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Avid coloca o Media Composer para surfar na onda dos sistemas de assinaturas

A grande novidade da Avid para a NAB 2014 não foi uma nova versão do Media Composer ou do Pro Tools com recursos adicionais revolucionários. A empresa guardou o momento da feira para anunciar que está flexibilizando seu modelo de negócios e aderindo ao sistema de assinaturas na venda de seus aplicativos mais importantes.

Não há como evitar a comparação com a Adobe, a primeira empresa de grande porte a escolher essa forma de atuar. Em que pese todas as críticas à maneira como a Adobe implementou o seu modelo de assinaturas, sabe-se que ele está tendo sucesso, e por isso estamos vendo outros desenvolvedores de software seguindo o mesmo caminho.

E não é só a Avid que está entrando nessa onda. A RedGiant já havia anunciado o Universe duas semanas antes da NAB com um pacote de plugins por assinatura, e agora também foi a vez da Autodesk, com opções de assinaturas para seus programas de finalização vídeo digital mais importantes, como o Flame e o Smoke.

Qual a diferença básica desses novos players no sistema de assinatura para a Adobe? Ela reside no fato de que eles fazem uma concessão fundamental, de não extinguir completamente a possibilidade da aquisição de licenças perpétuas. Certamente, isso foi reflexo da forte reação negativa de grande numero de usuários ao sistema fechado da Adobe, que atualmente só oferece a opção de assinatura para os novos aplicativos Creative Cloud.

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Junto com a introdução do sistema de assinaturas, a Avid também mexeu na composição da sua carteira de produtos, criando pacotes de aplicativos, também como a Adobe. As pessoas poderão até criticar a mudança de estratégia da Avid, mas ninguém pode reclamar que ela não está tentando encontrar alternativas para voltar ser uma empresa lucrativa e financeiramente saudável.

Um dos problemas com essas mudanças da Avid ( e também da Autodesk) é entender completamente como as novas alternativas de assinatura e aquisição vão de fato funcionar, que programas serão incluídos em cada opção. Tudo parece meio confuso e, com certeza, isso não é bom para o marketing. Nenhum comprador gosta de ficar se entender direito no que está investindo.

Nós fizemos um esforço decifrar as novidades da Avid e vamos compartilhar com você o que conseguimos apurar e entender. Saiba, a seguir, as principais alternativas de configuração em torno do Media Composer, e como ele pode ser assinado ou adquirido.

Hoje todos os produtos em torno do Media Composer fazem parte do que está sendo chamado de Avid Artist Suite, que inclui praticamente todas as ferramentas criativas da empresa, inclusive as soluções para edição de vídeo, criação de grafismos, criação de música, notação musical, pós-produção de áudio e e som ao vivo.

MediaComposer_newmodel

No que toca ao Media Composer, existem as seguintes opções de produtos: Media Composer | Cloud (antigo Interplay Sphere), Media Composer | Software subscription licensing, e Media Composer | Software floating licensing. Confira o que vem com cada produto e como funciona a licença de cada um deles:

• Media Composer | Cloud: Permite que vários editores trabalhem simultaneamente em uma única produção de forma remota. Com custo a partir de US$ 35.000, está direcionado para tele-jornalismo em grande escala e pós-produção de longa-metragem que necessitam de estruturas robustas e globalizadas de trabalho colaborativo.

• Media Composer | Software (licença por assinatura): Inclui o acesso ao Media Composer com as opções Symphony, Phrase Find, Script Sync, Boris Continuum Complete Lite, NewBlue Titler Pro 2, Sorenson Squeeze Lite, EDL Manager, e FilmScribe. O custo sai por US$ 49.99/mês em uma assinatura anual, num total de $ 599 por ano, ou US $ 74.99/mês numa base de mês a mês, num total de US $ 899 para um ano inteiro. Para quem já possui o Media Composer v6.5 ou superior, a Avid oferece uma promoção especial de US$ 39.99/mês para o primeiro ano de assinatura.

• Media Composer | Software (licença perpétua): Inclui o acesso ao Media Composer com as opções NewBlue Titler Pro 2, Sorenson Squeeze Lite, EDL Manager, e FilmScribe. Sai por 1299 dólares, incluindo um ano de suporte e atualizações de software. Para renovar o suporte e a atualização a partir do segundo ano de uso, é preciso pagar mais US$ 299/ano.

• Media Composer | Software (licença flutuante): Para locais com mais de 20 assentos, essa opção permite que a quantidade de licenças flutue a cada mês para cima ou para baixo, controlada por um servidor central baseado em Windows usando um sistema único de identificação ou por licenças tipo “check-out” com prazo de validade para máquinas portáteis, por exemplo. Seu custo começa em US$1.799.

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Se essas novidades no modelo de negócios serão capazes de fazer a Avid voltar a operar no azul e retomar seu caminho de glórias, só o tempo vai dizer. A iniciativa parece válida, a princípio. Os preços são questionáveis, mas o sistema de assinaturas favorece, sem sombra de dúvida, um esquema de assinaturas mensais de acordo com a demanda, que pode ser interessante sobretudo para freelancers e pequenas produtoras ou finalizadoras.

É de se perguntar porque não há um pacote que reuna o Media Composer e o Pro Tools, que seria de grande valia para muitas empresas e profissionais. A Avid deu a entender que, após a fase inicial de implantação do sistema de assinaturas, lançará o Media Composer 8, recheado de melhorias e novos recursos, na forma de atualização para os assinantes e compradores de licenças.

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2 comentários Nesse post
    • Já estará disponível nesse segundo trimestre de 2014. Ou seja, é para breve. Um abraço pra você, Alê, e obrigado pela audiência. É sempre bom ver editores ilustres passando por aqui.

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