ser um monitor de referência para color grading? Outra coisa, considerando o setup usando a TV Samsung 32fh5203 e o novo Mac Pro com placa gráfica Firepro D500, sabes se com essa placa gráfica é possível obter o sinal YUV em HDMI assim como se consegue com a DeckLink e UltraStudio da Blackmagic?

    • João, você continua precisando de uma placa de saída YUV. A D500 é apenas uma placa gráfica normal. Quanto ao Z27X, não é uma solução ideal. Muitos coloristas que compraram acabaram trocando por outro monitor. Mas pode funcionar se você tiver uma LUT Box externa. O problema é que esse equipamento custa caro e aí já fica interessante investir em um monitor de referência de verdade.

  7. Olá, maravilhoso artigo, parabéns.

    Então pelo que entendi, esse monitor pra trabalhar seria ótimo, mas como monitor de referencia posso usar o sunsung 32FH5203 (Davinti Resolve), com uma UltraStudio da Blackmagic pra saida, e um calibrador SpectraCal CalMAN Monitor Calibration Software for Resolve with C3 Colorimeter.
    Esse ultimo nnao tem na BH, algum outro que você recomenda?
    Muito obrigado opor existir (rsrsrs)

  8. Curioso como a industria precisa (e muito) criar novos formatos. Isto sempre induz a novas demandas e alavanca as vendas, mostrando as virtudes e omitindo os “inconvenientes”.

    Compara monitores no formato 16:9 com monitores 21:09 de mesma altura é, no mínimo, forçar a barra. A correta relação seria entre monitores de mesmo tamanho em polegadas. Um 26 polegas 16:9 vs um 26 polegadas 21:9. Isto, no entanto, revelaria para o consumidor o que deveria ser óbvio, que esta pagando mais caro por um monitor menor, com uma menor área de trabalho.

    • Não entendi o seu raciocínio, Flávio. O monitor 21:9 dá uma área de trabalho bem maior que um 16:9. Quando as TVs 4:3 passaram para 16:9 a relação do tamanho em polegadas mudou. Isso é óbvio. O mesmo está acontecendo com os monitores. Se você considera isso ruim, então prefere as TVs 4:3?…

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