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Como melhorar ao máximo a qualidade dos vídeos de sua HDSLR

Sua Canon 5D Mark II produz imagens incríveis. Mas o ponto fraco é a compressão dos vídeos. Embora a qualidade em geral surpreenda, em trabalhos críticos os defeitos começam a aparecer. Existe, porém, um programa que conserta muitos desses problemas, resgatando a qualidade mais próxima da obtida diretamente do sensor da câmera.

Comecei a utilizar o 5DtoRGB quando ele ainda estava em fase beta de testes fechados ao público. O fabricante, Rarevision, prometia verdadeiros milagres. Tá, quantos prometem milagres e não cumprem? Só que a coisa parecia mesmo séria. O processo de conversão era muito mais complexo que os normalmente feitos e eu tinha um trabalho perfeito para testar o programa.

Tratava-se de um material em green screen (fundo verde) para ser recortado em um efeito de chroma key. Nessas horas nota-se logo os serrilhados e outros defeitos oriundos de uma compressão mais drástica. Alguém já tentou fazer um Chroma Key de material filmado em DV? Embora o H.264 seja melhor, possui alguns defeitos semelhantes.

Outro problema do codec diz respeito às cores. Para efetuar qualquer trabalho de qualidade, é necessário converter o material para um codec mais robusto como o ProRes para fazer efeitos ou uma marcação de luz (color grading) mais sofisticada.


Comparativo da conversão feita com o MPEG Streamclip e o 5DtoRGB

Ao testar o 5DtoRGB pela primeira vez fiquei realmente surpreso. O material ficou bem mais limpo e as cores mais suaves e fiéis. Além disso, reparei que o programa passava por cima de um problema do QuickTime em relação à gamma. Esse problema faz com que a imagem convertida fique mais escura do que a original.

Todos os programs tradicionais de conversão do Mac, incluindo o plugin da própria Canon, o MPEG Streamclip, o Compressor e o Magic Bullet Grinder, utilizam o motor do QuickTime para fazer a conversão e sofrem do mesmo problema. O 5DtoRGB utiliza um motor próprio que não só aumenta em muito a qualidade da imagem, como também está isento dos problemas do QuickTime.

O resultado foi que o recorte ficou fantástico, como se o material não estivesse tão comprimido, e ainda houve um ligeiro ganho na latitude que favoreceu bastante na hora do color grading. Com o maior tempo de utilização do programa, reparei que ele melhorava alguns outros problemas típicos das HDSLR Canon, como o moiré.

Detalhe ampliado de conversão feita com o plugin da Canon. Repare na baixa qualidade dos contornos.

Hoje, com programas de edição como o novo Adobe Premiere e o Final Cut Pro X, muitos acham que pode-se editar e fazer correções de cor tranquilamente em H.264. Isso é verdade para trabalhos simples, mas não é nem um pouco aconselhado para trabalhos mais complexos que serão exibidos no cinema ou na televisão.

Pior ainda seria utilizar o H.264 como formato para efeitos e compositing. Além do codec se degradar com o uso, ele é muito mais pesado que codecs profissionais como o ProRes, que além de não sofrerem degradação com facilidade, ainda oferecem uma gama de cores maior.

Detalhe ampliado de conversão feita com o 5DtoRGB. Imagem bem mais limpa, com contornos suaves.

Até mesmo o Final Cut Pro X oferece a opção de otimizar os vídeos, passando-os para ProRes enquanto trabalhamos, sem a necessidade de perda de tempo com a conversão tradicional. Isso porque a Apple sabe que a qualidade final do produto sairá melhor com esse processo.

Voltando ao 5DtoRGB, a diferença resultante da conversão com ele é nítida. A imagem fica mais limpa, menos eletrônica, mais cinematográfica. As imagens abaixo são um bom exemplo. O trecho ampliado da camisa da atriz mostra bem a diferença do material convertido com o MPEG Streamclip e com o 5DtoRGB. Repare nos serrilhados do xadrez da camisa e no brilho do farol, além dos detalhes contidos nas sombras e nos tons de pele mais reais.

Conversão para ProRes feita com o MPEG Streamclip (detalhe ampliado).

Conversão para ProRes feita com o 5DtoRGB (detalhe ampliado).

As imagens acima fazem parte de um teste feito por Robin Schmidt. Para maiores detalhes sobre esse teste (em inglês), clique aqui. Abaixo, o vídeo do teste.

Deu pra ver a diferença? É bastante para destacar a qualidade de seu trabalho da dos outros caso passe a utilizar este programa. E o melhor de tudo é que há uma versão grátis, a 5DtoRGB Lite. A conversão é praticamente a mesma, com a diferença de que a versão paga (US$49,00) processa uma lista de arquivos automaticamente (batch), enquando que a versão gratuita processa um arquivo de cada vez.

A maior desvantagem do 5DtoRGB em relação às conversões tradicionais está na velocidade. Como o programa faz cálculos muito mais precisos e conversões mais complexas, ele demora de 5 a 8 vezes mais que os outros processos. Ou seja, a melhora na qualidade tem um preço em tempo de conversão. Daí que eu recomendo o uso do programa para trabalhos mais complexos, onde a qualidade é muito importante.

O 5DtoRGB Lite e o 5DtoRGB Batch podem ser obtidos através da Mac App Store da Apple ou você pode obter as versões mais antigas e informações adicionais no site da Rarevision. Vale acrescentar que qualquer que seja sua câmera Canon, 5D, 7D, 60D, t2i, t3i, etc., você obterá ganhos na qualidade da imagem. Até mesmo as Panasonic, como a GH2, se beneficiam do programa.

Interface do programa

Caso você queira testar o programa sem ter que gastar mais com a versão paga, existe um script gratuito que funcionava até recentemente e que deve continuar funcionando. Ele possibilita converter uma série de imagens automaticamente e pode ser obtido, gratuitamente, aqui.

Além das vantagens acima, o 5DtoRGB possibilita também, como opção, converter os arquivos filmados com o estilo Technicolor,  já aplicando a curva de conversão apropriada.

Então, o que está esperando? Baixe o programa e veja, realmente, do que sua HDSLR é capaz!

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Autor
Paulo trabalhou na Rede Globo de Televisão como roteirista, diretor e editor e também escreveu sete longa metragens do grupo Os Trapalhões. Em 1991, abriu uma produtora nos EUA, onde conquistou vários clientes importantes, recebeu diversos prêmios e escreveu centenas de artigos como editor contribuinte para algumas das mais importantes publicações profissionais americanas e internacionais. Hoje Paulo trabalha como colorista para TV e cinema, com clientes no Brasil, Estados Unidos e Europa.
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111 comentários Nesse post
  1. alias, parece que está convertendo sem o som, não sei ainda o motivo. vou fazer mais alguns testes

  2. Então, alguém sabe como faço para manter o audio dos clips feitos com Canon? O programa é ótimo, mas não entrega o audio…

  3. Olá, sou iniciante nesse mundo dos videos e ainda estou aprendendo muita coisa.
    Tenho uma duvida, desculpe se parece besta, mas realmente fiquei com ela, esse processo de conversão seria feito em qual momento, antes da edição? com os arquivos obtidos direto da câmera eu converto para editar ou depois do material editado?

    • Olá Rafael,

      A conversão é feita antes da edição, a partir dos arquivos originais da câmera.

  4. Ola equipe guru e leitores. Uma duvida: essas conversoes para ProRes sao feitas apenas quando se usa um mac? Utilizando o vegas no windows eu tambem deveria fazer alguma conversao previa? Parabens pelo blog!

    • Marco, no momento o ProRes só está disponível para Macs. A versão para Windows só lê.
      A conversão nesse nível de qualidade só é necessária para projetos mais sofisticados, até mesmo pelo tempo que demora. No entanto, se o projeto vai sofrer correções de cor mais avançadas, vai ser recortado em chroma key, etc, vale a pena fazer uma conversão mais bem cuidada porque o resultado final sempre será melhor por causa da latitude, resolução das bordas e tudo mais que uma conversão de qualidade e um bom codec proporcionam. Eu nunca usei, mas muitos recomendam o SheerVideo, que está disponível tanto para Mac quanto para Windows. Mas volto a afirmar que uma conversão desse nível não é necessária para a maioria dos projetos mais simples.

      • Entendi, Paulo, obrigado! Tenho procurado e estudado bastante e por sorte encontrei este espaço.

