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Red Giant Shooter Suite 12.6 – um canivete suíço de vídeo digital na medida para o realizador

Seguindo a tendencia de ofertar pacote de produtos na área vídeo digital, a Red Giant comercializa o Shooter Suite, que traz um conjunto de aplicativos e filtros adequados para produções profissionais. Seus componentes vão desde ferramentas para facilitar a vida de assistentes de câmera na hora de descarregar o cartão de gravação de câmera até ferramentas para auxiliar na preparação de material para a edição e nos retoques finais.

No pacote estão produtos herdados das criações de Stu Maschwitz com a marca Magic Bullet, produtos desenvolvidos em parceria com ele depois que passou a integrar a Red Giant, e aplicativos consagrados adquiridos pela empresa de outros desenvolvedores. A gama de aplicações envolvida é grande, e certamente tem potencial para interessar qualquer profissional sério de produção de vídeo digital, seja para TV, vídeo independente ou cinema.

Como são sete produtos ao todo, resolvi dividi-los em três categorias para ficar mais fácil de entender como elas se estruturam no conjunto do pacote.

 

Aplicativos para o set de filmagem

O Shooter Suite ofere duas ferramentas específicas para o trabalho do logger, em geral o 2º assistente de camera, que é responsável por conferir e transferir o material gravado em cartões de camera para mídias mais definitivas, que depois seguirão para a exibição de copião (dailies) e para a edição.

A função é de alta responsabilidade, na medida em que se algum problema ocorrer na execução dessa tarefa simplesmente todo o trabalho de toda equipe de filmagem, que está ali naqueles cartões, terá sido em vão, porque o material filmado pode se perder para sempre.

Normalmente, a tarefa é feita manualmente num computador, sem uso de aplicativos, simplesmente copiando o material gravado do cartão para algum disco rígido ou drive de armazenamento externo ou interno.

Ocorre que, por vezes, o procedimento manual pode gerar erros de operação ou mesmo algum arquivo pode se corromper durante o processo sem que o assistente de camera se dê conta disso. E pelo processo simples de copiagem não há como alterar nada nos arquivo como, por exemplo, a mudança de nomes e adição de metadados.

Além disso, a copiagem manual não oferece recursos adequados para a criação de copiões e nem qualquer tipo de preparação do material original para a fase de finalização.

Offload 1.0.1

O Offload é, a princípio, um aplicativo simples e ideal para o logger. Ele se propõe a tão somente gerar uma cópia e um backup de todo o material bruto contido em um cartão de câmera, sem modificar em nada a sua eventual estrutura de diretórios.

O programa está na versão 1.0.1 e foi acrescentado recentemente ao Shooter Suite, tornando-se o sétimo aplicativo do pacote. Sua elegante e enxuta interface apresenta uma única janela com quatro seções retangulares, três em cima, em linha, e uma embaixo.

OL_01Na parte de cima, da esquerda para a direita, estão a seção Source, para definir a origem do material (um cartão de filmagem ou um diretório específico de qualquer drive); a seção Copy, para especificar a localização da cópia do material bruto selecionado na origem; e a seção Backup, usada para especificar a localização de uma segunda cópia de segurança do mesmo material.

Na seção de baixo, visualizamos os eventos, que mostram miniaturas das mídias a serem adquiridas que estão contidas nos drives ou diretórios de origem. Quando o programa é reiniciado, os eventos executados anteriormente são resgatados numa espécie de histórico, até que o operador os remova.

A vantagem do uso do programa, para além de uma certa automatização do processo, está na sua capacidade fazer a copiagem calculando e comparando valores de soma de verificação de (checksum) MD5. Se ocorrer algum erro na copiagem, o programa acusa prontamente os arquivos que falharam na verificação.

É claro que isso faz com que o procedimento leve mais tempo do que uma cópia manual. A cópia de cerca de 15GB de um cartão SD HC, levou cerca de 60% a mais de tempo do que uma cópia manual, enquanto o backup levou cerca 90% a mais de tempo do que uma nova cópia manual. Mas segurança é tudo nessa tarefa, e mais que compensa.

Observei que alguns usuários reclamaram de crashes e mal funcionamento eventual. Nos meus testes, funcionou sem problemas. Porém, é bom lembrar que o programa acaba de surgir e deve ser aperfeiçoado rapidamente.

