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Primeiras impressões da IBC 2013 – Parte 1

Nossa primeira cobertura internacional aconteceu em Amsterdam, na IBC, a mais importante feira de produção da Europa.

Na verdade não foi uma feira de muitas novidades, pois a maioria aconteceu na NAB. Mas tem certas coisas que temos que ver para crer, principalmente quando se trata de tecnologias controversas como 4K. Se 4K (e Ultra HD) dominaram a NAB desse ano, na IBC o foco parecia bem mais prático, visando a produção em si.

E a grande vedete da feira no que diz respeito a câmeras foi uma de 1080p e 2K. A ARRI Amira. Com praticamente os mesmos recursos da Alexa e o mesmo sensor, a câmera foi projetada para ser mais prática para a produção de documentários e séries de TV de menor orçamento, assim como curtas. Embora o preço não tenha sido oficialmente anunciado, um representante da ARRI nos adiantou que será na mesma faixa da Sony F55.

AmiraARRI Amira – um exemplo da melhor engenharia alemã.

Tratando-se de uma ARRI, de engenharia alemã, não podemos deixar de babar com pequenos detalhes que fazem uma enorme diferença. Como o descanso para o ombro deslizante que permite chegar a câmera para frente ou para trás, conforme a necessidade, equilibrando melhor o peso e adequando a câmera para cada operador.

A feira estava cheia de acessórios para câmeras, com inúmeros sliders, rigs, estabilizadores de imagem, gruas, etc. Aliás, parece que os fabricantes de acessórios estão colocando muita fé nas câmeras da Blackmagic, pois a quantidade de acessórios para elas era incrível. E o mais interessante, talvez pelas dimensões, eram os acessórios para a Pocket Cinema Camera. Eram micro rigs, jaulas, estabilizadores… Todos parecendo miniaturas de seus equivalentes tradicionais.

Falando em Blackmagic, a empresa continua surpreendendo a todos com componentes de vanguarda a preços muito mais acessíveis que os da competição. O switcher ATEM 1 M/E Production Studio 4K, por exemplo, custa menos de US$2.495,00 e possibilita o corte de eventos ao vivo em resolução Ultra HD ou menor, em tempo real, com efeitos, motion graphics e mais. Oferecendo 10 entradas 6G-SDI e 4 chroma keyers, é um produto que chega a ser inacreditável. Um switcher equivalente de um fabricante tradicional não sai por menos de algumas dezenas de milhares de dólares.

atem1meproductionstudio4kangle

Considerando o preço extremamente razoável de suas câmeras, é possível montar uma unidade de externa com 4 câmeras 4K e um switcher e diversos acessórios por menos de 30 mil dólares. O que é um verdadeiro presente para quem grava DVDs e eventos multicâmera ao vivo ou até para pequenas emissoras de TV. Nesse caso, o preço fica ainda mais barato pois não são necessários 4K e pode-se utilizar as câmeras da Blackmagic com saída SDI em 1080p. Esse switcher fantástico estará à venda agora em outubro.

Já que estamos falando das câmeras da Blackmagic, o stand deles vivia lotado. As câmeras realmente fizeram o maior sucesso, desde a Pocket à BMCC até a 4K. Tivemos a oportunidade de brincar bastante com a Pocket e a qualidade é realmente impressionante. Nada da competição chega perto, a não ser as câmeras de própria Blackmagic.

Mas o engraçado mesmo é ver a mini câmera de cinema acoplada a lentes gigantes. A câmera praticamente desaparece.

BMPCC_CinemaCadê a câmera? A minúscula Blackmagic Pocket Cinema Camera
acoplada a uma lente Zoom de cinema ARRI/Fujinon.

Conversando com o pessoal da Blackmagic, que aliás é extremamente simpático, confirmamos a falsidade dos rumores que a BMCC sairia de linha e, por isso, teria sofrido o corte no preço de US$ 3 mil para US$ 2 mil. O motivo real foi duplo. Em primeiro lugar, o custo de pesquisa e desenvolvimento se pagou mais rápido que o esperado devido ao sucesso estupendo de vendas. Aliado à produção em massa, que agora está totalmente estável, isso permitiu que a empresa baixasse o preço da câmera.

