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Blackmagic lança duas câmeras novas e desfere golpes poderosos na RED e na Sony

Com uma velocidade de desenvolvimento surpreendente, a Blackmagic Designs anunciou hoje na NAB 2014 o lançamento de duas câmeras novas que atingem em cheio os mercados da Sony e da RED e até, quem sabe, da ARRI Alexa.

Blackmagic URSA

A nova Blackmagic URSA foi concebida para revolucionar o fluxo de trabalho em cinema digital, contando com um sensor atualizável pelo usuário e bocais de lentes intercambiáveis. A câmera também vem com um monitor dobrável de 1o polegadas – o primeiro do tipo em qualquer câmera. O formato lembra muito o da ARRI Alexa e atende o desejo de milhares de usuários que preferem uma câmera mais parruda a uma câmera menor.

Projetada  para lidar com a ergonomia de grandes equipes de filmagem, bem como o uso individual, a URSA vem com um sensor 4K atualizável de Super 35mm, com obturador global, e gravadores duplos internos em RAW e Apple ProRes que utilizam cartões CFlash.

BlackmagicURSAHERO1

Como o sensor e os bocais de lente podem ser facilmente alterados, o usuário pode escolher bocais EF,  PL, ou até mesmo um sensor de transmissão de vídeo com lentes broadcast do formato B4. Desta maneira, o fabricante também deixa aberta a possibilidade de upgrades futuros para sensores mais modernos, prolongando a vida útil da câmera. E o mais incrível é o preço. A Blackmagic URSA EF será vendida, completa, por  $5.995 dólares . O que torna cada vez mais difícil justificar a aquisição de uma RED, ainda mais levando em conta os outros atributos da câmera e a já conhecida qualidade de imagem das câmeras da Blackmagic.

A Blackmagic URSA foi projetada justamente para competir no mercado de produção cinematográfica de alto nível, como longa metragens, comerciais, produção de séries para televisão, documentários, captação eletrônica de notícias, e vídeos musicais. A câmera vem com monitor de forma de onda e vetorscópio embutidos,  além de medidores de nível de áudio.  E seu formato se adapta a todos os acessórios profissionais sem a necessidade de cangalhas complicadas. Além disso, por adotar um tamanho padrão, bem maior que os modelos atuais, a câmera conta com um sistema de refrigeração líquida bem mais eficiente, que permite a filmagem em velocidades mais elevadas. A câmera atualmente filma em 60 quadros, mas poderá alcançar 100 quadros por segundo quando forem lançados sensores mais rápidos, atualizáveis pelo próprio usuário.

A latitude de 12 stops é a mesma do modelo Production Camera 4K, bem superior à de câmeras broadcast tradicionais.  O formato de gravação comprimido sem perdas em Cinema DNG RAW 12 bits e Apple ProRes  (ProRes HQ , ProRes 422 , ProRes LT e  ProRes Proxy) permitem um fluxo de trabalho de pós-produção fácil, com requisitos mínimos de armazenamento, e sem o formato pesado e proprietário da RED.

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A Blackmagic URSA apresenta um módulo frontal que pode ser substituído bastando remover 4 parafusos comuns. O módulo inclui o sensor, encaixe da lente e  conexões de controle para lentes eletrônicas. Além dos modelos EF e PL, que estarão disponíveis em breve, o modelo B4 URSA Broadcast, disponível no final de 2014, apresenta uma um sensor Ultra HD e encaixe de lentes B4 , usado em câmeras broadcast. O modelo URSA HDMI não tem sensor e sua montagem de lente é substituída por uma placa com diversos pontos de montagem e uma entrada HDMI , permitindo que qualquer câmera de terceiros possa obter os benefícios do corpo Ursa. Isso significa que usuários de outras câmeras que tenham saídas HDMI, incluindo HDSLRs poderão contar com gravações de alta qualidade, monitoração, etc.

O corpo da URSA já vem com encaixes para tubos de suporte de lentes e e montagem de follow focus e matte boxes, dispensando totalmente o uso de rigs externos. A câmera inclui  entradas de áudio XLR com phantom power , saída SDI 6G, saída para fones de ouvido, controle remoto LANC, e conector padrão de 4 pinos de conexão de energia de 12V DC . Suporta Ultra HD e 1080 HD em  23,98 , 24, 25 , 29,97 , 30, até 60 fps.  E pode-se montar baterias dos tipos  V -Mount e Anton Bauer.