        Pretendo migrar do Vegas para o Premiere. Um dos motivos é ter a edição mais leve (além das funcionalidades da plataforma Adobe), mas tenho as dúvidas que peço sua ajuda se possível.

        1- posso converter o formato MOV para outro mais leve sem perder a qualidade? Se sim, qual outro formato já que ProRes não vai rolar no Windows. (Se isto for possível então até o formato final ficaria mais leve – ou isto eu defino só na hora do render?)

        2- vi em um tutorial que dá para converter arquivos e deixá-los bem mais leve SÓ para usar na edição e, depois, substituí-los pelos originais (criar Sequence).

        Espero que possa me ajudar.
        Obrigado novamente.

        • Marco,

          1 – Você pode converter o H.264 para un formato mais leve, mas sofrerá perda de qualidade. Uma sugestão é adotar um dos formatos recentes da AVID, que são gratuitos e apresentam uma relação qualidade/compressão muito boa. Você pode baixá-los nesta página:

          http://avid.force.com/pkb/articles/en_US/Download/en423319

          2 – Isto chama-se utilizar proxys. Mas eu não vejo motivo para fazer isso a não ser que você tenha espaço de armazenamento muito limitado na sua máquina ou seu computador esteja bem defasado/antigo. Senão, é muito melhor trabalhar na resolução/qualidade nativas porque, ao usar proxys, você vai acabar tendo mais trabalho no final.

          O Premiere utiliza os processadores CUDA das placas nVidia mais recentes para editar H.264 em tempo real. Se sua máquina permitir, sugiro que você experimente essa opção em vez de usar proxys.

          • Tenho acompanhado seu blog e isso tem enriquecido meus conhecimentos com noticias que eu realmente vinha procurando. Obrigado pela paciencia e respeito com seus leitores. Parabens pelos posts relevantes do fantastico mundo de videos & cia.

  5. Pessoal, estive usando o 5DtoRGB, gostei muito. Enfim comprei uma máquina somente para edição, e logo instalei o 5DtoRGb para testar, ficou uma maravilha, porém logo após fazer alguma pesquenas alterações no pc, tipo para “agilizar” a máquina, o 5DtoRGB nao funciona mais. aparece a seguinte frase “Unable to open output file for writing”! Por favor me ajudem! as aterações que fiz foram básicas, desabilitei o aeropeak, eliminei alguns programas de inicialização e as atualizações automáticas do windows, no msconfig, habilitei a inicialização com os 4 processadores disponíveis. Ajudem!

    • Passamos a bola para os leitores que entendam de Windows, já que me parece ser mais um problema do sistema operacional do que do programa em si. Alguém pode dar uma força pro Michael?

  6. Comprei a versão Batch e fiz uns teste com um video da 5d Mark ll, e em
    usei a configuração defaut e em vez do arquivo sair mais claro com as cores mais nitida ele deixou o video mais escuro e com mais constraste, sabe oque pode ter ocorrido?

    • Fabio, a conversão não deixa o vídeo necessariamente mais claro ou com cores mais fortes. Ela aumenta a latitude do sinal. Dependendo de como você convertia o material antes, este podia estar sofrendo de alterações erradas, mudando o sinal original. Este programa, por outro lado, geralmente deixa a imagem mais parecida com a original, só que com a maior latitude possível. Alguns fatores podem causar uma diferença, entre eles o estilo de imagem que você usou na câmera. Vale lembrar, também, que esse processo de conversão deve ser a primeira coisa a ser feita – antes de levar a imagem ao programa de edição, efeitos, etc. Caso contrário, a conversão já não funciona direito.
      Uma outra observação é que, com o aumento de latitude, a necessidade de uma boa correção de cor aumenta. E é aí que você vai notar uma diferença ainda maior entre uma imagem original e uma convertida.

  7. Ola pessoal,

    queria muito tirar uma duvida, nao exatamente sobre esse assunto do software, mas relacionada.

    Assim:

    normalmente , que descarrego do SD ( 60D ou 4ti ) minhas britas (.MOV)
    faço o processo de passar eles antes no MPEG StreamClip ( Apple pro res 422 – 100% qualidade – tiro o “x” do entrelace (algo assim) ) e eles ficam muito mais pesados que os originais do cartao….me vejo num mar de GIGAS….é assim mesmo?

    no aguardo de ajuda.

    Valeu!!!!

    • Olá Fernando. É assim mesmo. Os arquivos originais das HDSLRs Canon são bem compactos porque sofrem uma compressão bem forte. Quando você converte para ProRes, que é um formato quase sem compressão (compressão visualmente sem perdas), os arquivos ficam maiores. Enquanto você está em um mar de gigas, está ótimo! Eu me encontro em um mar de Teras! :-)

      Mesmo sendo maior que os arquivos H.264 da câmera, o ProRes é bem compacto quando comparado a outros formatos. O RAW da Blackmagic Cinema Camera, por exemplo, gasta 500GB para apenas cinquenta e poucos minutos de vídeo. Você ganha uma latitude enorme para trabalhos de cor e efeitos, mas gasta um bom dinheiro em armazenamento.

      • ok!!!! muito obrigado de verdade Paulo….mais uma…ok, quando terminar o projeto vais ter um arquivo final bem grande, nao sei ainda porque estou desenvolvendo….vamos supor que esse meu projeto no final vai ter 200gigas….o que faço para entregar na melhor qualidade em um DVD que suporta so 5 gigas?

        • Fernando, se você está pensando em usar um dvd em modo de dados como armazenamento do arquivo master editado, não vai dar. Se for um DVD de video normal, para assistir em players de DVD, depois do vídeo convertido para esse formato, dá tranquilo.

          Mas tudo depende do tamanho e do formato que você vai entregar. Se é para exibição no cinema, em TV de alta definição, DVD Video normal, Bluray… Você tem várias opções dependendo do formato. Na pior das hipóteses, você pode entregar em um HD externo. Dependendo, cabe em um pen drive.

  8. ok…mas nao achei a minha resposta…..exemplo, cheguei no final do meu projeto FCP, eu exporto em mov (quicktime) depois esse mesmo abro no MPEGSTREAMCLIP e faço um mp4 em 100% de qualidade para poder “caber” num DVD para player…o que acha?

    • Fernando, se você quer criar um DVD que toque em qualquer aparelho DVD de mesa, o mp4 não é compatível. Você precisa criar um arquivo m2v. O Compressor, que vem junto com o Final Cut Pro 7 ou que é vendido separado com o FCP X faz essa conversão. Seu filme pode ter até 2 horas que caberá em um DVD simples (1 camada) ou até 3 horas e meia em um DVD de dupla camada. Além da conversão você vai precisar autorar o DVD em um programa como o DVD Studio Pro.

      Outra opção, mais simples, é usar um programa como o Toast para fazer a conversão e já queimar o DVD para você, sem precisar fazer a autoração em um programa especializado.

      Um alerta, porém: Se seu cliente quer um DVD que apenas reproduza o material assim que inserido no aparelho, esse método funciona. Mas se ele quer um DVD mais complexo, com opções de legendas e outras coisas que você encontraria em um DVD comercial, aí você terá mesmo que partir para uma autoração mais complexa.

      • Sansacional!!!! Muito obrigado!!!! muito mesmo….não vou me envergonhar de pedir esclarecimento de alguma futura dúvida! não tem como! hehehe abração!

  9. amigo.. usando o FCX ele ja transforma em proress.. vc acha que ainda assim e necessario o uso do 5dtorgb? abc

    • Guto, somente em casos que exijam a melhor qualidade possível, como projetos para projeção em cinemas e cenas para efeitos especiais do tipo chroma key. Para TV, vídeos normais, DVD, bluray e internet, o ProRes do FCPX é suficiente.

        • Parabéns pela iniciativa de compartilhar seus conhecimentos. Tenho ouvido um zum zum zum que uma empresa de Sao Paulo configura os cartões para usar nas 5D que provavelmente já converte em prores ou algo assim para ganhar em edição, já ouviu falar? Abraço.
          Junior

          • Junior, nunca ouvi falar disso. Acho meio difícil… Tem como você conseguir mais informações?