Um usuário sugeriu um recurso interessante, em que o operador possa optar por pausar o processo para trocar o drive da cópia por outro de backup, para o caso de s, deterinadostemas em que as portas de comunicação disponíveis não permitam a conexão de mais de um drive. Mas nada impede que o operador possa fazer duas cópias consecutivas, sem a etapa de backup.

Independentemente de futuras atualizações, com toda a sua simplicidade, o Offload é, sem dúvida, um dos aplicativos mais interessantes e úteis do pacote Scooter Suite.

 

BulletProof 1.2

O aplicativo Bullet Proof é mais antigo que o Offload, e bem mais complexo. Ele faz tudo que o Offload faz e vai além, permitindo que o operador importe, organize, revise, crie playlists, adicione metadados, faça correção de cor, e exporte o material copiado com ou sem alterações.

BP_01

A interface do programa é mais robusta, apesar de ocupar apenas uma janela. Existem cinco seções alinhadas da esquerda para a direita, que se expandem ou se retraem conforme a seleção de abas superiores, e que estão associadas a cindo etapas de trabalho: importação, organização, revisão, refinamento e exportação.

O programa utiliza o conceito de catálogo, um tipo de arquivo de projeto acompanhado de um conjunto de diretórios e arquivos de banco de dados e cache que estruturam todo o processo de trabalho.

Não é possível abrir mais de um catálogo ao mesmo tempo, mas catálogos existentes podem ser reabertos a qualquer momento pelo usuário para novas importações, revisão de qualquer uma das etapas do processo, e novas exportações. As mídias, por padrão, são copiadas e armazenadas em diretórios à parte. A localização dos catálogos e das pastas de mídia podem ser determinadas pelo usuário.

A etapa de importação, diferentemente do Offload, permite gerar mais de um backup, e você tem a opção de utilizar clipes de referência ao invés de cópias integrais do material bruto. Também é possível selecionar os clipes e não apenas todo o conteúdo de um cartão.

Também dá para usar presets salvos anteriormente para aplicação de correção de cor, metadados e palavras-chave já na importação. Um painel adicional mostra o andamento da execução de todas as tarefas do aplicativo.

O BulletProof também usa um sistema de soma de verificação, mas do tipo CRC32. O processo de copiagem resultou mais lento que o usado no Offload nos meus testes em torno de 30% a 40% a mais de tempo. A importação e a exportação gera arquivos de log de atividade.

Durante a etapa de organização, é possível alterar a estrutura de diretórios gerada na importação, criar novas pastas e realocar os clipes. As mudanças feitas no catálogo são acompanhadas pela estrutura de pastas do material copiado. No entanto, a remoção de clipes ou pastas nos catálogos não afetam as pastas e clipes copiados.

A criação de playlists é outro diferencial da seção de organização e facilita bastante a tarefa de geração de copiões de filmagem e ensaios de edição no próprio set de filmagem, combinados com recursos de correção de cor do aplicativo, especialmente úteis quando nos deparamos com material de câmera gravado no modo LOG.

Na seção de revisão além de assistir ao material copiado, o usuário pode marcar pontos de entrada e saída, novamente, outra facilidade para a exportação de copiões. Tanto na seção de organização como de revisão, estão disponíveis diversos campos de adição de tags de metadados, extremamente úteis para adiantar o lado do editor de vídeo.

BP_02

A etapa de refinamento oferece quatro formas de ajustes de correção de cor: um sistema de balanço automático de correção de cor pela seleção de uma região de cor supostamente branca na imagem, o poderoso filtro Colorista 3-way, um gráfico de curvas, e um filtro de LUTs com 12 presets de fábrica, mas que permite carregar outros LUTs do usuário.

Cada conjunto de ajustes na seção de refinamento pode ser salvo como presets de correção para aplicação na importação ou na forma de LUT. Ressalte-se que todos os ajustes nessa etapa são não-destrutivos, e nunca alteram o material original, atuando apenas na exportação.

A seção de exportação permite a criação de grupos de exportação de acordo com conjuntos de presets de ajustes globais e específicos para uma ou mais tarefas de exportação. Os ajustes globais incluem ajustes de timecode (inclusive manter o timecode original) e cadência.

Por sua vez, as tarefas de exportação oferecem opções de codecs como PhotoJPEG, ProRes e H.264, e ainda opções para embutir metadados compatíveis com o FCP, FCPX, Premiere Pro e Plural Eyes, além da adição terminações sugeridas para os nomes dos clipes exportados.