Mas o outro motivo, que depende do primeiro para ser possível, é o que mais pesou. Quando a câmera foi lançada, seu preço já era revolucionário, oferecendo qualidade de câmeras muitíssimo mais caras a um preço menor que o de uma Canon 5D Mark III. Só que, com o lançamento da Production Camera de 4K por US$ 4 mil e da Pocket por mil dólares, a BMCC ficou em uma posição meio bizarra dentro da linha de câmeras do fabricante. Por apenas mil dólares a mais, podia-se comprar a câmera de 4K. E, por um terço do preço, podia-se comprar uma Pocket. Ou, pensando de outra forma, podia-se comprar 3 Pockets pelo preço de uma BMCC.

Isso acabou confundindo os compradores. Como cada câmera atende a um mercado específico, fazia muito mais sentido re-posicionar a BMCC bem no meio das outras duas para que o consumidor pudesse fazer uma escolha mais racional. Daí, a queda no preço. E, para quem estava com medo, fica garantia do fabricante de que a BMCC vai continuar sendo vendida à todo vapor – ainda mais com o novo preço.

Aliás, a BMCC continua gerando o mesmo interesse de sempre perante os frequentadores da feira e compradores em geral. Ela representa, na verdade, o melhor custo/benefício dos três modelos. Primeiro porque é uma verdadeira câmera profissional de cinema digital, rodando em RAW em 2.5K e ProRes (com a opção de REC.709 ou Film Log) em 1080p – o que a torna perfeita tanto para a produção cinematográfica quanto para TV. Além dela ter um stop a mais de latitude que a 4K, ela ainda vem com uma licença Full do DaVinici Resolve que custa, se comprada separado, US$ 1.000,00.  Além de tudo, está disponível à venda nesse momento e já teve a maioria de seus problemas solucionados.

A BMCC é realmente fantástica. Consegui adquirir uma depois de rodar por diversos distribuidores (as câmeras mal chegam e são vendidas em questão de horas) e fiquei surpreso de ser o único membro da imprensa circulando pela IBC com uma pendurada no pescoço. O que, aliás, me transformou em uma espécie de celebridade. Fui parado o tempo todo por estar com uma BMCC em mãos e fui inundado de perguntas e pedidos para mostrar seu funcionamento e também, se possível, para pegar a câmera para sentir como ela é na verdade.  É que as câmeras demoraram muito para chegar à Europa e só recentemente apareceram à venda para quem não estava nas listas de espera.

Mais sobre a BMCC em outros artigos futuros, inclusive uma resenha completa.

BMCC_PA BMCC já é um produto maduro e a procura tem sido enorme.

Ainda falando da Blackmagic, a empresa aproveitou a IBC para lançar uma versão beta aberta ao público do DaVinci Resolve 10. O programa é cheio de recursos revolucionários e também foi uma grande atração na feira. Vale alertar que, sendo uma versão beta, o programa ainda tem alguns bugs. Portanto, se você trabalha com o Resolve, é melhor instalar o programa em uma outra máquina para não ter problemas com trabalhos em andamento. Tanto as versões Lite (gratuita) quanto a Full estão disponíveis no site da empresa.

A Zeiss, que já tinha sua fantástica linha de lentes Compact Prime 2 para produções de médio orçamento com a mais alta qualidade, estava exibindo as novas Compact Zooms 2. O que agradou bastante àqueles que não podem se dar ao luxo de ficar trocando de lentes durante a produção como documentaristas, por exemplo. São dois modelos: a 28-80mm e a 70-200mm, ambas T2.9. A companhia mostrou ainda sua Lightweight Zoom LZW 2, de 15.5-45mm, também T2.9.

Zeiss-Compact-Zoom-CZ.2-28-80-T2.9-lensA linha Compact Zoom e Lightweight Zoom da Zeiss.
US$ 19.000, cada lente.

