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O Fim da Película e a Revolução Australiana

Cerca de 2 anos atrás, publicamos o primeiro de uma série de artigos sobre o fim da película na produção cinematográfica intitulado Novos Tempos – O Fim da Película e a Revolução Chinesa. Na época, os chineses estavam desenvolvendo uma câmera que possivelmente revolucionaria o mercado.

Acontece que a revolução chegou mas não veio da China. Veio da Austrália e por ninguém menos que a Blackmagic Designs, empresa famosa por equipamentos de produção e pós da mais alta qualidade, com preços incrivelmente acessíveis.

Mas, antes de falar das câmeras da Blackmagic, vamos falar de mais uma grande perda para o cinema filmado em película. No final de dezembro do ano passado (2013), o fantástico laboratório da Technicolor em Glendale, EUA, fechou as portas. O espaço de quase 4 mil metros quadrados, com 360 funcionários, foi inaugurado em 2011 para substituir um laboratório ainda maior dos estúdios Universal que havia fechado.

technicolor_Glendale

Um dos mais respeitados nomes na indústria cinematográfica, a Technicolor tem sofrido com a redução cada vez maior na produção de filmes em película e também com a conversão crescente de salas de projeção para digital.  No ano passado, mesmo, a empresa fechou seu laboratório nos famosos estúdios Pinewood, na Inglaterra. E, em julho de 2011, fechou seu laboratório em Montreal que empregava 180 profissionais.

Se a mudança da película para a produção digital é triste, porém inevitável, nada poderia acelerá-la mais do que a chegada de equipamentos de alta qualidade com preços acessíveis até a cineastas amadores e estudantes de cinema. Essa democratização da captação chegou para destruir a barreira financeira que separava os grandes estúdios dos produtores independentes no que diz respeito à qualidade da imagem e dos equipamentos.

E é aí que entra em cena a Blackmagic. Enquanto aguardávamos mais notícias sobre a revolucionária câmera chinesa, a empresa australiana liderada por Grant Petty passou à frente e surpreendeu a todos quando anunciou uma câmera capaz de filmar em RAW em 2.5K e ProRes HQ e DNxHD 1080p por apenas US$3.000,00. Parecia impossível, e mais um produto que não chegaria tão cedo ao mercado. Mas a Blackmagic já tinha a tecnologia da câmera praticamente toda em produção, só que espalhada por outros produtos.

K_Black_Magic_Camera_sideA Blackmagic Cinema Camera 2.5K em um rig ARRI

O que torna as câmeras de cinema digital da Blackmagic especiais é a vasta experiência que a empresa tem em qualidade de imagem e ciência de cores.  A qualidade de imagem já vem de longa data, desde que Grant Petty resolveu criar o primeiro sistema de armazenamento de stills digital com um preço acessível. Desde então, a empresa tornou-se pioneira na produção de placas de monitoração e captura de vídeo de altíssima qualidade com preços ao alcance dos profissionais independentes, mas utilizadas também pelas maiores casa de pós do mundo.

Daí a parte eletrônica estar pronta. Inclusive a empresa, há tempos, já desenvolve codecs de alta qualidade, assim como softwares de primeira. Entra em campo o segundo componente essencial da câmera: o gravador. A empresa já vinha comercializando, com sucesso, o gravador de vídeo digital portátil sem compressão mais barato do mercado – o HyperDeck Shuttle. Ele possibilitava que usuários de câmeras com alta compressão, como as HDSLRs, gravassem imagens com muito mais qualidade através de conexões SDI e HDMI. E isso utilizando drives SSD comuns, que podem sem adquiridos praticamente em qualquer lugar.

Quanto à ciência da cor, um quesito essencial para a qualidade de imagem necessária para câmeras de cinema digital profissionais do mais alto nível, a empresa tinha de sobra. Afinal, ela é dona do mais antigo e mais utilizado sistema de correção de cor profissional do mundo – o DaVinci Resolve. A ciência de cor por trás do produto é uma das mais avançadas que existe. Daí, adaptá-la para as câmeras foi só uma questão de empenho.


Teste de color grading com material da BMCC. Repare na latitude na imagem.

Faltava apenas um elemento para completar a câmera – o sensor. Ao contrário de outras possíveis concorrentes que baseavam seus protótipos em sensores genéricos encontrados facilmente no mercado, a Blackmagic resolveu ir bem além. Foi atrás de um sensor de alta precisão e latitude utilizado em aplicações científicas. Esse tipo de uso exige um nível de sofisticação bem maior, pois não há margem para erros. E provou ser a solução perfeita para a câmera.