A câmera também inclui entrada de sinal de referência (genlock) e entrada e saída de timecode. A Blackmagic URSA estará disponível em Junho / Julho e incluirá uma cópia do DaVinci Resolve Full.

Blackmagic Studio Camera

Já a nova Blackmagic Studio Camera entra como um rolo compressor no mercado de câmeras de estúdio dominado pela Sony. Com um preço ridiculamente baixo de US$ 1.995, ela oferece todos os recursos de uma câmera de estúdio tradicional com uma qualidade de imagem superior, baseada na Production Camera 4K e na Blackmagic Cinema Camera. Com sistema de intrecomunicadores universal, entradas de genlock (SYNC), entrada e saída SDI, entradas de audio XLR e controle total através dos switchers ATEM, além do fabuloso monitor de 10 polegadas que também equipa a URSA, ela oferece um pacote completo, pronto para trabalhar. Ou seja, com apenas 8 mil dólares é possível montar um conjunto de 4 câmeras perfeito para gravação de programas de TV, jornalismo, e eventos como DVDs musicais e até casamentos. A transmissão de eventos e programas ao vivo é outra especialidade da câmera.

BlackmagicStudioCameraHDHERO

Além de permitir alimentação externa tradicional através de conector padrão XLR de 4 pinos e 12V, a câmera conta com uma bateria interna que permite até 4 horas de operação. E inclui conectores de fibra ótica que permitem conexões completas de sinal de vídeo UltraHD, HD, áudio, comunicação e controle remoto da câmera por distâncias superiores a 10 quilômetros.

Até mesmo a famosa luz vermelha (tally light) que indica qual câmera está sendo utilizada no momento em um estúdio está presente nesse modelo ultracompacto e leve (comparada às câmeras de estúdio tradicionais), graças ao avançado corpo de magnésio. O encaixe de lentes utiliza o padrão MFT, que dispõe de adaptadores para lentes de estúdio B4 padrão broadcast, além de permitir o uso de uma variedade enorme de lentes de fotografia e cinema.

BlackmagicStudioCameraHDENGLens

A câmera, totalmente compatível com a linha de switchers profissionais ATEM da Blackmagic, será disponibilizada em dois modelos: Full HD e Ultra HD (4K), com preços de US$ 1.995 e US$ 2.995, respectivamente. O modelo Full HD está disponível imediatamente e o modelo 4K será disponibilizado em junho.Com essas características físicas, imagem acima do normal e preço inédito, é certo que a Blackmagic dominará uma fatia muito grande do mercado de câmeras de estúdio, piorando ainda mais a já frágil situação financeira da Sony no segmento profissional.

Para maiores informações sobre essas duas câmeras, cliquei aqui para acessar o site da Blackmagic Design.

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45 comentários Nesse post
  1. Meus Deus!! :O

    Mas será que dessa vez eles vão cumprir os prazos?? Pq se não me engano a Production Camera só saiu esse ano certo?

    • So vendo… Mas é provável que dessa vez cumpram, pois a tecnologia é baseada nas câmeras já existentes e a Production passou por uma série de atrasos por causa do sensor.

    • Acontece, Leonardo. Provavelmente foi o corretor de texto. Bem que eu estranhei.

      A Blackmagic lançou um firmware novo hoje mas ele só traz mudanças na nova Studio Camera. Creio que um novo firmware para as câmeras 2.5K e 4K esteja por vir logo, pois foram anunciadas funções na URSA que devem ficar compatíveis com as outras, como RAW com compressão sem perda e vários sabores de ProRes. O pessoal da Blackmagic tem dito que está trabalhando, sem parar, no firmware novo. Portanto, é duro mas vamos aguardar…

      Essas duas câmeras que foram anunciadas/lançadas hoje são uma ótima notícia, pois com certeza vão firmar o nome Blackmagic no mercado de câmeras profissionais e a empresa vai poder contratar mais gente para desenvolver novos recursos.

  2. Não vi nada sobre ela gravar em outros formatos ProRes, só o HQ. Pelo menos numa passada rápida pela folha de especificações nada é dito. E os cartões são CFast, que são bem caros. Abraço.