A Flanders Scientific, popular fabricante de monitores de referência para coloristas, lançou sua nova linha OLED, que tem um contraste incrível.  Comparados com os monitores OLED da Sony que estavam sendo também mostrados na feira, os Flanders (FSI) tinham tons de cinza baixos bem mais realistas, o que é uma grande vantagem pois quem anda trabalhando com os monitores da Sony tem uma imagem linda à sua frente, mas que não é possível de ser reproduzida em TV e monitores tradicionais.  Isso confunde muito os clientes e força um período de adaptação para os coloristas.

Os dois novos modelos são o CM250, de  24.5″ e 12 bits, por US$13.495,00, e o CM172 de 16.5″ por US$9.995,00.

Falando em monitores, para finalizar essa primeira parte da introdução à IBC 2013 vamos falar do melhor monitor de referência do mundo – o Dolby PRM-4220 de 42″. Com um preço superior a US$ 40 mil, o monitor é para poucos felizardos. Mas a imagem é algo realmente incrível. O monitor é capaz de reproduzir, com precisão cirúrgica, imagens em diversos espaços de cor como Rec.709 e DCI P3 – 0 que o torna perfeito para fazer grading de filmes sem a necessidade de um projetor.

A faixa dinâmica do Dolby PRM-4220, de 12 bits, é de cair o queixo com todos os detalhes desde o preto absoluto até às altas luzes sendo reproduzidos com todos as nuances. As cores são absolutamente fantásticas. O painel é uniformemente iluminado por grupos de LEDs RGB por trás de toda sua superfície, proporcionando total segurança ao colorista na avaliação do material e durante o trabalho criativo. É difícil descrever a qualidade da imagem em palavras. Sem dúvida é o melhor monitor que já vi.

Embora o preço seja bem alto, o monitor vale cada centavo para quem trabalha em projetos de alto orçamento e deseja oferecer a seus clientes a certeza absoluta de que o material visualizado na ilha de cor está dentro dos mais exigentes padrões

Dolby_MonitorO novo monitor Dolby PRM-4220 – 0 melhor para color grading do mundo.
Ganhador de um Emmy por sua qualidade inovadora.

Vamos voltar ao assunto do 4K (ou Ultra HD). Como comentamos em artigos anteriores, a diferença prática na exibição da imagem em 4K comparada com Full HD é mínima e só pode ser notada na prática em monitores e TVs bem grandes (cerca de 85 polegadas) a uma distância bem próxima da tela. O mesmo acontece no cinema, onde a diferença só se faz sentir nas primeiras filas.

Pois é. Como São Tomé, só vendo para crer. E foi fácil de confirmar que os monitores de 42 polegadas em 4K, por exemplo, não mostram praticamente diferença alguma entre o material filmado em 2K e 4K. A vontade de ver uma imagem absolutamente incrível era muito grande, mas a experiência foi uma decepção, ainda mais para quem tinha acabado de ver o melhor monitor de referência do mundo.

Fique ligado no Videoguru, pois nos próximos dias continuaremos escrevendo sobre as novidades da IBC 2013.

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Autor
Paulo trabalhou na Rede Globo de Televisão como roteirista, diretor e editor e também escreveu sete longa metragens do grupo Os Trapalhões. Em 1991, abriu uma produtora nos EUA, onde conquistou vários clientes importantes, recebeu diversos prêmios e escreveu centenas de artigos como editor contribuinte para algumas das mais importantes publicações profissionais americanas e internacionais. Hoje Paulo trabalha como colorista para TV e cinema, com clientes no Brasil, Estados Unidos e Europa.
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7 comentários Nesse post
  1. Parabéns ao João e a equipe do Vídeoguru! Cada vez melhores. Pois é pessoal… depois de ver essas belezuras todas, e ficar babando mais que cachorro na frente de máquina de assar frango, vem o choque de realidade. Câmeras de 60 mil dólares, monitores de 40 mil, lentes de 19 mil, etc… estamos falando de verdinhas… convertendo a taxa de cambio safada que temos para tudo (cade o dólar diferenciado para quem investe em produção e industria?) e mais os impostos de importação, se o cidadão quiser ser honesto e não trazer como muamba, chegamos a um valor ridículo de 180 mil reais por um monitor PRM4220… imagina… super em conta… afinal cineasta e produtor de tv é milionário mesmo…