Em um dos poucos senões que encontrei no Bullet Proof, apesar da Red Giant haver incluido o suporte para formatos AVCHD e MXF de várias câmeras como a Canon C300 na atualização 1.2, ainda não dá para produzir catálogos com material de arquivos P2. A criação de caches de miniaturas antes da importação também resultou um pouco demorada demais em alguns casos.

Está claro que o BulletProof traz muito mais possibilidades para o usuário do que o Offload. Mais do que uma ferramenta para arquivamento do material gravado e geração de copiões digitais otimizados ou ensaios de edição no set, o programa tambem pode funcionar numa espécie de preparação prévia do material para edição, com o acréscimo de metadados, uma eventual primeira passada de correção de cor, e a conversão para formatos de pós-produção de mais qualidade como ProRes.

Ou seja, o aplicativo, juntamente com o seu irmão mais novo, oferece uma gama grande de alternativas de fluxo de trabalho para lidar com o material que sai das filmagens, resultando em um conjunto super completo de ferramentas para produções audiovisuais de nível profissional.

 

Aplicativo para preparação da edição

Nesse quesito, o Shooter Suite traz um verdadeiro clássico, e pioneiro na sincronização automatizada de múltiplos clipes de áudio e vídeo captados em separado.

PluralEyes 3.5.5

O programa foi adquirido pela Red Giant junto com todo o portfolio de produtos da Singular Software em 2012, além de ter incorporado sua equipe de desenvolvimento original.

O FCPX já vem com recursos eficientes de automatização de sincronismo de audio e video captados separadamente, mas o PruralEyes ainda oferece certas atrativos. O mais importante é que ele exporta material sincronizado para diversos programas de edição, incluindo aqueles que não contam com recurso de sincronização automatizada.

A simplicidade da interface salta aos olhos, com seus três painéis principais: Media Pane, onde o o material original importado fica organizado, o Viewer, para monitorar até duas trilhas simultaneamente para comparação, e a Timeline, aonde acompanhamos o processo e o resultado da sincronização.

PE_01

O programa funciona com o conceito de projeto, na forma de um arquivo que armazena e centraliza as referencias para as mídias originais e todas as informações relativas aos ajustes e sincronizações para um determinado trabalho.

É possível tanto criar um projeto importando diretamente as diversas mídias que devem ser sincronizadas ou partir de um projeto de programas de edição como o FCP7, FCPX, Premiere Pro, Media Composer e Vegas Pro. No caso do Premiere Pro, existe uma extensão que pode ser instalada para a transferencia de uma sequencia a partir do próprio programa da Adobe. Nos demais casos, é preciso exportar o projeto usando um padrão de compartilhamento como o XML ou AAF.

Existem algumas opções de ajustes de sincronização que melhoram a performance do programa, inclusive em situações bem complicadas, como o ajuste do nível de áudio, a correção forçada de discrepâncias de áudios muito longos, e procedimentos próprios sincronizações mais difíceis, com muitos arquivos e problemas de som. Os recursos de ajuste finos e soluções de problemas não são tantos mas eventualmente podem colaborar para um bom resultado final.

A exportação tem opções de exportação de arquivos de mídia e arquivos de projeto para FCP, FCPX, Premiere Pro e Media Composer. No caso do FCPX, é possível exportar clipes multicam, opção bastante útil para projetos com muitas cameras simultâneas. Também agrada a alternativa de exportar as sincronizações substituindo o áudio “ruim” pelo áudio “bom”, que inexiste no FCPX.

Para trabalhos mais simples, como a sincronização de uma câmera com um áudio separado, o programa dá conta do recado perfeitamente. Nos meus testes com um clipe musical de rock com 18 ângulos de câmera e um audio “bom”, encontrei algumas poucas situações que o programa não solucionou, apenas 3 clipes não foram sincronizados. Um deles, o programa considerou em sincronia mas estava realmente fora.

Para quem usa o FCPX, possivelmente o PluralEyes represente uma redundância de ferramentas,  porque o recurso de sincronismo automatizado do programa da Apple é realmente muito bom, possivelmente até melhor do que o aplicativo da Red Giant (o mesmo material usado no teste não apresentou qualquer problema na sincronização via FCPX). Mas para quem usa outros programas de edição, principalmente o Premiere Pro, o PluralEyes acrescenta bastante e chega mesmo a ser essencial para certos projetos, pela versatilidade e qualidade de resultados.

Um atrativo a mais trazido pelo update mais recente foi a adição de suporte para material gravado com câmeras RED.