  10. Olá.
    Preciso de orientações de como regular, ajustar, configurar, etc., minha Canon T2i para filmar.

    Bom, pois não sou profissional da área de filmagem. Entretanto já fiz algumas filmagens com minha T2i, onde ficou bem a desejar essas filmagens, no que tange filmagens externa, luz do dia, e algumas imagens ficaram meio que (algumas) estouradas, devido a alta intesidade de luz do sol (por volta de quase 10 da manhã) e má regulagem na configuração de filmagem da T2i.

    Devido a isso, resolvi, fazer um curso de fotografia para entender como mexer numa DSLR, a fotografia e/ou o conceito de imagem ligado a fotografia com um profissional da fotografia a la época de pelicula/negativo e que usa DSLR para trabalhar. Porém ainda tô no básico do curso e vendo sobre obturador e/ou tempo de exposição.

    Apesar das fotografias e filmagens caseiras feitas por mim, busco e quero fazer algo com qualidade, algo profissional.

    Então vim aqui, porque creio que vocês podem me orientar (principalmente o dono do site, rs…), e dizer algo que eu possa fazer, apesar de fazer meses que não entro mais em fóruns e blogs qe tratam do assunto filmagem, enfim.

    Voltando, notei que o menu de fotografia da T2i não se emprega a filmagem, ou seja, o menu de filmagem é diferente de fotografar, apesar que obturador, diafragma e ISO vai ter algo relacionado durante.
    Mas existe uma regulagem no menu filmagem que é diferente e é nesse ponto que preciso entender.

    E ae, alguém pode me ajudar aí? me orientar, dar as dicas ou dizer onde posso ir buscar essas informações de configuração pra filmar? Só peço paciência pra me explicar, mas sou persistente e posso aprender, porque aki, acaba sendo somente eu levando minha produção caseira, rs…

    E é o seguinte, pretendo fazer um documentário. Veja abaixo, o ambiente onde vou filmar:
    – será filmagens externa, à noite, luzes artificiais fluroscente, tugunstenio (e luminária, holofote, como é mesmo o nome da luz de filmagem?), e em fazenda. Como faço pra configurar a T2i pra esse tipo de ambiente?

    – Outro ambiente será em recinto fechado, em sala, luz artificial da sala (e holofote), e aí como seria essa configuração da T2i pra filmar?

    E tem mais, ouvi falar duma configuração de filmagem em RAW, qual a vantagem disso?
    E sobre a edição: uma vez discuti aki – acho que foi com o Paulo (dono do site, né?!)-, e ele tinha recomendado uns programas de edição, quais programa utilizo mesmo pra editar?

    Bom, diante desse falatorio meu aí, melhor passar a configuração do meu computador que uso (ou mal usei até hoje), só para edição de vídeo, para ajudar a auxiliar na pós-produção conforme configuração da T2i que vocês possivelmente me instruírem, a configuração e computador é:
    01 iMac 27 polegada, 3.4GHz Intel Core i7. Memória de 8 Gb 1333 MHz DDR3. Gráficos AMD Radeon HD 6970M 2048MB. 2Tb. de HD e 8Gb de memória.

    Configurei esse computador sob recomendação onde disseram-me que seria bom pra editar. Assim eu espero, porque já faz quase 7 meses qe eu o tenho e ainda nem editei nada usando ele.

    E ae como procedo a configuração da T2i pra filmar? Aguardo alguma resposta e agradeço atenção. Até logo.

    • Márcio, você está indo no caminho certo, fazendo um curso de fotografia. Hoje em dia há uma tendência de achar que basta comprar uma câmera igual à que os profissionais usam para conseguir imagens iguais às deles, e isso não poderia ser mais falso. Um bom profissional consegue boas imagens com qualquer câmera, enquanto que um leigo pode pegar a melhor câmera do mundo que não vai conseguir grandes coisas enquanto não souber o que está fazendo. Portanto, o primeiro passo está dado. Parabéns por reconhecer essa necessidade.

      Os menus da câmera podem ser diferentes para fotografia e vídeo, mas os princípios são os mesmos. Exposição, foco, enquadramento, temperatura de cor… A principal diferença é que você não tem a mesma liberdade de utilizar a velocidade do obturador em vídeo que tem em fotografia. A regra para vídeo é que o obturador seja equivalente ao de uma câmera de cinema, com uma abertura de 180 graus. Isso porque o obturador de uma câmera de cinema é circular e gira junto com o movimento de avanço dos fotogramas na câmera. No caso de uma HDSLR, não existe um obturador mecânico, mas a velocidade é calculada em função do tempo de exposição. Ou seja, se você filma a 30 quadros por segundo, um obturador a 180 graus seria o equivalente a usar uma velocidade de 1/60 em seu obturador. Para ficar fácil de lembrar, o dobro do número de fotogramas por segundo. Quer dizer, rodando a 24 quadros por segundo, a velocidade do obturador ideal seria 1/48 (que só é possível na T2i com o uso do Magic Lantern, mas você pode arredondar para 1/50). Se você utiliza uma velocidade menor, como 1/30 a 30 quadros por segundo, as imagens ficam mais borradas. E se utiliza velocidade maior, as imagens ficam mais “puladas” (como no filme Salvando o Soldado Ryan).

      Você vai ter que ter paciência, porque nada se aprende da noite para o dia. Não basta parar pelo curso de fotografia. É bom você comprar alguns livros sobre vídeo com HDSLRs e cinematografia e estudar, em paralelo. Existem muitos no mercado. E se você fizer uma busca no YouTube, vai encontrar inúmeros vídeos sobre o assunto, inclusive vários específicos para a T2i.

      Quando você diz “holofote”, pode estar se referindo a um número enorme de fontes de luz, com temperaturas de cor das mais variadas. Seu curso de fotografia com certeza lhe ensinará sobre temperaturas Kelvin e isso é fundamental para entender que tipo de luz usar. Um livro sobre cinematografia também lhe dará essas informações. Sem isso, você tem grandes chances de escolher a luz errada.

      Pela sua mensagem dá para ver que há uma certa impaciência em aprender, o que é compreensível. Mas não adianta tentar pular os passos básicos senão você não terá o conhecimento necessário para crescer. É como querer pular as operações básicas de matemática e já partir para as equações. Portanto, meu conselho é ir aprendendo com calma e só entrar em um projeto complexo como um documentário quando você realmente souber o que está fazendo. É melhor esperar um pouco e fazer bonito do que se afobar e passar vergonha, não acha?

      Quanto ao seu computador, acho que é a mesmo coisa. Márcio, você estudou edição? Leu livros? Fez algum curso? Não basta ter um computador e um programa. Edição é uma arte. E uma arte que envolve muitos conhecimentos e normas técnicas a serem seguidas. Você pode se tornar um excelente editor, mas antes vai ter que aprender com alguém. Assim foi com todos os bons profissionais.

      Aproveito para deixar claro que não sou o “dono” do site. Eu e o João Velho somos parceiros no Vídeo Guru. :-)

      Desejo boa sorte e uma boa dose de paciência. Siga os passos corretos e estude bastante que você terá uma boa chance de fazer bem feito e ter orgulho de seu trabalho.

  11. Olá Paulo, obrigado mesmo pela sua estensa resposta e paciência em me responder, gostei… Vc deve ser um cara bem ocupado, mas acho que isso demonstra o tão acessível vc possa ser e camarada por compartilhar o que sabe e sua experiência conosco. Grato mesmo.

    Bom concordo com vc qdo. mencionou sobre o computador, tbm. penso isso, que é o caso desse iMac que adquiri, já faz 7 meses acho, o trem tá mei-que parado aki, pra edição até agora nada. E outra, edição não sei mesmo, já desisti há tempos da edição vou perder tempo em aprender e acho que não talento pra edição, por isso consegui alguém que saiba fazer isso, ou ao menos sabe mexer nos programas de edição.

    Pois é cara, to impaciente mesmo, pois tinha programado pra fazer umas filmagens, coisas de projetos pessoais que vai virar um documentário, mas deixei muito pra em cima da hora, inclusive o curso de fotografia, e por isso mesmo keria saber como configurar minha T2i pra filmar, mas vou voltar a procurar de novo no YouTube algo sobre configuração de filmagem, aliás, há uns 4 meses atrás não encontrei nada, exceto um cara que fala espanhol, acho que é da Argentina, que ensina algo sobre configuração pra filmar, mas vamos ver.

