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Competição aumenta e RED baixa preços de câmeras

Segundo a RED, os lançamentos recentes da Sony não têm nada a ver com o motivo da baixa de preços. Mas está mais do que claro para todos no mercado que a causa verdadeira é a competição cada vez maior.

Nunca os preços das RED foram tão acessíveis. Mas o presidente da empresa, Jim Jannard, nega que o motivo da queda de preço tenha ligação com os lançamentos da Sony, embora o timing torne seu argumento muito suspeito.

Segundo ele, a queda se deve ao aperfeiçoamento do sistema de fabricação e ao pagamento dos custos de pesquisa e desenvolvimento. Daí, podem vender suas câmeras por menos.

Seja qual for o real motivo da queda de preços, é inegável que a competição aumentou, e muito, nos últimos meses. E tende a aumentar ainda mais com os lançamentos que estão por vir, como a câmera de cinema chinesa KineRaw S35.

É óbvio que as Sony F5 e F55 vieram para brigar diretamente com a RED. E brigar contra a gigante japonesa não é uma tarefa nem um pouco fácil.

Sony F5 e F55 – duas câmeras 4K para incomodar as RED.

Quando a primeira RED foi lançada, abocanhou sua fatia de mercado pela qualidade e porque não havia competição na mesma faixa de preço. E manteve esse nicho por um longo tempo.

Mas o mercado mudou totalmente com o surgimento das HDSLRs. Embora elas não fossem exatamente competidoras diretas da RED, tornaram a produção de qualidade possível a um preço inédito.

Com a reação lenta dos competidores, as HDSLRs roubaram um bom pedaço do mercado das câmeras tradicionais e acabaram competido, em certos tipos de trabalho, até com as RED.

Agora que a Sony resolveu entrar na briga pra valer, a RED ficou em uma situação difícil. Passou da companhia com câmeras de qualidade com preços acessíveis a uma companhia com produtos caros diante da competição.

KineRaw S35. RAW 2K em 12bits por US$ 7.000.

Mas o que realmente interessa é que, agora, muita gente que sonhava com uma RED vai poder realizar o sonho de ter uma. Veja as mudanças de preço abaixo (em dólares americanos):

RED EPIC-M: $24.000 contra antigos $39.500
RED EPIC-X: $19.000 contra antigos $34.500
RED SCARLET-X: $7.950 contra antigos $9.700
RED ONE M-X c/módulo SSD: $4.000 contra antigos $25.000 (recondicionada)

Mas é bom levar em conta que os preços acima são somente para os corpos das câmeras, e um sistema básico, pronto para trabalhar, sai por alguns milhares de dólares a mais.

Além do custo do equipamento em si, trabalhar em RED RAW é um processo bem pesado para a pós, exigindo longos períodos de processamento das imagens, mesmo com as placas RED ROCKET.

E, é claro, o material tem que ser convertido de 4K ou 5K para 1080 ou 2K para que possa ser exibido. Além disso, os 4K ou 5K das RED não correspondem à definição tradicional de 4K, ficando aquém da qualidade de câmeras de 4K reais como a Sony F65 (veja nossa matéria sobre 4K).

Outro fator não considerado por muitos é que a RED cobra uma taxa extra de US$ 1.213 para transferir câmeras usadas de um dono para outro, exigindo que a câmera seja enviada para a fábrica. Senão, perde-se a garantia e o suporte.

Apesar disso tudo, as RED são câmeras fantásticas quando o material é convertido para 2K ou 1080, sendo utilizadas em grandes produções cinematográficas mundiais.

Se ter uma RED se encaixa no seu orçamento e fatia de mercado, agradeça à Sony e às HDSLRs Canon por essa queda de preços. Mas corra porque apenas uma RED ONE MX restava para venda quando escrevi este artigo.

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14 comentários Nesse post
  1. Paulo, qual (ou quais) as diferenças da EPIC-M da EPIC-X? Não consegui diferenciar isso no site da RED. E, já me aproveitando do seu conhecimento apurado no assunto, qual um setup mínimo para compra de uma EPIC ou SCARLET?
    Obrigado.

