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Final Cut Pro X, Resolve e Smoke em Amsterdam

Na onda da IBC 2013, o pessoal do CPUG Network, liderado por Michael Horton e Daniel Berubé, realizou mais um de seus encontros anuais em Amsterdam, os famosos SuperMeets.

E dessa vez, o pessoal do CPUG foi bastante generoso com o pessoal que ficou de fora. Pouco mais de uma semana depois do evento, postou três vídeos no seu canal do Youtube com as principais palestras promovidas durante o encontro e que reproduzimos aqui nesse post.

 

Larry Jordan responde se o FCPX está pronto para trabalhos profissionais

A palestra mais concorrida e aguardada foi a do polêmico Larry Jordan, que estava lá para tentar responder novamente a mesma pergunta que ele tentou responder logo que o Final Cut Pro X foi lançando, há mais de dois anos atrás: o novo software de edição da Apple está pronto para uso profissional?

Na primeira parte da sua fala, Larry analisa o próprio sentido do termo “profissional” no contexto dos softwares de edição atuais, e recapitula a trajetória do FCPX, de seu lançamento até os dias de hoje.

A seguir, afirma que a questão do FCPX estar ou não pronto para uso profissional pode ser discutida em três aspectos: referências (quem está usando a ferramenta atualmente), visão pessoal (como cada um percebe e reage às mudanças que o FCPX propõe), e técnica (recursos da ferramenta).

Pelo lado do aspecto das referências, Larry nos dá informações interessantes sobre como o FCPX está sendo absorvido pela indústria audiovisual, por exemplo, tendo sido adotado inclusive em uma grande produção de Hollywood que está ocorrendo agora.

No aspecto da visão pessoal, em que pese a desastrosa estratégia de lançamento do programa, ele também questiona a resistência e o medo de mudar entre os profissionais de edição. Para Larry, o profissional não deve ficar preso a uma única ferramenta. Ele entende que há trabalhos que podem ser mais adequados para uma ou outra, e que o FCPX, com todas as mudanças que ele traz, tem lugar nessa “caixa de ferrametas” do editor contemporâneo.

Quanto ao aspecto técnico, ao invés de falar do FCPX propriamente, Larry fala de alguns programas super interessantes que compõem o hoje vastíssimo ecossistema que rapidamente se construiu em torno do programa, tais como 7toX for Final Cut Pro X, Sync-N-Link X, Change List X, Producer’s Best Friend, todos da Intellingent Assistance, e ainda EDL X e Marker, da XMiL Workflow Tools.

Praticamente todas as ferramentas apresentadas por Larry estão baseadas nas possibilidades técnicas pela fantástica estrutura de banco de dados que serve de alicerce para o FCPX, e realmente facilitam bastante workflows complexos como o de uma grande produção.

Mostrar esses programas, de certo modo, foi a maneira que Larry encontrou para responder se o FCPX estaria pronto para aplicações profissionais. Mas os que quiserem saber a resposta exata do guru para essa pergunta precisarão assistir o video abaixo até o final. 😉

 

Alexis Van Hurkman mostra o Smoke em ação

Outra palestra bastante interessante foi apresentada por mais uma estrela dos SuperMeets, Alexis Van Hurkman, especialista em color grading e efeitos visuais, e Marc-André Fergunson. O tema da palestra foi o uso do software Autodesk Smoke, enfatizando sua experiência com o programa em um trabalho de ficção, e de como a ferramenta o ajudou a contruir e aperfeiçoar a narrativa.

 

James Tonkin fala dos novos recursos do Resolve 10 com imagens da Cinema Camera e da Pocket Camera

A última palestra que temos para mostrar nesse post é dedicada ao Blackmagic Design DaVinci Resolve 10, e proferida por James Tonkin. A nova atualização, já disponível na versão Lite beta, é abordada aqui em seus novos recursos, a partir de um trabalho com imagens captado com as novíssimas cameras Blackmagic Design Cinema Camera e  Blackmagic Design Pocket Camera, e editado no Final Cut Pro X. James explica como trabalhou no Resolve 10 para finalizar o projeto e igualar o look das imagens das diferentes cameras com excelente resultados.

 • • •

E ficamos por aqui. Obviamente o post destina-se aos que dominam o inglês, uma vez que as palestras não contam com tradução para o nosso idioma. Mas é possível, ao menos nas palestras de Larry e Alexis, assistir aos vídeos com legendas em inglês, que ajudam na compreensão do vai sendo dito para quem tem domínio mediano da lingua.

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