    Quanto ao livro de filmagem com DSLR qual recomenda, uma vez vi no mercado como do site Amazon um livro, mas tá todo editado em “ingreis” e eu ando mei-q impaciente tbm pras traduções.
    Concordo com vc qdo. disse sobre o que menos precisamos – dependendo do trabalho lógico -, é duma filmadora tão sofisticada ou bem moderna, mas sim como o conteudo filmico é bem retratado, trabalhado, enfim, acho que o dominio da linguagem cinematografica independe, hoje em dia, dum puta equipamento.
    POis é por isso desisti de comprar a 5D Mark II, e to pensando na Black Magic Cinema, ehehehehehe…., to brincando, mas to acompanhando mei-que por longe sobre essa novidade Black Magic, fikei tentado pelos comentários, os resultados da imagem, a filmagem em contínua, e o preço logico. Só que vou ter que rever a questão das lentes que são as mais caras.

    E quem sabe, sei lá, consiga, resolva comprar uma final do ano, isto é, se de fato ela for boa, vigorar no mercado sei lá. E a minha T2i vai ficar mesmo é só para fotografias de boa definição.
    Ah! como faz meses que não mexo ou leio mais nada sobre filmagem com as DSLRs, errei qdo. falei da iluminação, na verdade keria dizer: iluminador de led pra filmagens em externa no escuro, pois pretendo fazer meu doc. numa fazenda.
    Conforme uma orientação uma vez dum camarada, to pedindo pela net, dois cartões de memória com velocidade de gravação e leitura altas pra evitar a questão do aquecimento da T2i, pois uma filmagem amadora que fiz, ela eskentou, troquei de cartão e mandei ver filmando de novo, e ae, correu tudo bem, até indicar que estava eskentando de novo.
    Diga-me mais uma coisa, o que vc acha, ou ouviu falar de alguém que usa aqueles eliminador de bateria, digo, são um tipo de carregador que é ligado nas DSLRs e elas são ligadas a tomada e aí não precisam colocar baterias nelas. E ae sabe dizer se ˜sao bons e compensa ter um eliminador de bateria pra ligar a DSLR na tomada ao invés de liga-la com bateria?

    Isso ae, depois vou rever as configurações acima de filmagem que sugeriu, agradeço atenção. Até mais.

    • Marcio, realmente há pouca literatura profissional em português. O investimento em aprender inglês torna-se importante nesse nosso meio para poder ter acesso às melhores publicações técnicas. Considere essa opção, pois vai expandir bastante seu horizonte. Sem contar que a maioria dos programas de edição é em inglês, assim como os comandos de diversas câmeras e a grande maioria dos termos técnicos.

      O aquecimento da T2i não vai ser resolvido por cartões mais rápidos. É causado por um conjunto de coisas. Trocar de cartão na hora melhora porque o cartão novo está frio, mas não quer dizer que um cartão mais rápido elimine o aquecimento. Geralmente você pode continuar rodando com o aviso piscando. Só se ela esquentar muito é que a filmagem é interrompida e a câmera desliga. Mesmo assim, o fabricante dá uma margem de segurança muito grande e é difícil danificar a câmera por aquecimento excessivo.

      Quanto ao eliminador de bateria, pode usar sem medo. A vantagem é que elimina a troca de bateria. A desvantagem é que você fica preso a uma tomada. É por isso que a maioria dos usuários de HDSLRs prefere ter várias baterias a utilizar um eliminador, pela liberdade oferecida. Mas muitas vezes, principalmente em estúdio ou interiores com a câmera parada, o eliminador passa a ser mais prático.

  12. Olá amigo! tenho estudado cinema há alguns anos de forma autodidata mesmo, mas sempre quando chego na parte da edição fico meio perdido pois são muitas as opções sem falar nas limitações do meu hardware e nas atualizações dos software (ufa! não é fácil ficar atualizado). Enfim, li o seu post, baixei o programa mas de cara deu uma mensagem de uma possível incompatibilidade com chipset do meu notebook – CCE Intel i5/4gb. Sei que note não é uma boa opção para edição (ainda mais o meu, rsrs) mas se levarmos em conta o que tinha antigamente… enfim.
    Comprei uma T3I e o que gostaria de saber é se o AVID DN&HD processado pelo MPEG StreamClip pode ser usado sem medo na Pós já que não consigo utilizar o 5DtoRGB. Utilizei também o CineFormStudio nas diversas configurações mas também “deu pau”. O DN&HD rolou legal no meu Premiere (ainda não testei no CS6).
    Só mais uma coisa: Minhas pesquisas estão concentradas em encontrar ferramentas FREE para edição de vídeo de forma profissional. Existem ferramentas incríveis como o Audacity, DVDStyler, MPEG_Streamclip, Celtx, Lightworks, enfim, uma infinidade de opções mas ainda com muitas limitações como o Lightworks por exemplo que não trabalha com os principais codecs e também não conta com a integração dos editores Adobe que não precisam finalizar um vídeo antes da autoração, o que causa perda de qualidade por causa das compactações, mas você acha que é possível finalizar um trabalho com qualidade com estas ferramentas?
    Já vi curtas feitos com a T3i e tem trabalhos com qualidade incrível ainda mais com o advento do Magic Lantern que libera o formato Raw. Também sei que tudo começa na origem, com lentes, bons atores e tudo mais sem falar que o que importa é nossa criatividade e as ferramentas são apenas ferramentas.
    Desculpe o exagero de dúvidas, obrigado pelo espaço e agradeço a atenção. Abraço!

    • Rudinei, o 5DtoRGB seria mais indicado para profissionais que fazem trabalhos pagos para cinema ou TV que precisam obter a melhor qualidade de sinal na pós. A maioria dos usuários que fazem trabalhos mais simples para internet ou para aprendizado não precisam se preocupar com esse nível a mais de qualidade. No seu caso, o DNxHD é mais que apropriado.

      Existem muitas ferramentas grátis excelentes, que brigam pau a pau com as profissionais, em certos casos até com as mais caras. No que diz respeito à edição, no entanto, você perde algumas coisas que você mencionou, como a integração entre as ferramentas. Mas aparentemente tem algo errado com a sua configuração, pois o Lightworks oferece suporte para a maioria dos principais codecs, incluindo o DNxHD. O programa é perfeitamente capaz de editar qualquer trabalho. Inclusive foi utilizado na edição de inúmeros longas de alto orçamento como Pulp Fiction, Moulin Rouge, Chicago, As Invenções de Hugo Cabret, etc. Sugiro que você visite o site deles para maiores informações: http://www.lwks.com/

      Se você usa codecs como o DNxHD e o ProRes nas suas versões de alta qualidade, durante todo o processo de edição e finalização, não precisa se preocupar com a perda de qualidade pois seriam necessárias dezenas de gerações para você obter uma degradação visível.

      • Paulo, obrigado pelos esclarecimentos. Pesquisei sobre o DNxHD no lightworks e realmente, ele suporta, porém é pago (nem tudo vem de graça rsrs). Quais softwares vc indica para trabalhar em parceria com o lightworks mais baratos que o after afects e o Encore? Me parece que o fluxo de trabalho vai ser bem mais “trabalhoso”, já que terei que exportar o projeto final nos formatos compatíveis com os softwares de autoração, e aí entra novamente a questão de uma nova compactação. Estou errado?

        • Rudinei, a rota dos aplicativos gratuitos é um pouco mais complicada do que a dos aplicativos pagos, embora muitos ofereçam funções até superiores, como é o caso do JES Deinterlacer para fazer conversões de padrões. Para efeitos o Pixel Conduit, já coberto no Video Guru, pode ser uma alternativa para o After Effects. E o MPEG Streamclip é bom para fazer compressões para a internet ou DVD. Quanto à autoração mais complexa de DVDs ou Blueray, aí só conheço aplicativos pagos.

  13. Comprei meu iMac em 2010, comecei a editar com o FCP X em 2011 e em 2012 comprei minha T3i. Li alguns livros e só agora começo a colher bons resultados, tanto em video como em foto. Não há atalhos, a curva de aprendizado é íngreme mas o resultado compensa. Boa sorte!

  14. Olá Paulo!

    Como sempre, mandando muito bem!

    Bom, fugindo um pouco do uso do 5DtoRGB mas ficando no campo de codecs…

    Por favor, me explique uma coisa: o DVD Studio Pro me dá a opção de finalizar DVDs com resolução HD também, porém, o único player em que consigo visualizar esses DVDs HD é no player do próprio Mac, DVD Player.