    • Marcelo, a principal diferença é a data de venda original, pois as duas são idênticas. A EPIC-M foi introduzida no início de 2011 e a EPIC-X no final de 2011. Existe ainda mais uma diferença não significativa. As EPIC-M foram montadas à mão e as EPIC-X em uma processo industrializado. Isso se deve à estrutura da RED que, sendo uma empresa relativamente pequena, costuma entregar um número limitado de câmeras aos clientes preferenciais antes de fazer entregas em massa. Muitos até reclamam de que se trata, na prática, de um sistema de testes beta pago pelo próprio usuário. Realmente, os pioneiros sempre apanham um pouco com os problemas iniciais das câmeras. Por outro lado, a RED testa suas câmeras em situações reais de trabalho, fazendo updates frequentes.
      No caso de adquirir uma delas agora, não há diferença alguma pois ambas contam com os mesmos componentes e firmware. Talvez ter uma EPIC-M seja até um certo privilégio para os fans mais fanáticos da marca por tratar-se de uma espécie de protótipo. Daí o preço mais alto. Mas, no fundo, tratam-se de máquinas absolutamente idênticas.

    • Opa, ficou faltando o setup mínimo. Você vai precisar de um monitor, baterias, carregadores, plate para montagem das baterias, mídia de gravação (a mais barata é o SSD de 48GB – REDMAG – por US$500 cada), um leitor de mídia REDSTATION, mount para a câmera e acessórios básicos como trilhos, um tripé bem parrudo, lentes, etc. Calcule gastar aproximadamente o mesmo valor da câmera nesses acessórios básicos. É, a RED não é uma câmera barata, nem mesmo com os preços dos corpos reduzidos.
      E se você mesmo for editar seu material, precisará de um computador de última geração e de uma placa RED ROCKED, pois sem ela o processamento das imagens demora uma eternidade.

  2. E cadê a tal Red Epic XS35 que fotografa em still? Esta sim que viria para competir direto com as HDSLR.

  3. Paulo, agora sim, entendi, finalmente. Obrigado pela ajuda. Ah, e parabéns pelo blog. Seus textos sempre trazem informações úteis e atuais, de forma clara e com um excelente nível de cordialidade.

  4. Olá! estamos em duvida entre comprar a red scarlet-x e a red one … qual seria a real diferença entre as duas ? a mais barata contando com todos os modulos bateria monitor … seria a one ?

    Abraço!

    • A Red One é a mais barata, mas é um câmera “fim de linha”. Ou seja, a Red já disse que não vai desenvolver mais para ela. Por outro lado, é uma câmera muito boa. Se vocês querem investir em câmeras para alugar, como o mercado brasileiro adora novidades eu recomendaria a Scarlet. Mas, se vocês querem uma câmera para trabalhar, a Red One é capaz de imagens fantásticas com qualidade de sobra para longas, publicidade, etc. E, com o que vocês vão economizar, dá pra investir em boas lentes – o que faz uma diferença enorme na qualidade final da imagem.

    • O R3D é o codec Redcode Raw, da RED. Tratando-se de um formato RAW, ele obriga que a imagem seja transcodificada para poder ser exibida. Ele tem mais a ver com o Cinema DNG da Adobe do que com o ProRes.

      O sinal de vídeo R3D é armazenado usando um codec de bitrate constante, intraframe, baseado em wavelet, com 4 canais (1 para vermelho, 2 para verde, 1 para azul), em uma variante do algoritmo JPEG2000, utilizado para stills e para a criação de DCPs para cinema digital.

  5. Em termos de custo, a Sony F5 e F55 tbm exigem compra de acessórios. E podem sair bem mais caras q equipar a Red Scarlet, por exemplo.
    Em todo caso, para nós consumidores, a briga de mercado é boa.
    Aguardar que a Panasonic entre nessa tbm.

    • Com certeza, Rodinério. Na verdade, a maioria das câmeras à venda hoje em dia exige a compra de acessórios. Mas é sempre bom lembrar isso, pois ainda tem muita gente que acha que é só comprar o corpo da câmera e pronto.

      Desde que o artigo foi escrito aconteceu muita coisa. A Blackmagic 4K, por exemplo, que agora ainda teve o preço do corpo reduzido para US$ 2.995,00. Certamente os profissionais nunca tiveram tantas ofertas de câmeras de alta qualidade a preços tão baixos.

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