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Lightworks para Mac já está disponível para download

Depois de muitas promessas de lançamento furadas, e após ser visto rodando no estande da EditShare durante a NAB 2014, finalmente saiu a versão para Mac OS do Lightworks. Coincidentemente, isso ocorreu no dia em que publicamos o post “Com que software de edição que eu vou”. Dessa vez, a previsão de disponibilidade para junho da aguardada versão 12.0 foi cumprida e você já pode baixar o programa pelo site do desenvolvedor. Embora ainda se trate de uma versão Beta, o que importa é que ele está ai.

A chegada do Lightworks para Mac OS é fundamental para que o aplicativo possa fazer avançar a sua base de usuários, uma vez que a plataforma da Apple, faz tempo, se consolidou como a mais popular entre os editores de vídeo. E o fato de estar sendo lançado inicialmente num versão Beta, vai ajudar nisso porque  permite que qualquer pessoa possa fazer o download e experimentar o programa sem custo algum.

LWforMac

Na realidade, o Lightworks é um programa das antigas, anterior até ao Avid, bem manjado e bastante conhecido em Hollywood. Durante muito tempo, entre meados dos anos 1990 e 2000, travou uma disputa cerrada com o Avid Media Composer pela preferência de alguns dos mais importantes editores de longa-metragens americanos. Thelma Schoonmaker, por exemplo, montadora de Martin Scorcese, é fã de carteirinha do programa. “O Lobo de Wall Street” foi editado com ele.

Uma das razões desse sucesso em Hollywood, com toda a certeza, o Lightworks sempre foi oferecido com um hardware na forma de um console para edição ultra engenhoso, e que faz referência direta aos controles comumente encontrados em moviolas cinematográficas. Ainda hoje é vendido em separado, por US2.800, um preço bem salgado para essa nova realidade do programa. Se cair para US500, pode emplacar num público maior de editores.

Console_LW

O azar do programa foi ter passado por muitas empresas diferentes num período crítico, com a concorrência acirrada do Media Composer e do Final Cut Pro. Desde que foi criado, em 1989, entre vendas e aquisições de empresas, o Lightworks rodou por cinco desenvolvedores diferentes até ser adquirido pela EditShare em 2009. Isso, com toda a certeza, atrapalhou o seu desenvolvimento e posicionamento de mercado, deixando-o meio à deriva e decadente por muito tempo.

No novo endereço, inicialmente, a EditShare havia anunciado que o Lightworks se tornaria um aplicativo de código aberto (open source). Saíram versões para Windows e Linux, mas o plano de implantação do código aberto não vingou completamente, e o programa acabou retomando o caminho comercial. Agora, com a versão para Mac OS X saindo do forno, o programa se credencia a concorrer, nessa plataforma, de igual para igual  com o Media Composer, Premiere Pro e Final Cut Pro X.

O Lightworks Pro pode ser adquirido na forma de licença perpétua por US$279, 20 dólares a menos que o Final Cut Pro X, que perde assim seu título de software de edição profissional mais barato do mercado. Também é possível comprar o LightWorks no modelo de assinaturas, tão em voga atualmente, na modalidade mensal, por de US$7,99, e na modalidade anual, por US$79,99.

Ainda há uma versão gratuita do Ligthworks, mas bastante limitada, sem os recursos de definição de localização de projetos, suporte para hardware de I/O da AJA, Blackmagic e Matrox, render da timeline, saída estereoscópica, recursos de fluxo de trabalho compartilhado, suporte para uso do console de hardware, e restrito a saídas na forma de arquivos Lightworks e H.264.

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O Lightworks é um programa baseado no paradigma clássico dos aplicativos de edição não-linear de vídeo digital, calcado num ambiente virtual que funciona como uma espécie de metáfora da moviola cinematográfica. Nesse sentido, ele vem brigar sobretudo com o Media Composer e o Premiere Pro. Os relatos dão conta de que ele está muito rápido e foi bastante modernizado, especialmente com essa versão mais recente.

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Ele, hoje, oferece efeitos e títulos em tempo real; edição multicam; suporte para formatos nativos de praticamente todos os fabricantes de camera; timeline multi-resolução, multi-formato e multi-codec; render, importação e exportação em segundo plano; suporte para hardware I/O de terceiros; e suporte para trabalho compartilhado. Ou seja, está pronto e completo, com tudo que editor moderno precisa.