    • Os diferentes tipos de ProRes estão listados nas especificações técnicas enviadas à imprensa. Quanto aos Cfast, creio que a Blackmagic escolheu porque é a mídia mais rápida e confiável do momento, a mesma utilizada na nova ARRI Amira. Realmente não é barata, mas esta é uma câmera que, apesar do preço baixo, vai competir em uma faixa do mercado de equipamentos bem mais caros. E os drives SSD são muito inconsistentes.

      • Paulo, fale um pouco mais sobre a inconsistência dos SSD, por favor. Você já teve problemas com SSD na sua 2,5k?
        To pensando em comprar uma production 4k. O problema maior da ursa são esses cartões caríssimos. Com mil dólares eu compro 4SSD de 256, que é o preço de um CFast de 60.
        Outra coisa, o sensor de 4k é muito mais escuro que o da 2,5k? Eu to pensando em comprar ela, principalmente por ser global shutter, e assim, conseguir resultados melhores com a câmera na mão. Ela ter um ponto a menos na latitude não importa tanto pra mim. Agora, se ele for muito escura, aí já começa a ser um problema.

        Abs
        Victor

        • Victor, o problema é que os drives SSD a serem utilizados devem ser somente os aprovados pela Blackmagic ou os testados durante muito tempo pelos usuários. Acontece que muita gente ignora e compra drives que não tem velocidade suficiente ou não aguentam a pauleira de gravar toda hora. E isso acaba virando um problema para a própria Blackmagic, além dos usuários, embora a culpa seja deles por não seguir as recomendações. Eu uso os Sandisk Extreme e não tive problemas a não ser por um que quase destruiu um dos meus drives e foi novamente por erro humano. Eu aluguei minha câmera e disse para o cliente comprar um dock para passar o material do drive para o computador. Em vez de fazer isso, ele usou um case vagabundo que não tinha energia suficiente para alimentar o drive. Resultado: corrompeu os arquivos e o drive não montava mais. Eu trouxe para o meu dock e recuperei os arquivos, mas o SSD não queria mais formatar. Tive que fazer uma tremenda ginástica para formatar em MS-DOS para depois ir para exFAT e depois, finalmente, HFS. Mas tive também que usar o utilitário de disco para dar uma consertada nele. Parece que alguns setores foram pro espaço, mas o drive tem funcionado 100% desde então. Vai aqui o conselho para não ter problemas: só use os drives recomendados e sempre um dock de qualidade.

          Quanto à sensibilidade da 4K, o ISO máximo é 800 enquanto que da 2.5K é 1600. Sem contar o stop a mais de latitude. Porém, a relação com a luz é bem diferente da de uma HDSLR. Na 2.5K o 1600 equivale tranquilamente ao 3200 de uma HDSLR Canon, só que com mais latitude. Portanto, por alto, o 800 da 4K equivaleria ao 1600 da HDSLR Canon, ainda com mais latitude. E muito menos ruído. A questão é como você vai usar sua câmera. Se for com um mínimo de luz (o que é o ideal para qualquer câmera), não vai fazer muita diferença. Mas existem situações como programas tipo reality para TV que são feitos totalmente no escuro, à noite. Nesses casos a 2.5K seria mais indicada.

          Quanto ao obturador global, a 2.5K exibe muito menos rolling shutter que uma 5D. As tomadas feitas com a câmera na mão têm um resultado muito melhor e não tem incomodado nem um pouco. Mas o obturador global tem a vantagem de praticamente eliminar o problema do rolling shutter e pode ser uma vantagem se você faz muitas filmagens de objetos rápidos ou com a câmera na mão e deseja resultados absolutamente perfeitos.

  3. Muito interessante e atraente na teoria, agora vamos ver na pratica. As outras cameras anteriores tambem prometiam maravilhas e foram desastrosas com atrasos infindos e problemas te nicos basicos. A bm perdeu pontos e credibilidade, vamos ver se afora ela vai cumprir o que ta prometendo !

    • Bruno, posso afirmar por experiência própria que depois que os problemas iniciais foram resolvidos, a Blackmagic Cinema Camera 2.5K tornou-se uma das melhores câmeras do mercado independente de preço. Nem a URSA nem a Studio devem sofrer os atrasos anteriores, que foram causados pelos fornecedores dos sensores, já que elas aparentemente utilizam os mesmos.