    Olha, nem sei mais o que dizer… Mesmo os equipamentos da Blackmagic, como bem citou João, sendo mais baratos – na verdade com preços justos – que a maioria dos tubarões tradicionais, ainda fica caro para o produtor brasileiro. Mesmo comprado na muamba. Basta ver no Mercado Livre que o muambeiro atravessador chega a pedir 8500 pratas por uma BMCC que custa lá fora 2 mil dólares ou pouco mais de 4 mil reais! E o cara não está pagando imposto. É contrabando e sem garantia. Se vc for ao revendedor oficial vai te sair por mais de 11 mil reais…

    E assim vamos no Brasil… produzindo na base do improviso ou do roubo da verba e do imposto com os incentivos dados geralmente aos mesmos… os mesmos que pagam rindo 300 mil por um jogo de lentes ou uma câmera Arri Alexa completa…

    Grande abraço!

    • Grande Marcelo! Realmente, ir à IBC é como ir à Disney. Tem a Terra da Fantasia, a Terra do Futuro… Mas a volta pra cá é a Terra da Aventura!

      Claro que monitores com o Dolby não são pra qualquer um nem na Europa nem nos EUA. São específicos para mercados onde o orçamento é alto como o de longas de grandes estúdios, publicidade de grandes marcas, etc. Só que tem uma diferença. Lá nos EUA, pelo menos, você deduz a compra de equipamentos em 100% do seu imposto de renda. Quer dizer, quem tem imposto a pagar pode ir às compras e incrementar seus equipamentos. Aqui não somente falta esse tipo de incentivo como também temos esses impostos absurdos quando o governo diz “incentivar” a indústria de produção nacional. Na Europa, basta você ter uma produtora registrada para comprar equipamentos livres de impostos e o mesmo acontece em diversos estados americanos.

      Por outro lado, a qualidade dos equipamentos de baixo custo está absurda. A Blackmagic Pocket Cinema Camera é animal e custa apenas US$ 1.000,00. Lembra quando uma simples Mini DV custava muitas vezes isso?

      Mesmo uma Amira é o preço de uma câmera DVCAM da Sony de alguns anos atrás. E é uma câmera de cinema completa pra ninguém botar defeito.

      Mas aqui realmente pagamos um absurdo por esses equipamentos. Aliás, pagamos um absurdo por tudo. Na França comprei um chip de telefone pré-pagp por sete Euros e meio e fiquei com internet móvel absurdamente rápida, totalmente ilimitada. Pra eles internet móvel é banal e tem que ser gratuita mesmo. Aqui é considerada um luxo, para a “classe burguesa” e pagamos uma pequena fortuna por um serviço horroroso, quase com velocidade de internet discada. Isso é, quando funciona.

      Mas vamos em frente… Quem sabe um dia, quando aprendermos a votar direito, a coisa não melhora?

  2. Paulo parabéns pelo post! Agora fiquei curioso sobre a parte de projeção digital na IBC! Falaram ou mostraram de projeção a laser?? Pois na Nab a Christie falou que ia mostrar na IBC um projetor em laser!

    Grande abraço,

    • Tudo bem, Leonardo? Não vi nenhuma projeção por laser. Mas também não consegui ver absolutamente tudo na feira, por uma questão de tempo. É muita coisa! Bem que estava curioso para ver a qualidade desse projetor, pois dizem que ele é ótimo para 3D proporcionando imagens bem mais claras e compensando a perda de luminosidade que ocorre nos projetores tradicionais.
      Falando em 3D, a Dolby estava mostrando um monitor em 3D sem óculos. Muito interessante.