    1 – Em leitores de blueray é possível rodar esses DVDs em HD gerados pelo Studio Pro?

    2 – Em computadores comuns, PCs etc, há algum player específico para rodar esses DVDs HD?

    3 – Hoje, com tantas opções de saída, existe um formato final (codec) em qualidade HD que seja universal, do tipo, roda em qualquer computador? Essa dúvida é por que trabalho numa instituição de ensino onde capturamos em HDV (Sony Z1), editamos em HD (FCP) e tenho finalizado ou em arquivo HD mpg4 ou em DVD SD, ficando sempre uma situação desconfortável de fazer tudo “grande” e finalizar “pequeno”, ou finalizar grande e correr o risco de ter problemas de visualização conforme a situação do usuário.

    Ps: Agora cedo estava novamente revendo o manual do DVD Studio pelo site da Apple e não encontrei nada relacionado a visualização desses DVDs em HD. Também dei uma pesquisada aqui no seu espaço e não encontrei nada a respeito.

    Espero que possa me ajudar ou indicar onde pesquisar sobre o assunto.

    Att,

    Mauricio

    • Mauricio,

      1 – O formado HD DVD era concorrente do Bluray e, apesar do primeiro ser melhor, o segundo ganhou a briga e ficou o único formato do mercado (depois que a Sony comprou o HD DVD da Toshiba e matou o formato). Hoje em dia ele não é compatível com mais nada, inclusive com Bluray.

      2 – Não.

      3 – Melhor usar o X.264 (veja nosso artigo sobre ele)

      • Olá Paulo!

        Muito obrigado pelos novos esclarecimentos!

        Opa, acabo de ler sobre X264 e já baixei.

        Também já estou providenciando o Lightworks que desconhecia até ler os comentários desse artigo. Fiquei muito interessado…

        Como sempre, ajudando muito!

        Ps: Estou enviando uma mensagem pelo contato.

  15. Olá, Paulo! muito legal a dica. Valeuuu!!
    No caso da Nikon D7000 qual app eu usaria para fazer essa conversão sem tanta perda quanto no MpegStreamClip. Obrigado.

  16. Instalei o Magic Lanter na minha canon 60d e agora filmo apenas uns segundos e ela ja para q gravação, o que devo fazer ?

    • Pedro, nunca soube de nenhum caso em que o Magic Lantern tenha causado esse problema. Isso parece mais coisa de cartão de memória. De qualquer maneira, experimente remover o ML instalando o firmware original da câmera e verifique se o problema continua.

  17. Olá Paulo. Eu sempre fui apenas diretor mas de uns tempos pra cá montei uma produtora na qual estou em carreira solo. Agora tenho que me envolver com essas questões técnicas. tenho uma GH2 hackeada e um kit de lentes de cinema. Mas o material final sempre deixa a desejar. Eu capturo as imagens direto da câmera com o software fornecido pela panasonic (e sempre acho a qualidade capturada inferior à filmada). Depois edito no Sony Vegas Pro e exporto como mp4. E a imagem final sempre me parece pesada e com pouca latitude. Minha plataforma é windows. O que eu faço pra melhorar isso? Help! Obrigado e abraço.

    • Paulo, o problema é o codec utilizado pela GH2. O único programa em Windows que consegue trabalhar com ele sem uma grande perda de qualidade é o Adobe Premiere. Com ele você simplesmente ignora o software da Panasonic e carrega o material diretamente. O processamento das imagens é bem superior. Creio que você possa baixar uma versão de teste diretamente da Adobe para experimentar. Fora isso, você só encontra outras opções no Mac.

  18. Oi Paulo, muito obrigado pela sua resposta. Tenho uma versão aqui do Premiere que vou instalar e fazer o teste. Se puder dar uma olhada em alguns filmes (de apenas 1 minuto) que fiz, e dar a sua sincera opinião sobre a qualidade da imagem, eu ficarei MUITO grato, pois como disse estou trabalhando sozinho. Obrigadão e parabéns pelo seu Blog. Links: https://vimeo.com/88217801 , https://vimeo.com/87436386 , https://vimeo.com/87428474 , http://www.youtube.com/watch?v=p7Ljh1mOuV0

    • Paulo, não vi muitos problemas com a qualidade da imagem. Algumas apresentam defeitos de compressão, mas fica difícil julgar porque pode ser coisa do Vimeo. Que monitor você está usando para ver suas imagens? Ele é 1920 x 1080? Se não é, você pode estar vendo defeitos de conversão de tamanho de imagem que parecem ser do processo de captura e edição quando são do próprio monitor ou da placa gráfica.

  19. Oi Paulo, meu monitor é 1360 x 768. Configurei ele para 1920 x 1080 e a exibição no player ficou mais bonita, porém como esta não é a definição padrão deste monitor as letras e ícones ficaram super pequenos. Mas sempre que eu for assistir meus videos vou setar em 1920 x 1080, até eu trocar por um monitor melhor. Mas acho que já sei explicar o que acho estranho nas minhas imagens. Pra mim elas parecem sempre ter uma certa granulação (que não é ruido) como se fossem meio ‘grossas’, até quando filmadas em preto & branco e independente das lentes usadas ou dos parâmetros de nitidez e de white balance da câmera, por isso achei que poderia ser algum problema na captura ou na exportação do Sony Vegas Pro, mas começo a achar que possa ser uma característica da GH2. Talvez de latitude. Tentei instalar aqui 2 vezes o Premiere CS mas não instalou, vou tentar amanhã de novo. O 5DtoRGB poderia me ajudar em alguma coisa? Última pergunta do dia: Não sendo possivel filmar com a luminosidade ideal indicada no histograma, o que seria melhor: filmar mais claro e depois escurecer no post ou filmar mais escuro e depois clarear no post? Super obrigado e abraços!

    • Paulo, com certeza os defeitos que você está vendo tem a ver com o seu monitor. Você precisa de um que seja 1920 por 1080 nativo. Senão você nunca vai ver a imagem real. Creio que essa granulação seja resultado da conversão digital feita dentro do próprio monitor, de 1360 x 768 para 1920 x 1080. Eu recomendo os monitores IFP da LG como monitores de computador. Se for monitor de vídeo, a TV Samsung 32FH5203 é excelente se for devidamente calibrada.

      o 5DtoRGB é excelente para tirar o máximo proveito das imagens. Mas é um processo um pouco lento. Quanto à exposição, o ideal é respeitar o histograma. Em um sinal atamente comprimido como o da GH2, se você subexpor vai perder para sempre os detalhes nas sombras e pode ficar com a imagem mais ruidosa. Se superexpor, pode clipar e perder para sempre o sinal nas altas luzes. Para amenizar a luz muito forte é bom você utilizar um filtro ND. Já para pouca luz, se você não conseguir nenhuma ajuda (pode ser até um desses painéis de LED, dependendo do tipo de gravação) o jeito é tentar obter a maior luminosidade possível na gravação. Mas você, com certeza, vai ter que aceitar o ruído.

  20. Oi Paulo, vou seguir suas dicas e andei pesquisando mas não achei o monitor LG ‘IFP’ eu só achei ‘IPS’, são o mesmo? Por enquanto vou usar um monitor de video da sony 32″ que tenho sala e aceita 1080P pra ver se melhora na minha visualização. Comecei a testar o 5Dto RGB e estou gostando, mas dentre as opções não entendi qual seria a melhor configuração de saída do arquivo para qualidade máxima de imagem (sem preocupação com tamanho e peso). Quanto à exposição ideal eu queria dizer nos casos em que não dá pra ‘cravar’ no histograma (mesmo com luz o filtro ND) e fica só um ‘palito’ acima ou abaixo do ideal. Nestes casos não faz diferença ou seria melhor optar pra mais claro ou mais escuro? Você acha a BlackMagic pocket uma melhoria em relação à GH2 hackeada? MUITO OBRIGADO! VOCÊ NÃO TEM IDEIA DO QUANTO ESTÁ ME AJUDANDO. Se um dia precisar da minha ajuda, conte comigo! Abração, Paulo.

    • Paulo, é IPS mesmo! Respondi usando um tablet e o corretor de texto deve ter mudado. A configuração do 5DtoRGB depende do codec que você está usando. No caso do ProRes, por exemplo, o 4444 seria o melhor. No entanto, como o material original é altamente comprimido, o ProRes 422 HQ já é suficiente.