 

Filtros de manipulação e correção de imagem

O Shooter Suite vem com quatro plugins para manipular e corrigir problemas de imagem, todos compatíveis com o formato de filtros do After Effects, que também rodam no Premiere Pro e, eventualmente, no FCP7 e no Motion 3.

Instant 4K 1.5.1

A captação e distribuição em 4K já é uma realidade. Muitas vezes é preciso mesclar imagens captadas em Full HD com imagens captadas em 4K. Nesses casos, não há outro jeito senão aplicar algum tipo de transformação de escala.

A imagem de vídeo é baseada em matriz de pixels, e quando a aumentamos, o pixel fica naturalmente mais destacado e aparente. Existem algumas técnicas de escalamento de imagem que minimizam esse problema, procurando reconstruir os pixels numa matriz com tamanho maior.

I4K_01

Técnicas mais apuradas tendem a demorar mais na hora do render, mas compensam pela melhor qualidade do resultado. Por outro lado, o escalamento, para ficar realmente bom, pode necessitar de outros ajustes para aperfeiçoar a transformação de tamanho da imagem.

É aí que entra o Instant 4K. Ele conta com cinco controles básicos: Output Size, que fornece presets mais comuns de formatos HD a 4K; Filter Type, com quatro alternativas (Draft, Quick, Better e Best), Sharpness, Quality, que permite controlar a quantidade de amostras da imagem original para cada pixel de saída, Anti-aliasing.

Mesmo com controles ajustados para qualidade máxima, o render é relativamente rápido, e o resultado realmente representa um ganho relativamente significativo em relação às transformações de escala nativa dos programas.

Claro que o filtro não faz milagre, mas é particularmente útil para editores que trabalham com o Premiere Pro, que podem aplica-lo em clipes específicos dentro de uma sequencia de edição.

 

Frames 1.1

O Frames é um plugin oriundo do antigo e conhecido pacote de filtros Magic Bullet Suite, criado por Stu Maschwitz, CTO da extinta empresa especializada em efeitos visuais The Orphanage, e que acabou por se tornar Diretor Criativo da Red Giant.

O Frames é especializado permite converter cadências típicas de TV para 24 quadros por segundo. Hoje em dia, com inúmeras câmeras gravando em 24p, ele perdeu um pouco do seu viço, mas continua útil, sobretudo para mesclar material originalmente captado em cadências NSC com material captado em 24p em sequências com essa mesma cadência.

Na realidade, existem dois filtros para a mesma tarefa, o Frames e o Frames Plus. A diferença básica entre eles é que o Frames Plus oferece uma maneira mais automatizada de aplicação das técnicas de conversão de cadência.

FR_01

Na realidade o Frames vem com outros filtros que faziam parte das versões anteriores do Magic Bullet Suite, tais como Broadcast Spec, Deartifacter, Letterboxer, Opticals e ReSizer.

Tanto o Frames como o Frames Plus utilizam controles para desentrelaçamento, e eliminação de artefatos típicos desse tipo de conversão. Os filtros foram muito valorizados na época em que gravava-se em NTSC e preparava-se o material editado para transferência de vídeo para película.

Os filtros Frames e Frames Plus continuam tendo sua utilidade, rodam no Premiere Pro e no FCP7, ainda oferecem resultados de qualidade e agregam valor ao Shooter Suite. Mas a verdade é que não chegam a ser as estrelas do pacote, considerando que o editor contemporâneo já está acostumado com bons recursos de conversão automática de cadência nas sequências dos programas de edição de hoje em dia.

 

Denoiser II 1.4.3

Talvez o melhor e mais útil filtro do pacote, o Denoiser II, como deixa à entender o nome, está voltado para a tarefa de minimização de ruído da imagem de vídeo, em geral causados pela captação condições de iluminação insuficiente ou esquemas de compressão de imagem.

O filtro produz resultados bastante satisfatórios imediatamente após a sua aplicação, sem praticamente precisar de ajustes. Mesmo assim, traz controles substanciais que permitem o refinamento da redução de ruidos em níveis ainda mais sofisticados, por exemplo, para equilibrar o grau de perda detalhe e nitidez.

DN_01

Entre os controles gerais, há um ajuste de quantidade de redução de ruído, um controle para calculo de estimativa de movimento para interpretar o que é alteração nos pixels pela presença de ruído ou pela movimentação na imagem, um controle para separação de campos da imagem, para que eles possam ser processados separadamente entrelaçados, e um ajuste de aumento da preservação de contornos e detalhes da imagem.