Como o sensor era o único componente que fugia do controle direto da empresa, foi o que deu mais trabalho. Geralmente utilizado em sistemas vedados, ele não tinha sido projetado para ser exposto aos elementos como no caso de uma câmera em que ele fica exposto cada vez que há uma troca de lentes. Para isso, foi colocada uma camada protetora de vidro à sua frente, assim como é feito com o sensor de cada HDSLR. Só que a cola utilizada nessa primeira leva de sensores não era ideal e apresentou manchas e outros problemas. Daí a câmera acabou sofrendo um atraso de vários meses na entrega até que o problema fosse solucionado.

Com um desenho bastante radical, que sofreu diversas críticas (inclusive nossas), e um menu extremamente simples, baseado nas necessidades tradicionais da produção de cinema, a câmera vem conquistando o mercado profissional de alto nível mais rápido até do que o mercado independente de baixo orçamento, para o qual ela foi projetada. Hoje a Blackmagic Cinema Camera 2.5K (BMCC) é utilizada frequentemente como segunda câmera para a ARRI Alexa, a melhor câmera de cinema digital do mercado. Com 13 stops de latitude – um apena a menos que a ARRI – e com uma qualidade de imagem excepcional, a pequena notável australiana casa muito bem com sua prima maior da Alemanha na pós.

BMCC_PBlackmagic Cinema Camera 2.5K com lente EF Samyang 8mm

E, o que é mais impressionante, é que a BMCC está sendo usada como câmera principal de um longa com a atriz Cate Blanchett, na qual uma RED Epic é utilizada como segunda câmera (e apenas por causa da câmera lenta, segundo o diretor de fotografia). Isso sem contar várias séries de TV que já incorporaram a câmera da Blackmagic em suas produções como segunda câmera ou até mesmo câmera principal. Nada mal para a primeira tentativa da companhia australiana no mercado de câmeras.

O que assusta muita gente é o preço baixo. Afinal, como uma câmera de US$ 3 mil… Espere um momento! Esquecemos de comentar que, no meio do ano passado, a Blackmagic reduziu o preço da câmera para US$ 2 mil. Ao reduzir os custos de fabricação, a empresa resolveu repassar a economia para o consumidor, ao contrário da maioria das concorrentes.

Mas voltando ao preço ridiculamente baixo, vale esclarecer que toda a história da Blackmagic é fundada no princípio de tornar popular as tecnologias mais caras e sofisticadas. Fizeram isso com placas de monitoração e captura, sofisticados switchers para TV e com o próprio DaVinci ,que passou de US$ 250.000,00 antes da aquisição pela empresa, para US$ 30.000,00 para a versão Linux com o painel de controle completo e US$ 1.000,00 para a versão Full para Mac sem o painel (sem contar a versão gratuita do programa).

ultrascopeO Ultrascope, que acompanha a BMCC, permite monitorar, em um laptop,
os níveis de áudio, os níveis de vídeo e a imagem em si.

O fato do preço do sistema ter despencado não significa que ele sofreu em nada. Muito pelo contrário. A Blackmagic tem desenvolvido ele sem parar, oferecendo funções muito mais sofisticadas que as originais, incluindo agora a edição online.

Portanto, se existe alguma desconfiança em relação à câmera por causa do preço baixo, ela não tem fundamento algum. A câmera, de fato, oferece uma qualidade de imagem de primeira por um preço inacreditável.

Vale mencionar o depoimento recente de um profissional que trabalha para uma conhecida empresa de locação de equipamentos no exterior.  Após retornar duas câmeras Canon C300 por insatisfação dos clientes (sofisticados), a empresa baixou o preços de suas RED One para oferecer uma alternativa às C300.  Como a Alexa é o carro chefe da empresa, sendo considerada melhor que as RED e muito melhor que as Canon, o profissional ficou surpreso com a qualidade da câmera de cinema 2.5K da Blackmagic. Apesar da Alexa estar em outro patamar de preço (aproximadamente US$ 80 mil), a pequena Blackmagic oferece, segundo ele, “processamento de imagem e codecs que são bem leves na pós e uma estética de imagem mais próxima da Alexa do que das REDs”.

blackmagic-pocket-cinema-camera-6Blackmagic Pocket Cinema Camera. A menor câmera de cinema digital do mundo?

Não satisfeita com sua câmera de 2.5K, a Blackmagic lançou outros dois modelos em espaços de apenas alguns meses.  A Blackmagic Pocket Cinema Camera (BMPCC), com o preço de apenas US$ 1.000,00 e tamanho pouco maior que um telefone celular e a Blackmagic Production Camera 4K (BMPC) por US$ 3.000,00 – um modelo com 1 stop a menos de latitude e menor sensibilidade para luz, desenhado para produções de TV e eventos.

