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Resenha exclusiva! DaVinici Resolve 10 é lançado hoje.

Um dos mais poderosos programas de color grading acaba de sofrer várias mudanças. Testamos a versão 10 Full  durante três semanas de uso intenso.

Desde que comecei a escrever para diversas publicações especializadas, nos Estados Unidos, adotei como norma nunca escrever resenhas de programas em versão beta.  Afinal, muita coisa pode mudar para a versão final e os problemas geralmente são corrigidos. Pelos mesmos motivos, muito raramente utilizo versões beta de programas em trabalhos pagos.  As versões beta, além de terem muitos bugs, também são geralmente instáveis demais para uso normal.

A versão beta 3 do DaVinci Resolve, porém, é um caso à parte. Tenho acompanhado os fóruns internacionais e trocado informações com meus colegas coloristas de várias partes do mundo que se aventuraram a instalar as versões beta do 10. Quando fiquei sabendo que essa última versão era estável, passei a versão 9 para uma pasta especial e instalei a 10 achando que só ia poder testá-la, mas teria que continuar trabalhando com a anterior até a versão final ser lançada.
Nada disso! A versão beta 3 estava muito estável e nunca mais toquei na 9. Foram diversos programas para TV, e outros trabalhos que executei sem problema algum. Aliás, essa versão do 10, mesmo em beta, estava mais estável que a 9.  Hoje, quando ia postar essa resenha, aqui no Videoguru,  fui surpreendido pelo lançamento oficial da versão 10 final. Então revisei as funções do programa e atualizei esta resenha.

Quando abri a versão final, de cara já deparei com uma ótima mudança. O programa nas versões 9 e 10 beta não reconhecia como suportadas as placas nVidia  GTX série 7XX, colocando um aviso na tela que impedia a abertura do programa sem antes aceitar essa condição. Depois de ignorado este aviso, o programa funcionava perfeitamente com essas placas de última geração, o que posso constatar pois tenho na minha máquina uma GTX 770 MSI Twin Frozr OC de 4GB. Agora, na versão final, o aviso foi removido pois o Resolve oficialmente passou a suportar essas placas.

Falando em placas de vídeo, se o usuário trabalha apenas fazendo correções simples em material Full HD, nada muda em relação aos requerimentos anteriores. Só que a versão 10 do programa agora suporta recursos como Motion Blur, OFX e Optical Flow, assim como redução de ruído temporal na versão Full. Nesses casos, o programa utiliza muito mais memória da placa gráfica e o mínimo recomendado para trabalhar em Full HD são 2GB e 4GB para trabalhar em 4K e com mais efeitos de processamento de imagem. Portanto, se sua placa tem menos memória, essa é uma boa desculpa para trocá-la por uma placa de última geração.

O ramping de 50%  foi feito com o novo recurso de Optical Flow
e a textura de filme com o OFX FilmConvert Pro
(Imagem do acervo do Pond5)

Além das diversas mudanças já anunciadas como funções de edição mais avançadas, abertura para plug-ins OFX e muitas outras, o que já chamou logo atenção para a nova versão foi a velocidade maior em praticamente todos os módulos. Desde o carregamento do programa até a tela inicial, passando pelo carregamento das imagens no Lightbox e a simples movimentação pelo material a ser colorido, tudo ficou bem mais rápido.

A interface também ficou mais limpa, a começar pela tela de abertura com os projetos (Project Manager).  Aí já aparece uma nova função que é bem útil para quem, como eu, trabalha em diversas séries de TV ao mesmo tempo – a criação de pastas. Agora pode-se criar pastas e armazenar os projetos dentro delas, facilitando o acesso e diminuindo o número de projetos no Project Manager, que acumulam bem rápido quando se trabalha com isso todos os dias.
Quem trabalha com painéis também nota que as diversas novas funções forçaram o remapeamento dos controles. No meu caso, que uso o painel inglês Tangent Wave, as mudanças foram boas. Embora ainda causem alguma estranheza ocasional (nós desenvolvemos uma espécie de memória motora com o uso frequente de um painel), as novas posições foram bem pensadas e ficaram bem intuitivas. E, nesse painel, passaram a utilizar melhor o botão ALT. Já os usuários do painel modular Tangent  Element têm reclamado de que algumas funções agora exigem até 3 comandos para serem acessadas. Não ouvi nenhuma reclamação dos usuários do painel oficial DaVinci de 30 mil dólares.

Assim que o programa abre, no módulo Media, já notamos o reposicionamento dos elementos na tela. O áudio, que agora tem um papel muito mais importante dentro da nova proposta de finalização do programa, ganhou destaque, assim como as informações sobre cada clipe.  E agora quando se carrega algum material que não seja do mesmo formato do projeto o Resolve, assim como faz o Final Cut, alerta sobre o problema e dá a opção de mudar o timeline para acomodar material.