      Quanto à exposição, é sempre melhor ficar um pouquinho abaixo do que acima para não clipar a imagem.

      A Pocket tem uma imagem muito superior à da GH2 hackeada. É outro nível de qualidade, com uma latitude enorme e filmagem sem perda de qualidade por causa da compressão.

  21. Rs, Ok! Bem, meu arquivo quando capturado da GH2 sai em ‘m2ts.’ e no 5dDtoRGB que eu tenho aqui permite as seguintes saídas: a. Uncompressed 10bit 422; b. Uncompressed 8bit 422; c. DNx 175/85/220; d. DNx 90/115/120/145; e. DNx 36/45/60; f. QuickTime RLE/Animation/RGB; g. HuffYUV RGB… Então qual seria a que entrega melhor imagem? É, estou pensando em migrar pra Pocket. Se você permitir eu posso colocar o seu nome nos agradecimentos do meu próximo documentário? abração, Paulo.

    • Paulo, a melhor opção de qualidade para editar em Windows sem ter o tamanho do uncompressed é o DNxHD 220.
      Pode colocar meu nome nos agradecimentos, sim. Obrigado.

  22. Olá Paulo, fiz os testes com 5toRGB e as coisas começaram a melhorar aqui. Consegui também finalmente instalar o Premiere com After Effects, e a qualidade de visualização e de arquivo renderizado já é totalmente outra: bem melhor! Em breve te mando os exemplos. Obrigadão!

  23. Paulo, estou fazendo progressos aqui. Fiz vários testes e se puder compartilhar o resultado pode ser útil para alguém. Utilizando a câmera GH2 + windows + Vegas pro e querendo utilizar o 5DtoRGB (versão 1.5.4), eu recomendo configurá-lo em 10 bit 422 com gamma flagging em ‘none’. Pelo menos pra mim, nas condições citadas, foi a que deu a melhor qualidade de imagem para manipulação. A opção 8 bit é quase tão boa quanto a anterior e gera arquivo um pouco menor. E minha pergunta do dia: Existe programa similar ao 5DtoRGB para beneficiar arquivos gravados com câmera miniDV (.avi Standard Definition)? Obrigadão e super abraço!

    • Paulo, obrigado pelo retorno. Fico feliz de saber que o 5DtoRGB que esteja funcionando bem para você. Infelizmente não existe programa semelhante para mini DV.

  24. Serve usar esse programa quem já utiliza um picture profile cinestyle? ou a diferença fica muito pouca?

    Qual configuração de computador você indica para trabalhar com RAW do magic lanter a 2k gravado na 5DMIII? processador i5 já aguenta ou preciso comprar um i7?

    • O 5DtoRGB não tem nada a ver com o perfil de imagem que você usa na câmera. É um programa de conversão de codecs que resgata muito bem o sinal que os outros programas descartam. Quanto ao Cinestyle, como colorista eu absolutamente não recomendo pois deteriora muito a imagem na pós causando bandas nos degradês e outros defeitos. O H.264 não funciona com uma imagem tão lavada, descartando muito do sinal. Muito melhor usar o VisionColor, que oferece mais latitude sem deteriorar o sinal e custa menos de US$ 10.

      Para trabalhar bem em RAW com a 5D você vai precisar de cartões de memória bem rápidos, o melhor processador que você puder comprar, bastante memória e um RAID rápido (ou um SSD grande dedicado). Sugiro que você faça uns testes de longa duração para avaliar as verdadeiras condições de trabalho com esse tipo de RAW para ver se vale realmente a pena.

  25. Ola Paulo, instalei o ML em minha canon eos M e conseguiu subir o bitrate do padrão -8 para -14 (o maximo é -16) sem travamentos, usando um perfil flat technicolor para poder fazer o color grading depois, sem o perfil flat usando o perfil neutro da propria canon só conseguia chegar nos -10 sem travamentos.

    Minha duvida é a seguinte, como incluir o 5DtoRGB no meu workflow e outra coisa, já existe coisa melhor que esse software ou ainda é valido?

    Quanto ao workflow

    1) Faço a gravação em H264 com ML com bitrate em -14 com perfil flat
    2) Usando o 5DtoRGB converto o arquivo da EOS M para Prores 4:2:2? (converto para o que para editar?)
    3) No Premiere para Windows carrego o Pro-Res? faço a montagem e exporto em que para o Davinci Resolve? XML?
    4) No Davinci resolve como estou em Windows qual o formato que devo dar saida, já que o Pro-Res só funciona no Mac, terei perdas se der saida no formato da Avid dnxhd?

    Duvidas de um iniciante que gosta de fuçar nas coisas. :-)

    • Andre, o 5DtoRGB ainda é o melhor programa de conversão. Se você está em Windons, ProRes não é uma opção. É melhor usar o DNxHD 220x. Depois da montagem você pode exportar um XML do Premiere para o Resolve. E, como está em Windows, pode continuar no DNxHD quando der a saída depois da cor.

  26. Oi Paulo tudo bom? Mas como o pessoal faz para recuperar, por exemplo, a imagem de um filme deteriorado? Eu ví isso em algum lugar dia desses mas não consegui encontrar de novo. Mostrava um filme de película em P&B todo detonado, sem nitidez, cheio de ruídos e linhas, e depois ele todo limpo. Era em algum software. Talcez isso ajude pra eu melhorar a tal cena gravada em miniDV. Você tem alguma ideia sobre isso? Obrigado e abraço!

    • É um processo meio complicado e trabalhoso, envolvendo diversas etapas e programas. E é bem diferente de melhorar uma fita miniDV com problemas. Qual é, especificamente, o problema com o seu material?

  27. Bom, os problemas com este material em miniDV são: 1. Resolução baixa; 2. Ruído; 3. Cor chapada e meio grosseira; 4. Linha serrilhada; 5. Artefato (quadrículas) digital que ‘pula’ intermitentemente em um ou outro campo da imagem. Ufa… e hoje vou renderizar o bom resultado com o 5RtoRGB para a sua avaliação. Grande abraço!

    • Não sei se ainda existe, mas o primeiro Magic Bullet foi criado justamente para limpar os defeitos da miniDV. Uma coisa que ajuda muito é usar um bom redutor de ruídos. O Neat Video é excelente para isso. Ano passado finalizai dois documentários rodados em baixa (miniDV e DVCAM) que limpei com o Neat Video e depois converti para alta definição. O uso posterior de grão de película escaneado ajuda muito nesses casos, quando usado com bom senso, pois o movimento dos grãos ajuda a disfarçar as imperfeições do formato e dá a ilusão de que a resolução original é maior.

    • Sim, dá pra fazer. Você encontra alguns grãos escaneados na internet e pode usar as ferramentas de compositing, tanto no programa de edição quanto no After Effects, para superpor os grãos.

  28. Nossa… Você é O Cara! Eu tinha é que fazer um estágio com você! Eu que sempre fui mais da parte criativa agora to tomando gosto pelo lado mais técnico (que obviamente também é criativo) graças as suas dicas, sem falar que meu trabalho vai subir muito em qualidade visual. Congratulations!

    • Paulo, hoje em dia todo artista tem que ter conhecimentos técnicos. É inevitável para se obter os melhores resultados. A gente só não pode deixar o lado técnico ter mais importância que o artístico. O segredo é conviver harmoniosamente com os dois. Afinal, ferramentas podem ser complicadas, mas são apenas ferramentas. Basta escolher a melhor para cada trabalho e aí soltar a criatividade.

  29. Fala Paulo,
    uma questão que tenho qnd filmo com canon é ate que ponto posso aumentar o iso(asa) sem comprometer a imagem com ruído?
    Ex: numa situação a luz de velas que precisaria de asa 1600 ou maior mas acredito q se usar 800 ja começo a ter problema de ruido.
    e no caso de ter q usar a asa maior q 800 eu posso reduzir isso na conversão?

    abs

    • Depende da Canon. Uma 5D Mark III, por exemplo, tem um nível de ruído extremamente baixo mesmo com ISO bem alto. Já uma T2i apresenta muito mais ruído. A qual modelo você se refere?