  3. Primeiramente gostaria de parabenizar todos do videoguru por nos dar a oportunidade de conhecer um pouco mais das novidades e pelo compartilhamento de informações com os leitores que como eu, visita o site 3 vezes ao dia rsrs.
    Como já mencionei, costumo passar sempre por aqui e confesso que essas visitas já me renderam muitos frutos e também evitaram eu cometer erros em minhas compras para atualizar meu workflow de equipamentos.
    O mais recente deles foi uma futura compra de uma fs700 que após ler um artigo aqui, mudei de idéia e acabei optando por outro equipamento do qual estarei efetuando a compra mês que vem em uma viagem marcada para os USA.
    Agora gostaria de pedir uma informação da qual não tenho conhecimento e que talvez vocês possam me ajudar.
    Estou indo as compras e quero trazer em minha bagagem alguns equipamentos de valores salgados para minha realidade..
    Estou interessado em adquirir uma sony pmw f5 e um kit de lentes cinema da canon..
    Devido meu orçamento ser limitado, não estarei optando pelo compra do ASX para gravação 4k por achar que não é algo de necessidade no momento, porém minha duvida é em questão ao slow de 120 frames que pelo o que eu pesquisei, com esse adaptador eu obteria esse recurso mas agora gostaria de saber se sem esse gravador, eu vou conseguir obter o recurso em cartões “comuns” s pro…
    Outra divida, é em relação ao kit de lentes…
    Saberiam me dizer se é uma boa opção e se em materiais 1080p que é a resolução que eu uso tem grande diferença comparado com as lentes L de fotografia da canon…?
    E pra finalizar a sessão pergunta, li em um post aqui no site sobre a definição de algumas câmeras.. Tratava se da 5D e arri.. Uma 700 de definição e a outra não me recordo agora..
    Então se possível, me informe a definição da f5 caso alguém aqui saiba pois estou realmente disposto a compra la desde que o feddback seja positivo.
    Obrigado pela atenção e tenham todos uma ótima noite.

    • Rafael, o recurso de 120 fps parece não está disponível para a F5, por enquanto. Existe apenas um rumor de que ele virá.

      Quanto às lentes de cinema vs. lentes série L, a principal diferença fica na comodidade de se trabalhar com lentes com o mesmo diâmetro, diafragma manual, engrenagens para follow focus, etc. A qualidade da imagem, em si, não é o que faz a maior diferença. Uma opção fantástica é a série Compact Prime da Zeiss.

      O que mais difere nas lentes é a textura que elas dão. As Zeiss são conhecidas pelo micro contraste acima da média, cores vivas e alta definição de imagem, ao mesmo tempo suave. Colocadas lado a lado, as lentes da série L geram uma imagem mais “cirúrgica”. Ou seja, são detalhadas, mas falta a suavidade das Zeiss. Suavidade essa que, volto a repetir, não diminui a definição.

      Daí a escolha de um jogo de lentes é uma coisa muito subjetiva. Devo acrescentar que as lentes de fotografia com diafragma eletrônico, como as Canon L, têm a grande desvantagem de não oferecer uma transição suave entre as diversas aberturas, pulando repentinamente entre elas. Já as lentes de cinema, com abertura manual (assim como algumas lentes de fotografia manuais) permitem abrir ou fechar o diafragma suavemente.

      Uma alternativa mais em conta é a série de lentes cinema Samyang/Rokinon. Embora não tenham o mesmo nível das Zeiss, são lentes excelentes e o custo/benefício é fantástico.

      Quanto à definição real da F5, não sei quais os números mas ela decepciona um pouco, ficando atrás da Canon C500 e da Blackmagic Cinema Camera. O vídeo abaixo mostra isso claramente.

      Raw Resolution (Canon C500, Sony F55, Red Scarlet, Blackmagic Cinema Camera) - Charts Series 2013 - Magnanimous Media from Magnanimous Media on Vimeo.

  4. Faço minha as palavras do Marcelo – ficamos apenas com vontade e podendo adquirir câmeras amadoras que já nasceram ultrapassadas – e caras – e olhe lá ! Toda esta tecnologia não é para nosso bico – porque o mercado não paga e não existe uma indústria e cultura do audiovisual como em outros países. Ahh, coitados… Samba , Futebol e Cerveja !

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