Resta por a mão nele, aprender a usar, e ver como ele vai reagir ao tranco dos projetos, dos mais simples e curtos aos mais longos e complexos.

Confira as principais novidades que estão vindo com a versão 12.0:

• Novo Content Manager (gerenciador de conteúdo):
– Bins e Groups (os antigos racks) agora são todos visíveis dentro do gerenciador de conteúdo;
– Multicam Bins (anteriormente Sync groups) já estão todos visíveis dentro do gerenciador de conteúdo;
– A função de Search foi incorporada ao gerenciador de conteúdo;
– Adicionados clips, sub clips, prints, syncs, e buscas; filtros de “todos” e “recentes” para o gerente de conteúdo;
– Permite criar e editar filtros, bem como criar filtros com base em critérios de pesquisa;
– Permite arrastar e soltar os arquivos do Finder diretamente para um bin aberto;
– Importação diretamente para um bin existente;

• Adicionado novo efeito Blur para o painel Efects;

• Suporte para exportação em QuickTime Apple ProRes;

• Optimizações de interface de  usuário;

• Melhorias no Lightworks Play Engine  – elimina a necessidade de o botão Display Optimisation Field/Frame;

• Melhoria da capacidade de resposta para visualização da imagem ao mover o marcador de linha de tempo;

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Até hoje tenho um pequeno broche com o tubarão vermelho, um tipo de símbolo/mascote do Lightworks, quando visitei o estande de demonstração do programa na NAB 1997. Nunca usei o programa. Mas tenho recordações boas da demo que assisti na época. A confirmação da portabilidade para Mac OS muda o jogo para o aplicativo. Eu mesmo, que estava descrente com a possibilidade do Lightworks virar uma alternativa mais forte nesse cenário de vácuo do Final Cut Pro clássico, estou começando a rever minha opinião.

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Quem sabe, pode vir a se tornar um novo protagonista, talvez até o principal, nesse novo cenário pós-FCP7. Nessa nova fase, rodando bem na plataforma Mac, se ele conseguir sintetizar o paradigma clássico de edição de uma forma mais simples, ágil e intuitiva que o Media Composer e o Premiere, poderá vir a alcançar esse posto com facilidade. É preciso ressaltar que o Lightworks desde já passa a ser também o único programa de edição profissional ofertado nas três principais plataformas de sistema operacional existentes: Windows, Linux e Mac OS X.

A EditShare está fazendo um esforço para disponibilizar conteúdo e material de treinamento. Assista abaixo um vídeo postado por eles com um “quick start” do programa.

Os interessados em aprender a usar o Lightworks ainda podem recorrer ao canal do Youtube da EditShare com inúmeros vídeos tutoriais, ou à página de aprendizagem do programa, inclusive com um projeto demo para experimentar e treinamento on-line personalizado. Clique aqui para baixar a versão Beta do Lightworks para Mac OS X. Para mais informações, visite o site do programa, criado especialmente pelo desenvolvedor.

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2 comentários Nesse post
  1. Olá João,
    Ótima notícia você traz, mas gostaria de saber enquanto a integração do Lightworks com o Davinci Resolver. Apesar de muitos editores da vanguarda não gostar do FCP X ele é no mercado que tem uma melhor integração com este software que é indispensável em trabalhos com maior apelo.
    Ao meu ver, o FCP X tem na parte de áudio a maior dificuldade se for usado sem outro software como o Logic Pro X para melhor resultado, mas como já foi dito em diversos posts do VG, se bem compreendida a filosofia deste software é a melhor solução do mercado e ainda tem muito a evoluir, ou pelo menos, tem espaço.

    • É interessante lembrar que o Lightworks sempre foi muito usado para edição de longa-metragens para cinema, funcionando, portanto, mais como um editor offline. Essa característica combina, em tese, com a proposta da BM de tornar o Resolve um programa de finalização e edição online. O LW exporta edições nos formatos de compartilhamento de projeto AAF, EDL, Film Cutting List, e OMF. Motivado pela sua pergunta, dei uma pesquisa, e parece que os atuais usuários do LW na plataforma Linux, principalmente, estão usado o formato EDL para fazer essa ponte entre os dois programas. Baseado nesses relatos, deu para perceber que a troca entre os dois programas é possível, mas com certas limitações e procedimentos prévios obrigatórios. O FCPX usa o formato FCPX XML para compartilhamento de projetos, compatível com o Resolve, que permite, em tese, um processo mais completo de troca, facilitando o chamado “roundtrip” entre os dois programas.

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