  30. Olá Paulo, aqui vai meu primeiro teste com a GH2 e o 5DtoRGB e aproveitei e coloquei os grãos de 35mm que você havia me indicado para o arquivo miniDV. Este take fiz há algum tempo com hack antigo, lente difícil e câmera na mão (tremendo). Escolhi ele propositalmente para avaliar as melhorias na imagem. Depois utilizarei este fluxo de trabalho numa cena originalmente boa. Cor no Vegas Pro, na dúvida renderizei em 32 bit video levels (tinha a opção de 8bit video levels, não sei qual é a melhor. Você sabe?) Gostaria da sua avaliação da imagem. Obrigadão e Grande Abraço!

    • Paulo, a cor está muito estranha. O cachorro está verde. Você não notou isso aí? Experimente fazer o render em 8 bits. Pode ser a conversão do Vimeo que não tenha acertado com os 32 bits.

    • Melhorou bastante, Paulo. Mas acho que você deveria calibrar seu monitor. A imagem continua com as cores um pouco estranhas e bastante saturadas.

  31. Olá Paulo, Obrigado pelas dicas.

    Você comentou que não é recomendado usar o Technicolor Cinestyle já que ele degrada a imagem para colorizar que o ideal é utilizar o VisionColor, ai me surgiram duas duvidas:

    1) Entre não usar um perfil nenhum para colorizar e o Cinestyle, o que seria melhor?
    2) E o novo perfil da Canon (Video Camera X–series-look) seria melhor que o VisionColor e o Technicolor?

    Qual a recomendação que eu devo passar para quem for filmar para obter a melhor qualidade capturando em H264.

    Obrigado

    • Andre, é melhor usar o estilo neutro da câmera, com contraste reduzido, que o Cinestyle. Quanto ao perfil Video Camera X ele foi desenvolvido para deixar as EOS mais próximas das câmeras de vídeo da linha X. Ele é muito parecido com o perfil neutro e é melhor que o Cinestyle. Mas o VisionColor é superior, principalmente nos tons de pele.

  32. Já vendi um dos monitores e vou vender os outros 2 pra comprar os que vc sugeriu. Apesar disso eu ainda to testando o padrão de cores pra tal ceninha que mostrei. Eu quero um pouco saturado mesmo, mas que não fique estranho. To tentando chegar no ponto. Enquanto isso, se você quiser ver o clipe que fiz pra uma cantora aí vai o link (se quiser comentar será bom pra mim): https://vimeo.com/94552413

    • Paulo, o clipe ficou legal. O que me incomoda são os momentos em que você coloca uma cor que não tem muito a ver com a sequência original. Por exemplo, quando você coloca a imagem com magenta predominante quando antes era esverdeada. O uso de cores deve sofrer um certo critério, senão causa uma certa confusão emocional, já que as cores têm uma influência forte sobre os nossos sentimentos. Meu conselho é escolher um estilo para cada sequência e não variar muito, pois além de ficar mais elegante vai passar melhor a emoção desejada.

      • Olá Paulo, eu achei mesmo que você ia falar sobre a variação de cores. Se fosse em um filme eu não teria feito desse jeito, mas como era clip tentei arriscar um pouco, de qualquer forma gostei do seu toque (como sempre). Agora estou finalizando um curta meu em P&B e o programa trava a renderização lá pelos 40%. A pergunta é: eu posso renderizar o filme em partes e depois pegar os arquivos gerados e juntá-los em outro projeto e renderizá-los todos juntos depois, sem perda visivel de qualidade? A data para inscrição nos festivais está no limite e eu aqui correndo contra o relógio… grande abraço pra você e obrigado!!!

        • Paulo, não creio que haja perda de qualidade desde que você utilize os mesmos parâmetros e o mesmo codec.

          • Obrigado mais uma vez!!! Quando eu colocar o seu nome na lista de agradecimentos é com o ‘M’ abreviado do jeito que aparece aqui no site?

          • Paulo, pode usar com o M. abreviado, assim como assino aqui no site. Obrigado!

  33. oi, Tudo bem?
    Parabens pelo site. Esta muito interessante. :)
    Tenho um problema. O scrip fala q nao encontra a aplicacao na pasta. Eu acho q pode ser porque eu tenho a versao 5dtoRGBLite 1.5.11. Pode ser que el scrip nao funcione por ser outra versao?
    Alguem mais teve esse problema e conseguiu solucionar?
    Ou por favor, alguem tem uma versao mais antiga do programa 5dtoRGB para me passar? Na pagina oficial de Rarevision nao tem. So tem as versoes mais novas.
    Por favor, preciso de ajuda urgente!!!!

  34. Parabéns Paulo ,Ótimo blog..
    Arquivos convertidos, e na hora de importa-los para o final cut pro x ,qual é ha melhor opção??
    Create optimazr media ou proxy media?
    Ou isso não tem nada ha ver?

    • Marcelinho, Os arquivos já foram convertidos para ProRes, portanto o X já trabalha com eles como nativos. Não é necessário otimizar, pois já estão otimizados (a otimização consiste em converter para o formato nativo, que já é ProRes) nem passar pra proxy. É só sair editando.

  35. saber se esse erro na conversao ta vindo sem o audio e so no gratuito ou no batch tbm ta tendo mesmo erro

    • O normal é o audio ser gravado com o vídeo convertido, mesmo na versão gratuita. No entanto, se você modificar a cadência (número de fotogramas por segundo), o audio fica automaticamente desabilitado. Procure baixar a versão mais recente, também, pois algumas versões mais antigas não transmitiam o audio de arquivos MTS.

  36. Olá Paulo! Trabalho em uma ONG e pretendemos comprar alguns equipamentos de filmagem (inicialmente os principais necessários) para produzir videos aulas e documentários. Estou em dúvida se compro a câmera EOS 7D ou 70D da Canon o que vc me recomenda? Também pensei em comprar a lente Tamron SP AF17-50mm f/2.8 XR Di II LD Aspherical [IF] vc recomendaria outra lente? Analisando custo benefício. Li uma matéria, aqui na pagina, sobre microfone direcional tipo boom EM320E e gostei muito. Também gostaria de saber qual refletor, tripé, filtroe programa de edição usar? Vc teria uma indicação de curso de edição? Agradeço muito sua ajuda.

    • Mônica, entre as duas, para o seu uso, eu recomendo a 70D. A Tamrom é excelente, mas eu recomendo o modelo sem VC. Ele tem mais definição. Eu tenho uma lente dessas e ela é excelente. Você pode ver a resenha dela aqui no VideoGuru. O programa de edição que eu uso e recomendo é o Final Cut Pro X. Ele tem a concepção mais avançada e moderna de todos os programas disponíveis no mercado atualmente, tem um preço ótimo, é muito rápido e é fácil de aprender. Eu também recomendo o Adobe Premiere CC de última geração. Com o sistema de assinatura da Creative Cloud você passa a ter acesso a toda a linha Adobe de aplicativos, o que é sempre muito bom.

      Quanto ao tripé, aí a coisa complica um pouco pois existem diversas faixas de preço, de menos de US$ 200 a mais de US$ 7 mil. Acho que você deve comprar o melhor tripé que puder levando em consideração o preço da câmera em si. Um bom tripé deve ter uma cabeça hidráulica decente. A Bogen / Manfrotto faz excelentes tripés por um preço razoável. E a Sachtler (que é top) tem o excelente Ace M por US$ 590. Bons tripés, assim como boas lentes, são um excelente investimento pois duram muitos anos. É provável que você troque de câmera muitas vezes e continue com o mesmo tripé. Por isso, não compre um muito barato e vagabundo. Invista em algo que lhe proporcionará estabilidade e uma cabeça que proporcione movimentos suaves e seguros.

      Luzes são mais complicadas ainda. Vai depender muito de quanto você tem disponível para gastar e o tipo de filmagens que deseja fazer.

      Quanto ao curso, sinceramente não conheço nenhum 100% que eu possa recomendar. Temos planos de oferecer nossos próprios cursos, em um futuro próximo.

  37. Boa tarde, Paulo!

    Estive pensando no funcionamento deste programa 5DtoRGB e, pelo que eu entendi, ele funciona como o WinRAR: descompacta os arquivos que a câmera compactou, do mesmo modo que um arquivo .rar é descompactado. É isso mesmo?

    É que gravei um vídeo que vai precisar de uma correção de cor drástica, pois está com balanço de branco, saturação e várias outras coisas super desajustadas. Só que gravei em cartão de memória, se não me engano a 24mbps. Se eu passar os arquivos pelo 5DtoRGB eu vou obter uma qualidade melhor do que se jogasse direto na timeline do Premiere?