      Cuidado com o que está escrito por aí. As câmeras anteriores não foram nem um pouco desastrosas. Muito pelo contrário. Estão vendendo que nem água e têm sido usadas em todos os tipos de produções, até como câmeras B da ARRI Alexa ou como câmeras principais de filmes e séries de TV de médio e alto orçamento.

      Muitas das reclamações feitas nos fóruns, hoje em dia, partem de usuários que deveriam ter permanecido com camcorders tradicionais, e não ter comprado uma câmera de cinema digital que requer um nível de produção e pós mais sofisticados. Se as câmeras da Blackmagic fossem mais caras, provavelmente receberiam muito menos reclamações pois estariam nas mãos de usuários mais experientes e/ou esclarecidos. No entanto, acredito muito na democratização do equipamento e, graças a ela, muita gente está tendo a oportunidade de ter uma ferramenta desse nível nas mãos e está trabalhando em projetos fantásticos. Quem diz que a câmera não presta, hoje em dia, ou que ela não cumpre o prometido, é porque não sabe usá-la.

  4. Olá Paulo, como fica a BMPC 4k nesta história? Apesar delas terem propostas diferentes, possuem algumas caraterísticas semelhantes. Será que URSA como uma câmera mais completa, digo, dispensando uma série de assessórios,$$$$$$, bem como você frisou, e gravando em velocidades maiores tomaria as vendas da 4k, principalmente pra quem começa do zero?

    • Creio que seja uma questão de preço, inicialmente. Mas não duvido nada que muitos usuários da Production 4K acabem fazendo o upgrade para a URSA. Por outro lado, a 4K a princípio vai ter a imagem semelhante ou igual, o que torna o custo/benefício bem atraente. Nem todos precisam de uma URSA e nem todos enxergam vantagem no tamanho maior.

  5. Olá Paulo,

    Gostei bastante do lançamento da Blackmagic URSA, uma evolução natural das câmeras Blackmagic a meu ver. Uma aparente boa ergonomia, a consolidação de um workflow infinitamente mais lógico, que vai desde a escolha dos cartões CFast 2.0 aos diversos sabores de Prores. Mas meu pé atrás com o 4k e a limitação de resoluções (3840 x 2160 ou 1080) me fizeram olhar com melhores olhos para a Aja Cion. Para mim a principal novidade desta edição NAB.

    A multiplicidade de resoluções que vai do 4K/UHD ao 2k/HD em ProRes 4444, ProRes 422 (HQ), ProRes 422, ProRes 422 (LT) e ProRes (Proxy) a até 120 quadros por segundo, aliado aos filtros internos OLPF e IR, fazem da Cion, ao menos no papel, uma solução bem mais atrativas dentro de um excelente faixa de preço.

    Estou ansioso para ver algumas imagens dessa câmera. Filmar em Prores 4444 2K a partir de um sensor 4K me anima bastante.

    • Luiz, a Cion parece bem interessante, mesmo. Mas precisamos esperar para ver as imagens na prática. Como é a primeira câmera da empresa, é provável que venha com problemas como a primeira geração da BMCC. No entanto, a Aja é uma competidora direta e à altura da Blackmagic e confio na capacidade da empresa de entregar um produto da mais alta qualidade. Este, certamente, é um período muito interessante para quem deseja adquirir uma câmera, com tantas ofertas de qualidade.

  6. Acredito que essa câmera tenha alguns pontos de CONTRA que pesam:

    – Muito pesada. Pesa 8kg.
    – Mesmo sensor da BMPC (4K). Baixa Sensibilidade à luz.
    – Não tem filtros ND.
    – As mídias Cfast são caríssimas.
    – Falta de credibilidade da BM. Até hoje as cameras anteriores têm deficiencias que já deviam ter sido corrigidas a tempos, como por exemplo não ser possível de formatar a mídia na propria camera.

    • Gustavo, há um grande mal entendido quanto a não poder formatar a mídia na câmera. Não é um defeito e sim uma função de segurança para não se perder o material filmado acidentalmente. A ARRI Alexa tem a mesma função. Quanto ao peso, essa é uma câmera que atende a um mercado diferente, onde o peso é uma vantagem por sua maior estabilidade. Quem deseja uma câmera leve pode comprar a BMCC ou a BMPC.