O Denoiser II inclui ainda dois controles considerados de produtividade para garantir a exatidão e a velocidade do resultado. O primeiro deles serve para ajustar os quadros usados como amostras para o cálculo do algoritmo, e um outro controle para acionar o uso da GPU para ajudar a acelerar o processamento, com suporte garantido para placas gráficas ATI 5870 e Geforce 650M no Mac.

Na sequencia, há controles de refinamento de Luma Offset, Chroma Offset, Chroma Smoothing, e Fine Details, que consideram aspectos de brilho, cor e detalhamento da imagem para influir no processamento do filtro.

Por fim, restam controles avançados para determinar que tipo de material está sendo usado, video ou película, para permitir a monitoração da detecção de ruídos com blocos vermelhos mostrando quais áreas estão sendo usadas na análise e medição dos ruidos da imagem, o ajuste Noise Hint, ligado à estimativa de movimento, e os controles Shadow Offset e Highlight Offset, que permitem identificar mais ou menos áreas de baixas e altas luzes.

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É sabido que o tempo de render de filtros redutores de ruído é lento, e com o Denoiser II isso não é diferente, portanto, ficando dentro do esperado. Porém, a qualidade do resultado final sempre compensa quando o material exige esse tipo de recurso. Mas se você pretende usa-lo em um trabalho longo, prepare sua máquina para rodar por uma boa quantidade de horas nessa tarefa.

Existem outros redutores de ruído no mercado que muitos usuários dão preferência, mas, levando em conta o custo-benefício do Denoiser II no pacote Shooter Suite, pela facilidade de uso para iniciantes, quantidade de recursos, e boa qualidade do resultado final, não há como negar que ele merece ser considerado.

 

LUT Buddy

O LUT Buddy, inicialmente distribuido gratuitamente pela Red Giant, agora está incorporado aos pacotes Shooter Suite e Color Suite, assim como o Denoiser II, mas ele é sem dúvida uma ferramenta mais específica para profissionais de color grading.

Em linhas gerais, o filtro serve para trocar LUTs (Look Up Table) entre programas de finalização de vídeo. Seu fluxo de trabalho mais comum é aplica-lo em conjunto com outros filtros de correção de cor no After Effects, e exportar um LUT correspondente à essas transformações de atributos de imagem para serem usados em outros programas de edição e finalização, incluindo o FCP7 e o DaVinci Resolve, por exemplo.

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Não é fácil explicar o que vem a ser um LUT, mas o funcionamento do filtro é até relativamente simples. Mas, no fim das contas, para ser bem utilizado, pode exigir uma certa experiência ou estudo do tema.

O LUT Buddy suporta, com algumas poucas limitações, vários tipos e formatos de arquivo de LUTs e pode ser bastante útil para estabelecer um diálogo profissional com e entre coloristas. A grande vantagem de usar LUTs é que eles funcionam como uma espécie de linguagem comum para a correção de cor, independentemente de filtros ou ferramentas específicas.

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Entrar em detalhes sobre os controles do filtro, que nem são tantos assim, soaria como algo ininteligível para os não iniciados na ciência e na arte da correção de cor. Se você domina ou tem vontade de aprender esses conhecimentos, ele pode ser uma ferramenta bem interessante em certas situações.

De todo o modo, vale ressaltar que o site da Red Giant conta com um bom guia de usuário e tutoriais suficientes para o uso básico do filtro, que representa um bom complemento para o Shooter Suite.

 

Conclusão

O Shooter Suite conta com ferramentas capazes de se encaixar bem e facilmente em qualquer fluxo de trabalho de uma realizador ou produtora. Nem todas têm o mesmo nível de atratividade. Algumas são mais úteis e atuais, outras são mais poderosas e recheadas de recursos, mas, no conjunto, perfazem um produto que merece a atenção dos profissionais de vídeo digital.

Particularmente, considero o Offload, o BulletProof, o PluralEyes e o Denoiser II as mais atraentes, e por si só já compensariam o investimento de US$399. De fato, se considerarmos o a gama de recursos em cada uma delas e o custo que representam individualmente, o Shooter Suite mais do vale uma recomendação firme e decidida do VideoGuru.

Se você não se convenceu totalmente após a leitura dessa resenha, baixe as versões de teste e assista aos tutoriais da Red Giant, que logo você vai confirmar que o Shooter Suite realmente tem lugar no seu conjunto de ferramentas de produção e finalização.

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