    Obrigado.

    • Pedro, não tem nada a ver com descompactar arquivos. O que o 5DtoRGB faz é extrair o máximo do sinal que está contido no formato h.264, que não consegue ser reproduzido normalmente, e converter para ProRes 422HQ ou 4444. Com isso você consegue obter um resultado bastante superior ao que o Premiere (ou qualquer outro programa de edição) oferece. Como o H.264 tem que ser descomprimido em tempo real, não há como fazer um processamento tão sofisticado quanto o que o 5DtoRGB oferece. Além disso, depois que o material é convertido para ProRes ele fica muito mais leve e não precisa mais ser descomprimido em tempo real, liberando seus processadores e placa(s) gráfica(s) para outras tarefas.

  38. Ah, mais uma coisa: não entendi porque tenho que fazer a conversão antes da edição. Não posso editar com os arquivos H.264 e depois substituí-los (com o Replace footage) pelos convertidos? Porque vai ficar difícil trabalhar com os arquivos em ProRes 422 (HQ) – são bem pesados.

    • Pedro, os arquivos em ProRes são bem mais leves que os H.264. Estes últimos podem ocupar menos espaço no HD, mas exigem muito dos processadores e placa gráfica para qualquer operação, inclusive um simples Play. Se você está com falta de espaço, pode tentar o procedimento que citou. Mas aconselho fazer um teste antes, com um material curto, antes de trabalhar no material completo para evitar surpresas.

  39. Parabéns Paulo…..
    Você tirou milhares de duvidas minha.
    Quero minha carteirinha de fã clube…kkkk
    Só estou com uma duvida,baixei o 5DtoRGB estou testando em um arquivo pequeno mas parece que ainda nem começou a codificar,meu pc é um core i5,4gb memoria e placa GTX 275 448Bits. Você acha que devo melhorar o pc?
    Vlw mesmo pelas suas dicas,aprendi muito de verdade em 1 hora lendo suas respostas aos amigos.
    VC É O CARA!!!!!!

    • Carlos, você precisa de mais memória RAM. O ideal seriam 16GB. E, o mínimo, 8GB. Obrigado e um abraço.

  40. Oi Paulo, muito bom os seus toques por aqui! cara, eu comprei o 5DtoRGB depois de ler esse post e tbm comprei o VISIONCOLOR. Na compra vieram dois, ele e o VISIONTECH. Vc sabe me dizer que diferença existe de um para o outro e qual é o mais neutro (melhor) pra um pós? Também li a respeito do CINELOOK, da visioncolor tbm. Sabe me dizer se vale a pena investir nele? Abraço!

    • Glauco, a diferença entre os dois é muito sutil e é mais uma questão de preferência. Eu acho que o VisionColor dá pra usar até sem correção, enquanto que o VisionTech exige um pouquinho mais na pós. Faça uns testes comparativos e escolha o que mais lhe agradar.

  41. Oi Paulo,

    Filmo pequenos projetos, maioria de música, com T3i/EOS-M e edito no FCP X. Uso ML e Visioncolor (Cinelook nos planos). E aprendendo a usar algumas ferramentas de pós como neat video e Finalizer.

    Deixe-me ver se entendi como é o workflow para me beneficiar desse conversor.

    1. Copiar os MOV da câmera pro HD;
    2. Convertê-los com o 5DtoRGB;
    3. importar os arquivos convertidos pro FCP;
    4. prosseguir…

    É isso mesmo?

    Grato e um abs,

    Vinnas

  42. Olá Paulo, tudo bem?

    Estou com um problema com a importação dos meus arquivos para o FCPX. Ao visualiza-los no arquivo nativo importado da minha câmera (Canon 6D) a qualidade se mantém, mas quando importo para o FCPX os arquivos perdem qualidade, mesmo com o optimized media selecionado na hora da edição. O clipes possuem a configuração de 1920 X 1080 com 29,97fps. Crio o evento e projeto com as mesmas configurações, mas, mesmo no evento, antes de inseri na timeline já sinto perda de qualidade em resolução. Pode me sinalizar caso esteja fazendo algum procedimento errado na importação ou na configuração do projeto?

    Obrigado e parabéns pelo Blog!

    • Márcio, sugiro que você repita a pergunta em uma das matérias sobre o FCPX, pois assim alguém poderá lhe responder melhor. Certamente não tem nada a ver com o material da 6D.

  43. Tudo bem Paulo? Lí praticamente todas as suas respostas sobre o 5DtoRGB e entendi beeem pra que ele serve.

    Baseado nas informações que ví pretendo melhorar ao máximo minha captação pra auxiliar no FCPX (Canon 60D / ML Nightly sempre atual / iMac27).

    Na intenção de me livrar das lentes de kit (18-135 com aberração de tudo) preferi as vintage e comprei uma Super Takumar 50/1.4 (sim, a radiotiva) pra fazer externas noturnas e pra fazer externas diurnas / estúdio está aqui a velha Helios 44M-4, 50/2 (gostei mais do recorte desta, além do flair roxo) (logo mais vem uma anamórfica), são lentes quase premium com qualidade ótica bacana, acredito que vá dar um bom ganho na nitidez.

    Também já compreendi que o melhor setup na câmera é FLAT… posso usar o padrão “Neutral” da própria Canon ou recomenda algum setup de captação personalizado (mesmo do ML)? Compreendo que isto irá variar de acordo com o tipo de imagem abordada, porém estou falando sobre um setup mais genérico.

    Agora vamos na pergunta propriamente dita:

    Numa Canon 60D > lente boa > setup bom > 5DtoRGB > ProRes 4444 > FCPX > ??? •
    O que mais me recomenda pra chegar na qualidade técnica máxima da minha 60D / Apple? (Programas de colorização? Plugins? After Effects? Quero chegar naquele tal verniz de bom filmlook, mais com cara de cinema e menos cara de instagram. =) Ainda não estou abordando a concepção artística de luzes ou enquadramentos).

    Uma boa referência que tenho sobre nitidez, profundidade de cor e o tal verniz que digo é esta aqui:
    https://vimeo.com/92072494

    Muito Obrigado Paulo,
    Grande abraço.

    • Alek, Parabéns pelas lentes. Também sou fã de lentes clássicas. Elas têm uma personalidade incrível.

      Usar o perfil Neutral ou o Vision Color (que é pago mas custa apenas US$7) funciona muito bem. Mas o Cinestyle da Tecnicolor não é muito bom para a compressão das HDSLRs Canon. Você acaba perdendo latitude em vez de ganhar, já que a imagem é de apenas 8 bits e o perfil joga muita coisa fora, aproveitando somente os tons de cinza. Quando você tenta recuperar na pós, termina com defeitos como ruído em excesso e bandas nos degradês. Melhor expor corretamente, protegendo os pretos e as altas luzes para não clipar nenhum dos dois. Tanto o perfil Neutral quanto o Vision Color permitem isso.

      Uma coisa que dá pra notar no vídeo que você enviou como referência é a iluminação bem feita. Isso é uma das coisas que fazem a maior diferença na imagem e dão uma aparência bem mais profissional. Claro que tem uma exposição bem cuidada, enquadramentos, movimentos de câmera bem aplicados, etc. E um bom tratamento de cor, também. É um conjunto de coisas. Um erro frequente que tenho visto cada vez mais é o uso de plugins enlatados ou LUTs por pessoas que acham que basta aplicar um filtro qualquer que a imagem fica bonita. É o tal do “efeito Instagram” que você mencionou. Um tratamento de cor é bem mais complexo que isso, assim como é o conjunto de todas as etapas que torna um trabalho mais cinematográfico. Se você começa com uma filmagem de qualidade, segue o fluxo de trabalho que mencionou e faz um bom tratamento de imagem, pode facilmente obter o resultado desejado.

      Se você tem um computador que forneça as especificações mínimas exigidas pelo programa, você pode baixar gratuitamente o DaVinci Resolve Lite do site da Blackmagic: http://www.blackmagicdesign.com

      O manual é excelente e dá muitas dicas de tratamento de cor. É um dos melhores programas de tratamento de cor do mundo, usado na maioria dos grandes filmes internacionais. Com ele, o limite é o seu conhecimento.

      Caso ache meio complicado, pra começar, você pode ir praticando com as ferramentas de correção de cor de seu programa de edição favorito.

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