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Man & Beast – Por trás das cenas com a Canon C500

Veja como a Canon C500 foi utilizada na filmagem do maravilhoso curta Man & Beast.

Neste vídeo você vai ver como a equipe do curta utilizou a câmera e as novas Zooms de cinema da Canon, junto com gravadores externos e o sistema ACES Não Linear, da captação à finalização.

Embora o Video Guru ainda não tenha recursos para traduções profissionais e legendas, resolvemos dar uma força para nossos leitores que não entendem inglês adicionando uma transcrição rápida do vídeo no final dessa página.

Transcrição:

A coisa mais importante em um projeto é a história –  a melhor maneira de contar essa história e como captá-la.

A capacidade de utilizar um equipamento extremamente simples de operar, que funcionou perfeitamente em cada situação, nos deu uma certa velocidade. A C500 nos possibilitou captar uma quantidade maior de imagens para contar a história.

A visão de Dante para as imagens desse filme foi muito naturalista. É ótimo ter um sensor que tem uma resolução de 4K com uma faixa dinâmica de 12 stops, que mantém cada pequeno detalhe, das altas luzes até às sombras. É lindo!

Ver a Canon entregar alta resolução em um formato RAW é algo com o qual queríamos estar envolvidos e agarramos logo essa oportunidade de ser alguns dos primeiros a tocar nessa câmera.

Basicamente é sobre um homem chamado Alan Rabinowitz, que tinha uma gagueira extrema quando criança. A história começa com Alan com 5 anos de idade, quando ele vai ao zoológico e começa, imediatamente, a conversar com um leopardo. Ele sentia conforto e confiança se relacionando com animais. Eles não o humilhavam nem implicavam com ele.

“Eu odeio a escola. Eu não quero mais ir lá. Toadas as crianças são más comigo.”

Nós tínhamos uma variedade enorme de situações de luz para fotografar e contar nossa história.

Na cena do apartamento nós aumentamos o ISO para 2500. Eu fiquei surpreso que não havia nenhum ruído sendo introduzido. Nós pudemos aumentar 2 stops para captar ainda mais luz.

Eu consegui ver detalhes nas sombras. Conseguimos captar uma faixa dinâmica ampla, visível no monitor de forma de ondas. Sem clipar as altas luzes e, ao mesmo tempo, ter detalhes nas sombras com baixíssimo ruído.

É um sensor único. Foi especificamente desenvolvido pela Canon para filmagens com números elevados de fotogramas por segundo. E o material foto sensor é muito inovador. Esse material é capaz de uma conversão altamente eficiente de fótons luminosos em elétrons. Mas o mais importate é a capacidade rápida de leitura e conversão dessa corrente elétrica. Daí temos essa alta eficiência e alta velocidade, que nos permitem obter uma sensibilidade bastante elevada.

Nós praticamente precisamos de visores noturnos para caminhar pelo set porque a câmera consegue enxergar melhor no escuro que meus olhos.

Houve uma cena em particular, depois que o personagem Alan tentou falar na sala de aula. Uma tomada que começou com a luza ambiente bem fraca. Mal dava para ver o rosto dele. Conforme avançamos no corretor, a luz aumentou em seu rosto e depois ele voltou à luz mais fraca. Esse é um ótimo exemplo de como a câmera enxerga parecido com nosso olhos.

A Canon C500, embora pareça ter lentes muito grandes presas à ela, o corpo em si é muito pequeno. Ele possibilita que se utilize uma única saída SDI 3G ligada a um gravador externo e se grave 4K RAW. Duas dessas saídas possibilitam gravar 4K em 60P.

Essa câmera opera de 1 a 60 quadros por segundo, permitindo uma saída em 4K RAW até 60 quadros por segundo em 10 bits. E isso é muito importante.

Uma das ferramentas que utilizamos frequentemente nesta câmera é a habilidade de captação a 60 quadros por segundo, para que pudéssemos alongar o tempo, alongar a tensão dos momentos vividos por essa criança.

E se você captar a 60 quadros, pode utilizar a 30 quadros. E 60 quadros é um nível ótimo de câmera lenta que dá uma suavizada geral e aumenta o drama dos pequenos momentos.

Tive muita sorte de usar as Cine Zooms e a 30-300, uma lente fantástica. Tão nítida. E que versatilidade naquela lente…

A minha conclusão é que a contribuição mais importante até agora são as lentes, e quão nítidas elas são.

Essas lentes são incrivelmente nítidas. Em 4K, você tem que estar atento ao foco em cada take. O bocal da lente e os anéis são muito fáceis de usar e, trocando da 14.5-60 para a 30-300, tudo alinha perfeitamente.

Uma das coisas que realmente ajudam é que, quando você está fotografando, tem uma idéia muito boa do que estará na tela. Eu provavelmente trabalhei mais com oa Zoom neste curta do que eu costumo trabalhar. Mas Jeff e eu concordamos que o resultado é muito bonito. E, quando você combina (a praticidade) com a resolução, não há porque não usar as Zoom.

A Canon está dedicada a desenvolver fluxos de trabalho com a ACES para suas câmeras. A FotoKem trabalhou em conjunto com os engenheiros da Canon e da Academia (de Artes e Ciências de Cinema) para desenvolver esse fluxo de trabalho, que inclui a possibilidade de correção de cor ao vivo no set, até à edição e finalização.

Eu tive acesso aos engenheiros logo no começo, trabalhando com os membros da Academia para criar algo chamado ACES Não Linear. Trabalhando com a Academia e seus engenheiros, nós avançamos e conseguimos implementar o sistema já no set, onde o diretor e o diretor de fotografia já puderam tirar proveito dessas ferramentas. E durante todo o processo de produção, do início à edição, pré-visualizção dos efeitos digitais e até a intermediação digital.

O que eu recebi foram arquivos DPX log, que nós passamos pelo equipamento e aplicamos nosso ACES Transform. Assim que esse processo é aplicado, você adiciona o contraste de volta às imagens e controla a cor para que as imagens fiquem exatamente como foram filmadas. Então, da câmera até o NextLab móvel e ilha de intermediação digital, o visual é controlado o tempo todo e a correção de cor pode ser iniciada imediatamente, com criatividade.

O que foi mais empolgante foi que, quando voltamos, pudemos ver o que havíamos filmado e a clareza era impressionante. A qualidade da imagem em 4K é algo que o público vai apreciar.

É raro trabalhar em um projeto onde o produto é algo que eu mesmo desejo.

Quanto eu posso exigir do equipamento? Quais são meus limites nessa jornada? Com a C500 nada me impediu de apresentar essas imagens da maneira mais completa e dramática possível.

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