      Concordo que uma versão com o sensor da BMCC poderia ter sido uma outra opção. Mas creio que isso é culpa de muita gente reclamando com a Blackmagic do ”fator crop”. A empresa tem tradição de ouvir seus usuários e optou pelo sensor Super 35mm. Por outro lado, como o sensor pode ser substituído pelo próprio usuário, é provável que a empresa ofereça novos sensores, mais sensíveis, no futuro. Por outro lado, o mercado dessa câmera é um pouco diferente e ela foi projetada para ser usada em produções maiores onde o uso de iluminação controlada é mais comum. De qualquer maneira, para cenas escuras a BMCC pode ser usada e a imagem debe casar perfeitamente na pós.

      A falta de filtros ND embutidos é realmente um deslize. O preço da mídia está compatível com o uso projetado da câmera, que são produções de orçamento maior. Para produções de baixo orçamento existem as BMPC, BMCC e Pocket.

      Levando em consideração a incrível qualidade da imagem das câmeras Blackmagic, os novos recursos e o preço, não há hoje em dia outra câmera no mercado capaz de competir com ela diretamente. É por isso que a competição passa a ser de câmeras bem mais caras.

  7. Muito interessante Gustavo. Agora é esperar um review hands on desta belezinha e a reação dos concorrentes frente a esta câmera, que também acredito não ter concorrente que consiga chegar perto… por enquanto.. enquanto isto vamos esperar até o final da NAB para ver o que vai acontecer.

  8. Acho interessante esses lançamentos da Blackmagic, eles dão uma boa agitada no mercado. E com os problemas que a Sony bem enfrentando, talvez seja interessante mesmo que esse agito aconteça.

    Não tive oportunidade de testar câmeras deles na mão, ainda, mas me parecem uma das (se não a melhor) relações custo/benefício. Como pretendente a produtor independente, fico feliz pela democratização de preços! =)

  9. Achei fantástica essa câmera. Já estava nos meus planos comprar uma 4k, mas agora vou esperar mais um pouco e comprar uma URSA. Se contabilizar todos os acessórios necessários + a camera 4k fica no mesmo valor de uma URSA. A única coisa que não gostei foi o fato de não gravar em 2k. Acho que deveria ter essa opção também.

    • Sergio, concordo que a opção poderia ser oferecida. Porém, a diferença de 1080p para 2K é irrisória. Basta um pequeno upscale no master final ou na criação do DCP e a diferença de qualidade nem é notada. Vide os filmes rodados na Panavision Genesis.

  10. Caro Paulo, sua BMCC também tem problemas quando o sensor é exposto a um alto índice de luz? Tive problemas com ela qdo gravei um nascer do Sol. Surgiu um ponto preto bem no meio do Sol. A princípio fiquecom medo de ter perdido a câmera, mas depois desapareceu e o ponto foi tirado na pós. Como estou comprando a 4k, será que este problema ainda persiste? Abraço! Parabéns a todos! Bons comentários e respostas em alto nível!!!

    • Demilton, só tive esse problema na primeira vez que usei a câmera, pois apontei diretamente para o sol superexpondo de propósito para ver se tinha o problema. Logo em seguida fechei um pouco o diafragma e o problema sumiu. Daí em diante nunca mais tive o problema, mesmo com focos de luz atingindo diretamente a câmera. É tudo uma questão de exposição. Um firmware corrigiu o problema na Pocket e estão prometendo que também vai corrigir na BMCC. Na 4K o problema aparece com menos frequência e, em vez de preto, é magenta. Também dizem que vai ser corrigido por firmware. Pelo que entendi, é uma questão de evitar que o sensor clipe utilizando uma rotina no programa interno da câmera. O mesmo problema já aconteceu com a ARRI Alexa e com a RED One, mas foi corrigido via firmware, também.

  11. comprei minha blackmagic 4k. imagens impressionantes. mas vi algumas linhas verticais sera o que e isso,voce poderia me explicar.ainda da tempo de trocar. sera que tem algum problema?

    • Alexandre, essa é uma das razões pelas quais recomendo a BMCC 2.5K no lugar da 4K. Hoje em dia não existe um motivo racional para justificar a produção em 4K quando a exibição ou é em 2K ou Full HD. No momento, é tudo uma jogada para vender mais equipamento. Isso pode mudar um dia, mas não é uma necessidade imediata. E, com o preço das câmeras, hoje em dia, quando for é melhor comprar um modelo de última geração.

