Home Notícias Câmera Blackmagic garante o desenvolvimento continuado de todas as suas linhas de câmera

Blackmagic garante o desenvolvimento continuado de todas as suas linhas de câmera

Depois do impressionante lançamento da URSA e da Studio Camera na NAB 2014, a seguinte preocupação pipocou nos fóruns e redes sociais: haveria risco da Blackmagic meio que deixar de lado os seus modelos de câmera anteriores para se concentrar nas suas novíssimas atrações?

Mas o boato mal pôde se criar na internet. Ainda no apagar das luzes da feira, através do fórum da empresa, seu Gerente de Produto Sênior, Kristian Lam, publicou um post garantindo o suporte e o desenvolvimento continuado para todos os modelos de câmera da Blackmagic.

E foi além, chegando a adiantar várias das novidades engatilhadas para as próximas atualizações de firmware das câmeras mais antigas. Claro que isso serviu para acalmar os ânimos e fazer com que o pessoal percebesse que o investimento nesses modelos não se desvalorizaria e que eles não perderiam seu brilho.

Lam explicou que o modelo de câmera original 2.5K, por trazer “diferenças arquitetônicas fundamentais no firmware em comparação com as outras câmeras”, vem exigindo esforço dobrado nas correções de bugs ou adição de novos recursos, algo como uma espécie de re-arquitetura, para emparelha-lo com a velocidade do desenvolvimento do firmware das câmeras atuais. A boa notícia é que, apesar de isso não ser tão simples e estar levando mais tempo do que pensavam, está perto de ser atingido. Tão perto que permitiu inclusive a semeadura de versões beta para alguns usuários nos últimos meses.

Acompanhe abaixo o que há de coisa boa vindo por aí:

• Novo debayering para filmagem diretamente em ProRes ou DNxHD na Blackmagic Cinema Camera EF e MFT;

• Melhor suporte para lente MFT na Pocket Cinema Camera;

• Suporte para RAW comprimido na Production Camera 4K;

• Suporte para lentes EF Autofocus na Blackmagic Cinema Camera EF e Production Camera 4K;

• Desenvolvimento dos pré-requisitos para a implementação de medidor de áudio e histograma num futuro próximo;

• Formatação de cartões diretamente na câmera (mas a implementação do apagamento de arquivos pela câmera está descartada para evitar o risco de fragmentação de mídia);

• Indicador de tempo restante;

Quanto ao efeito de “sol negro”,  Kristian explica que essa questão tem a ver com características intrínsecas aos sensores CMOS, e é complicada de se resolver. Segundo ele, a Pocket Cinema Camera, ao contrário do modelo 2.5K, até conta com circuitos adicionais que poderiam minimizar o problema, mas eventualmente pagando o preço de possíveis efeitos colaterais como o surgimento de outros artefatos indesejados na imagem. Uma outra possibilidade, a correção feita após a captação pelo sensor através de algoritmo de identificação e corte das áreas pretas, pode afetar outras áreas da imagem que não deveriam ser alteradas.

• • •

A verdade é que, pra quem já viveu os tempos das câmeras de tubo, o “efeito de sol negro” não chega a ser algo tão calamitoso assim. Apontar a câmera para o sol ou para um refletor muito forte marcava o tubo. Nesse sentido, poderíamos dizer que as novas gerações que tanto enfatizam o problema, estão mal-acostumadas. Mas, a Blackmagic afirma que continua trabalhando para encontrar soluções para o problema.

Independentemente de um item ou outro anunciado, o melhor do recado de Kristian Lam é a percepção de que o fôlego da empresa australiana parece não ter fim, e que a Blackmagic se mostra com disposição para seguir fazendo mais sem deixar desguarnecida toda a sua linha de produtos de captação. Melhor pra nós, que só ganhamos com isso. Nós, do VideoGuru, por exemplo, somos felizes proprietários dos modelos Cinema Camera 2.5K e Pocket Cinema Camera. E, muito em breve, iniciaremos a produção de conteúdos em vídeo para nossos leitores com esses equipamentos maravilhosos.

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8 comentários Nesse post
  1. É possível substituir o rolling shutter pelo global shutter na 2,5k através do update do firmaware? Ou só uma mudança no hardware, ou seja, uma mudança física na câmera?

    • O obturador global é uma função do sensor em si e, portanto, não pode ser implementado por um update de firmware.

  2. Paulo, vocês q ja trabalham com a Blackmagic me tira uma dúvida, em se tratando de pós, a 2.5k ainda da mais flexibilidade que a URSA correto?

    Quanto a lentes, como vcs lidam com o fator de crop dela? É meio impossível conseguir imagens com um ângulo aberto com ela né?

    • Will, a 2.5K tem mais latitude e filma em RAW. Portanto, teria melhor qualidade final de imagem. Muita gente está questionando a Blackmagic por ter escolhido o sensor da 4K, que é inferior, para a URSA. Mas, como o sensor será intercambiável, é bem provável que o sensor da 2.5K seja oferecido como uma opção, no futuro. Como a URSA ainda não está disponível, não dá pra fazer uma avaliação da imagem dela. Algumas coisas devem mudar em relação à 4K, pois só adotar um formato de corpo diferente com um monitor de 10″ e entradas de audio XLR não justificariam o preço adicional.

      De modo algum é impossível conseguir imagens abertas com a BMCC. Com uma Tokina 11-16mm, por exemplo, você cobre todas as situações normais de uma grande angular. Abaixo disso já seriam lentes de efeito. Nada que uma 8mm não resolva. Recentemente li uma entrevista de um diretor de fotografia que acaba de rodar um longa de dramaturgia com uma BMCC e ele disse que nunca precisou de uma lente mais aberta que uma 28mm, sendo que usava uma 35mm e uma 50mm a maior parte do tempo, além de uma 85mm.

  3. Só para contribuir com o comentário acima tenho usado uma 16mm e estou satisfeito com o resultado, tinha até pensado em adquirir uma tokina mas estou avaliando, na seqüência do post acima também estou usando muito a 35mm, e estou satisfeito com o resultado da 50mm no desfoque para fotografar pessoas, estou me adaptando com o crop dela pois usava DSLR.

    • Douglas, o crop não incomoda nem um pouco depois que você se acostuma. É como antigamente, quem trabalhava com 16mm e 35mm. O importante mesmo é você se familiarizar com as lentes e logo já sabe qual lente usar em cada situação, assim como acontece com a DSLR.
      Se você está usando uma Rokinon 16mm, não há necessidade da Tokina. E uma 50mm fica realmente ótima para filmar pessoas.

    • Douglas, se você se refere às bandas, são resultado da compressão do Vimeo. Se você viu isso no seu monitor, pode ser porque ele não e capaz de reproduzir 10 bits. As imagens da BMCC apresentam degradês perfeitos, sem bandas.

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