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Feliz 2012

Fade out de 2011 com fade in para 2012. Mas peraí, antes dessa virada, que tal um rápido rewind nessa timeline, lembrando as coisas que mais marcaram 2011 para nossas vidas de artistas digitais?

Começando pelo começo. No início de 2011, aparecem as primeiras máquinas com interface Thunderbolt, inicialmente nos modelos Macbook Pro, e depois, no resto da linha, exceto o modelo Mac Pro.

Ao longo do ano, foram começando a aparecer os primeiros dispositivos de captura e armazenamento com portas Thunderbolt, com destaque para o disk array Pegasus R6, da Promise, que ganhou uma resenha na macmais e no Videoguru. Há a espectativa do Io XT, da Aja, que promete ser a melhor opção de captura e saída de audio e vídeo via Thunderbolt.

Em fevereiro, depois de uma demonstração para alguns editores e caras da mídia, Larry Jordan declara que o novo Final Cut Pro era “de cair o queixo”.  Em abril, em plena NAB, ocorre uma demo para o público. Os rumores se multiplicam dando conta de que o novo software seria mais voltado para os usuarios chamados “prosumer”. Finalmente, em junho, a Apple lança o Final Cut Pro X, e o mundo dos editores vira de cabeça pra baixo.

Depois do choque e da revolta, com a poeira assentando, e com a promessa da Apple de restituir ao FCP X recursos fundamentais para workflows mais próprios da produção broadcast e de cinema, os animos foram se acalmando. Muitos já enxergam o programa como uma ferramenta com grande potencial.

Mas aí veio o pior. Em outubro, morre Steve Jobs, aquele que tirou a Apple da beira do túmulo, e transformou o Macintosh num “hub digital”, que bancou o Final Cut e outros aplicativos que fizeram dos computadores Apple a máquina preferida da grande maioria de editores e artistas digitais. A comoção foi geral, de alcance mundial e inexplicável. Apesar da perda, a Apple se posicionou de maneira firme, com o trunfo de uma agenda de inventos do gênio para os próximos 5 anos.

No fim das contas, o FCP X acabou sendo a última cartada de Jobs na área do video digital, seguindo sua máxima de que simplicidade é sinônimo de sofisticação.

E agora, no final do ano, num mesmo dia, em 3 de novembro, tivemos 3 lançamentos de peso que agitaram o mercado do audiovisual. A Avid lançou o novo Media Composer 6, de arquitetura efetivamente aberta, 64 bits e interface modernizada. A Red lançou a camera Scarlet-X, de custo médio, inferior a US$20.000, com resulução 4K. E a Canon lançou a camera de cinema digital C300.

Isso num ano em que a Sony já havia lançado uma outra camera fundamental, a NEX-FS100, camera de vídeo com sensor largo e lentes intercambiáveis por menos de US$6.000, a sua verdadeira resposta para recuperar o terreno perdido para as cameras HDSLR na produção independente. Sem esquecer de mencionar a sensacional versão da GoPro, a camera HD Hero 2, a pequena notável que apaixona qualquer um, agora em full HD e entrada para microfone.

Em 11/11/11, o Videoguru foi anunciado nas redes sociais, como um blog profissional sobre video digital com notícias, artigos e tutoriais escrito no Brasil para profissionais brasileiros.

E assim chegamos ao final de 2011. Ufa! E agora, como será que vai ser esse mundo sem Steve Jobs? Foi isso que perguntou a filha de 9 anos de um dos meus amigos depois que o gênio do Vale do Silício morreu. Pois é. Espero que se perpetue na Apple a sua visão de que os computadores e a tecnologia digital devem fazer da vida humana uma experiência mais rica, simples, criativa e prazeirosa.

Então, e quanto a 2012? Pessoalmente, estou curioso para saber o que vai acontecer com a linha Mac Pro ou o que quer que vá substitui-la, se é que algo vai substitui-la. Torço para que sim, que venha mais uma máquina revolucionária que nos permita criar mais e melhores filmes e vídeos, que é do que se constitui grande parte das nossas vidas.

Espero que em 2012 o FCP X avance bastante na direção que todos nós queremos, de se tornar um programa de edição não-linear mais do que poderoso e inovador, mas também completo, protro para qualquer workflow. Já houve dois updates, um deles com a volta do formato de compartilhamento XML, e todos aguardam um grande update para o início do ano, com direito à monitoração de video broadcast e à edição multicamera.

Torço também para que seja o ano de fundação de uma associação de editores e montadores forte e unida, capaz de mobilizar essa classe de profissionais tão importante, que tem tudo para crescer incrívelmente nos próximos anos e décadas.

No mais, saúde, paz, amor, amizade, prosperidade, sabedoria e coragem! E que o Videoguru se fortaleça, e possa estar cada vez mais próximo, compartilhando informação e contribuindo para o desenvolvimento dos profissionais de pós-produção criativa e todos aqueles trabalham com vídeo digital no Brasil.

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