      A 4K, sendo recém lançada, vai apresentar alguns problemas assim como a 2.5K apresentou no início. Creio que, daqui a pouco, a Blackmagic corrija isso pois sempre o faz. Mas comprar a versão 1.0 de qualquer câmera é arriscado. As RED One esquentavam demais ou simplesmente davam pau. As Alexa tinham o problema dos pontos pretos nas luzes muito brilhantes. A BMCC 2.5K tinha problemas com foco no infinito… Além do problema citado por você, ainda existem os centelhamentos que acontecem em diversos pontos da tela quando existe alto contraste. Pode ser que um simples update de firmware resolva isso tudo, mas pode ser que não e que o sensor tenha que ser trocado. Por isso só recomendo a 4K se você realmente tiver uma demanda específica por esse formato. Se você procurar aqui no VideoGuru, vai achar um teste que compara a definição da BMCC em 2.5K com a definição da RED em 4K e vai ver que a BMCC tem mais definição. Portanto, se por algum motivo extraordinário você precisar entregar seu material final em 4K, uma conversão para cima dos 2.5K lhe dará um resultado excelente. A 2.5K tem uma imagem excelente, mais latitude e filma com menos luz. O próprio Grant Petty, CEO da Blackmagic, recomenda 2.5K para quem deseja a melhor qualidade de imagem. A 4K só a mais tem o obturador global. O tamanho do sensor é irrelevante, pois existem lentes que cobrem todas as necessidades para ambas as câmeras. Meu conselho é, se você pode trocar, pegar uma 2.5K e usar os US$ 1.000 que vão sobrar e investir em uma(s) boa(s) lente(s).

  12. A câmera originais 2.5K teve diferenças arquitetônicas fundamentais na firmware em comparação com as outras câmeras que duplicaram o esforço ao tentar fazer quaisquer correções de bugs ou adicionar novos recursos para as câmeras. Como tal, nós sabíamos que tínhamos de re-arquitetar o firmware de forma a trazê-lo até a velocidade com as câmeras atuais. Isto não é simples e levando mais tempo do que pensávamos. No entanto , estamos perto agora , perto o suficiente para que as versões beta foram semeados para alguns usuários nos últimos meses.

    Devemos ser capazes de ver uma atualização , como eu mencionei no meu post, para a câmera 2.5K e Pocket Cinema Camera logo com as características abaixo:

    1. New debayering para fotografar diretamente para ProRes ou DNxHD na Blackmagic Cinema Camera EF e MFT

    2. Suporte melhorado lente MFT na Câmera Pocket Cinema

    3. Apoio RAW comprimido na Câmera 4K Produção

    4 . Suporte para lentes EF Autofoco sobre Blackmagic Cinema Camera EF e câmera de Produção 4K

    O que também é neste comunicado também alguns ganchos que são necessários para a medição de nível de áudio e exibição de histograma . Não será visível como ainda, mas nos permitirá followup rapidamente com uma atualização para adicionar essas 2 ferramentas que sabemos que vocês estão pedindo.

    Permitam-me também responder a algumas outras perguntas que eu tenho perguntado a seguir:

    • Formatação de mídia

    Sim, nós queremos fazer isso. Uma grande parte do trabalho foi concluído para que eu não acredito que isso vai ser um grande esforço para implementar . No entanto, é muito improvável que vamos apoiar exclusão de clipes diretamente na câmera , devido ao risco de fragmentação da mídia.

    • Indicador de tempo restante

    Sim, isso vai acontecer. É provavelmente na próxima atualização ou uma atualização depois .

    • efeito Black Sun

    Esta é uma característica fundamental de sensores CMOS . Alguns sensores possuem um circuito adicional para tentar superar isso e isso estava disponível no Camera Pocket Cinema . Infelizmente , não é no sensor de 2.5K . Além disso, sol negro circuito correto também não é um interruptor on / off e com alguns sensores , pode resultar em outros artefatos indesejados por isso temos que ter muito cuidado com isso. Outro método de superar o efeito preto sol é através de processamento de imagem após a imagem ter sido adquirido e repassado a partir do sensor. Esta é basicamente a execução de um algoritmo para tentar detectar o que se parece com o sol negro e apenas o corte das áreas pretas . Mais uma vez, isso poderia resultar em falsos positivos e se você tem um padrão na imagem que é semelhante ao sol negro , poderia ser erroneamente ” corrigido ” também. Como você pode ver , esta é uma situação complicada . Não estamos ignorando-o , mas trabalhando para ver qual é a melhor maneira de resolver esta questão.

    essa parte do auto foco sera bacana com as lentes canon

  13. Olá, Paulo eu tenho a BMCC 2.5K e ele apresenta as linhas verticais no sensor, nas altas luzes, porém as vezes resolve desligando e ligando a câmera. O problema é que na correria da produção passa-se despercebido, será que o fimware vai resolver??