Como as câmeras da Blackmagic estão apenas começando a penetrar no mercado, é fácil prever que elas vieram para ficar e podem, facilmente, desbancar as HDSLRs como principais ferramentas de filmagem de cineastas independentes de baixo orçamento. O que já anda preocupando as gigantes do mercado como Canon e Panasonic.

Recentemente a Panasonic tentou reagir com o anúncio da GH4, uma câmera capaz de filmar em 4K sem compressão com um dock especial e um gravador externo. Só que ela custa mais caro que a BMPC e é bem mais complicada de trabalhar.  Sem contar que ainda não está à venda. Enquanto isso, a Blackmagic só continua aprimorando seus produtos, prometendo mais ainda nos próximos updates de firmware. Além disso, a empresa certamente deve trazer outras novidades, em breve. Possivelmente até na NAB 2014.

Quanto à chinesa KineRaw, ela foi finalmente posta à venda recentemente. Só que chegou um pouco tarde. O modelo S35 até tem uma ficha técnica interessante. Mas o preço de € 6.000,00, apenas pelo corpo, deixou de ser atrativo frente aos lançamentos da Blackmagic. E, segundo o teste abaixo, a qualidade não oferece muito a mais que Canon 5D Mark III em modo RAW (embora essa última não seja prática para produções cinematográficas em modo RAW).


KineRaw S35 vs. Canon 5D MkIII RAW (Magic Lantern)

Com essa verdadeira revolução na produção de cinema digital de qualidade, surgiram diversas dúvidas e mal entendidos – principalmente por que o equipamento agora está ao alcance de pessoas que não têm experiência em produção de cinema digital.  A maioria dos “incomodados” vem de produções tradicionais de vídeo de baixo orçamento, que não entendem o que é uma câmera de cinema de verdade. E o projeto das câmeras da Blackmagic certamente não foi pensado para substituir as câmeras de vídeo tradicionais (camcorders).  Portanto, quem depende de foco automático e insiste em gravar o áudio direto na câmera deve procurar outras opções.

Câmeras de cinema digital profissionais não precisam gravar áudio com a mais alta qualidade porque existem profissionais de som no cinema que gravam o áudio em gravadores independentes. A câmera precisa apenas gravar um som guia decente para ajudar a sincronizar o som com a imagem na pós. Aliás, nem isso pois as câmeras de película não ofereciam esse recurso (a não ser alguns modelos 16mm para documentários de baixo orçamento) e a famosa claquete é que servia de ponto de sincronismo. Porém, o audio guia é muito útil em programas como o Final Cut Pro X, que sincroniza o áudio externo com o interno automaticamente.

Câmeras de cinema digital profissionais não precisam oferecer foco automático porque nenhum filme usa esse recurso. O foco, para oferecer controle total, deve ser manual.  Não existem lentes de cinema para câmeras de película com foco automático. Focar bem faz parte das habilidades necessárias para um bom operador de câmera,.

ARRI_Alura

Lente zoom de cinema ARRI / Fujinon Alura 18-80mm T2.6,
de US$ 27.4 mil. Nada de foco automático, é claro.

Outra reclamação recorrente é que as câmeras da Blackmagic não permitem que se formate a mídia na câmera, nem que se apague tomadas ruins. Como são câmeras de cinema digital, novamente vamos pensar na película. Ninguém reclamava que não se podia refilmar um negativo se um plano saía ruim. E olha que a película é muitíssimo mais cara que a mídia digital.

Mas se outras câmeras permitem apagar tomadas ruins, como as HDSLRs, então por que não as Blackmagics? A resposta é simples: evitar acidentes. Já perdi a a conta, há muitos anos, de quanto material importante foi apagado acidentalmente quando um diretor pediu para revisar uma cena em fita e o operador esqueceu de avançar para o ponto final das gravações ou quando um plano que era bom foi apagado por engano no lugar de um plano ruim. E, pior ainda, quando um cartão contendo um dia inteiro de filmagem foi formatado por engano e tudo foi perdido. É por isso que essas câmeras não permitem nem a formatação nem apagar nenhum material filmado. Aliás, a ARRI Alexa também não permite, pelos mesmos motivos.

É sempre bom pensar bem, antes de comprar qualquer equipamento, se ele é o mais adequando ao tipo de trabalho a ser feito e também ao nível de conhecimento técnico da equipe. Embora o preço baixo seja uma tentação, as câmeras de cinema digital foram projetadas para um uso bem específico e não atendem às necessidades de todos. São câmeras para serem utilizadas em projetos que tenham acesso a um mínimo de pós produção, assim como era a película. Para quem já esqueceu ou não trabalhou com ela, o filme exigia um certo trabalho de cor antes das cópias partirem para a exibição. Embora as câmeras de cinema digital já partam de um patamar melhor, para tirar melhor proveito delas também é necessário um certo trabalho de cor, ao contrário de uma camcorder tradicional.

No entanto, se você tem conhecimento do fluxo de trabalho do cinema digital e trabalha com uma equipe de profissionais experientes, as câmeras da Blackmagic oferecem um nível de qualidade nunca antes imaginado por tão pouco investimento. Livres dos problemas de compressão e falta de latitude das HDSLRs – sem contar o trabalho de conversão de codecs na pós – e com uma textura realmente cinematográfica, essas câmeras abrem novas portas para o cinema digital independente. Pelo jeito, a revolução australiana está apenas começando.

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  1. Paulo, seus artigos são muito interessantes, cujo conteúdo, vein aprende bastante. Sou apenas um micro produtor de conteúdo de muito baixo orçamento e ñ consigo ter esse olhar dos cobras criadas do cinema, digital ou ñ. Alimento um grande apreço por conteúdos bem cuidados, mesmo aqueles q ñ contemplam as famosas cenas com profundidade de campo controlada. É isso, parabéns pelos vossos trabalhos, Abraço

  2. Primeiro parabéns pelo site e pelo post, segundo tenho uma BMCCP e só tenho elogios a fazer, ótima câmera, mto melhor que as HDSLR. (na realidade a única reclamação é com relação as baterias, acabam mto rápido). Por fim, estou realizando um documentário sobre a transição do cinema analógico para o cinema digital e gostaria mto de entrevistá-lo, não achei seu contato direto então resolvi comentar por aqui mesmo. Aguardo resposta, abraço.

  3. Olá, Paulo.
    Parabéns pelo texto e pelo site, acompanho tudo o que acontece aqui e aprendo muito.
    Gostaria de saber sobre os problemas do ponto preto quando as câmeras filmam o sol e das luzes que viram bolas (vi algumas pessoas chamando de blooming, está correto?). Esses problemas já foram resolvidos ou tem previsão para uma solução?
    Obrigado.
    Abraço!

    • O blooming só acontece nas Pocket, e parece que já foi resolvido. Os pontos pretos só aparecem na BMCC se a imagem for muito super exposta (isso também acontecia, no começo, na Alexa e na RED). Eu já filmei muitas luzes fortes diretamemte com a minha e não tenho esse problema. Só tive na primeira vez que usei a câmera, sem tomar cuidado com a exposição, e filmei o sol diretamente. Mas foi só fechar o diagrama um pouquinho que sumiu. Depois disso, nunca mais. Dizem que o próximo update de firmware vai eliminar os pontos de vez. De qualquer maneira, é muito fácil eliminá-los no Resolve.

  4. Olá Paulo. Obrigado por todas as ótimas informações postadas. Seguindo na ideia de cinema digital independente (de custo controlado/baixo), qual seria uma boa opção como segunda câmera para fazer câmera lenta? A GH4 está com pre-order a U$1.698 na B&H (quase o valor da própria BMCC) e fará mov 200mbps 1080 59,94p. Não chega perto dos frames da RED, mas as GHs sempre tiveram uma boa estética de imagem. Mas realmente fica a dúvida em investir. Obrigado.

    • Paulo, não dá pra recomendar ou não enquanto a câmera não estiver à venda no mercado e for amplamente testada. Por enquanto você pode fazer câmera lenta na pós usando a tecnologia Optical Flow, que produz resultados excelentes.

  5. Muito boa a matéria, estão de parabéns! Sempre entro para ver novas matérias pois sei que tem conteúdo de qualidade, foi por causa do VideoGuru que desencanei do 4K, (na verdade abriu meus olhos) não que não seja bom mas ainda não é tão necessário. Continuem assim repartindo conhecimento e sucesso a todos!!

  6. Caro Paulo, primeiro que tudo parabéns pelo blog, simples mas eficaz, fala do que é preciso sem grandes publicidades ou desvaneios !

    Tenho uma Canon MarkII, e gostava de ter outra camara para poder fazer multi-camara em alguns eventos, acha que vai ser muito dificil juntar as duas camaras canon e BMPC ?
    Muito obrigado !

    • Angelo, se for feita uma correção de cor boa, dá pra casar bem as duas câmeras. Mas isso exige uma certa experiência como colorista pra ficar perfeito. Vai depender muito do tipo de trabalho feito e do tempo/orçamento dedicado à pós. Também da exigência do cliente. A Blackmagic tem uma imagem superior, e isso vai ficar aparente. Mas eu já casei até GoPro Hero com a BMCC e deu pra passar bem, dentro do contexto. No caso de duas Canon e uma Blackmagic, eu usaria ela nos planos mais abertos pois tem mais definição e fica mais fácil de equilibrar.

  7. Parabéns pelas matérias. Conteúdos realmente relevantes e tratados de maneira que iniciantes com eu consiga entender. muito obrigado pelo site. excelente.

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