    • Luciano, parece que a sua câmera está com defeito, pois a minha nunca apresentou essas linhas verticais e nem tinha ouvido falar disso em outras câmeras. Faço o upgrade para o novo firmware e veja se resolve. Se não resolver, só mesmo mandando para a assistência técnica da Blackmagic.
      Antes, porém, procure assistir as imagens em um outro monitor ou TV. Muitas vezes pode ser defeito da monitoração em si.

  14. voce poderia me ajudar, comprei a blakcmagic 4k e comprei um viewfinder eletrônico(feelwrld) com entrada hdmi e saída hdmi e também comprei um conversor sdi para hdmi(conversor sdi hd sd-sdi 3g-sdi para hmi V1.4 mas não esta saindo imagens no viewfinder e nem no monitor que comprei seda por que?

    • Alexandre, deve ser o conversor. Se for daqueles chineses, mais baratos, existem certos formatos que eles não suportam.

  15. ha! quando ligo o cabo thunderbolt do meu MacBook Pro na saída da camera e e ligo outro cabo HDMI do computador para o viewfinder eletrônico ele funciona. testei o cabo sdi e esta tudo bom,gabem testei o cabo hdmi gabem esta bom voce poderia me ajudar?

  16. Comprei um conversor sdi para hdmi da blackmagic e está acontecendo a mesma coisa.Estou muito decepcionado com esta marca. Paguei R$ 2500,00 no conversor e deu na mesma.o pior é que o conversor manda uma imagem muito ruim para a minha TV e não manda imagem nenhuma para o Viewfinder.

    • Alexandre, o problema não é com a câmera da Blackmagic, pois a saída dela em SDI funciona perfeitamente. A não ser que a sua câmera esteja com defeito. Você já testou a saída com um monitor SDI? Se funcionar corretamente, o ideal seria comprar um viewfinder SDI, pois esse é o padrão profissional. HDMI pode quebrar um galho, mas é muito fraco para produção mais séria.

  17. Alexandre, também tive um problema parecido. Possuo também uma 4K, e comprei um monitor HDMI na BH e eu já possuía um conversor SDI para HDMI, que a própria Blackmagic recomenda, porém o monitor que comprei só funciona com o conversor do próprio kit. Resultado, tive que vender o monitor.

  18. Olá Paulo,
    Queria que vc comentasse a respeito da Sony A7s comparada às novas BM. Os comentários são muito positivos. A latitude desta câmera é de 15,3 e impressionante ISO de 409.600.
    Obrigado.

    • Décio, são câmeras totalmente diferentes. E a latitude real da Sony não chega nem perto disso.

      • Olá Paulo, tudo bem? Possuo uma BMPC, estou com alguns problemas ao gravar em 4K ProRes HQ (não testei os outros modos). Percebo que o ruído, mesmo em Iso 400 é grande, além de aparecer linhas finas verticais nos pontos com menor luz da cena. Você pode me ajudar a diminuir este problema? Obrigado!

        • Demilton, a BMPC não é uma câmera ruidosa. Você percebe esse ruído em condições normais ou só em cenas muito escuras?

  19. Olá Paulo, preciso de uma ajuda sua e espero que possa. Existe alguma maneira de eliminar as listras verticais que aparecem nas baixas exposições quando grava em 4K? Se não na câmera, no Da Vinci consigo pelo menos diminuir? Desde já agradeço! Abraço!

    • Demilton, o correto é iluminar direito suas cenas para evitar problemas como esse. É muito difícil eliminar a textura do sensor, que são essa listras verticais. Geralmente elas aparecem nas regiões mais escuras da imagem e, se for possível, enterre bastante as sombras até elas sumirem. Fora isso, só usando máscaras e algumas técnicas bem complicadas. Mas não existe uma fórmula simples e mágica para isso. Como a textura é estática, raramente os redutores de ruído funcionam.

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