DVR10-MediaNova interface do módulo Media

Quando se passa para o módulo seguinte, agora chamado de Edit, é que se nota o quanto o programa avançou para tornar-se um editor online mais competente.  Ao contrário do que muitos pensaram quando a versão 10 foi anunciada, a intenção de incluir funções de edição mais sofisticadas não foi de entrar na briga com programas como o Final Cut Pro, Adobe Premiere ou Media Composer. A ideia principal é possibilitar ao colorista fazer os ajustes finais no programa sem ter que ficar indo e voltando para o programa de edição. Se bem que nada impede que projetos curtos como comerciais seja editados diretamente no Resolve 10.

As novas funções também permitem fazer o acabamento do projeto diretamente no Resolve. É possível ajustar os níveis do áudio, incluir créditos, transições, etc. Até geradores de sinais como color bars fazem parte do novo programa. Embora essa seja apenas a primeira versão das funções de crédito, por exemplo, o funcionamento é muito bom. Os créditos finais (Scroll) rolam suaves, sem batimentos, coisa que é difícil de se conseguir em programas tradicionais. E, assim como as outras funções do Resolve, funcionam em tempo real, sem a necessidade de renders. Isso proporciona uma economia considerável de tempo e resultados muito profissionais. Existe até um curioso controle de ângulo de rotação, o que permite fazer os créditos subirem enviesados. Capaz de virar moda…

DVR10-Credit-RollControles da função de créditos

Por enquanto a primeira versão tem um limite na criação de créditos em Scroll – embora possamos escolher a cor das letras, não é possível escolher cores diferentes para um mesmo crédito. Todos os créditos passam a ter a mesma cor. Vamos torcer para que isso mude nas próximas versões.

DVR10-EditO novo módulo Edit do DaVinci Resolve 10

Como podemos ver na imagem acima, o módulo Edit realmente lembra a interface de um programa de edição tradicional.  E qualquer editor com uma certa experiência vai se sentir em casa usando os novos comandos de edição do Resolve.

Além das novas funções de edição, antes só encontradas em programas dedicados, o Resolve novo oferece alguns recursos muito interessantes. Como, por exemplo, a possibilidade de fazer alterações de velocidade bem suaves utilizando a tecnologia Optical Flow. O que é realmente incrível é que o Resolve, ao contrário dos programas de efeitos e edição, faz tudo em tempo real (se você tem uma máquina potente), sem necessidade de renders.  Abaixo vão alguns exemplos do efeito.

A redução de velocidade deste clipe foi de 30%.
Neste caso, o Optical Flow apresentou defeitos
(Imagem do acervo do Pond5)


Redução de velocidade para 3 fps, em tempo real, com Optical Flow
(Imagem do acervo do Pond5)

Um outro recurso muito útil, que vai salvar muitos projetos, é o Motion Blur. Esse é acessado no módulo Color, mas já vale mencioná-lo aqui pois utiliza também a tecnologia Optical Flow para recriar o efeito normal de imagens rápidas um pouco borradas quando o obturador da câmera é utilizado normalmente. Acontece que muita gente tem utilizado, propositalmente ou não, ângulos de obturador ou velocidades rápidas demais, fazendo com que a imagem fique “batendo”, já que os fotogramas individuais não contém o blur natural.  O recurso Motion Blur, que aliás é muito utilizado em animação, analisa os fotogramas levando em conta a quantidade de mudanças entre eles e recria o blur que ocorreria normalmente. Testei esse recurso em um longa que havia finalizado faz algum tempo que sofria desse problema e, para minha alegria, o recurso funcionou perfeitamente. Agora vou entrar em contato com o diretor e propor uma remasterização, já que o problema o incomodava bastante. Ah, e o processo também ocorre em tempo real, sem render algum (contanto que você tenha a placa gráfica adequada).

DVR10-Motion-Effects

O novo conjunto de Motion Effects da versão Full

O módulo Edit suporta diversos layers de áudio e vídeo e mistura de imagens de diversos formatos, cadências, resoluções, e codecs na mesma timeline. A documentação também diz que agora há suporte para compound clips, o que será fantástico para os usuários do Final Cut X. Só que não tive a oportunidade de testar o funcionamento desse recurso. Quanto ao áudio, ao contrário das versões anteriores que só suportavam dois canais de cada vez, a versão 10 dá suporte para mono, estéreo, 5.1 e também para um número maior de canais de áudio, assim como um programa de edição avançado.

Uma função nova que não experimentei é a Resolve Live. Com uma placa de vídeo que aceite entrada SDI ou através da interface Thunderbolt, agora é possível fazer a correção de cor de imagens ao vivo, em tempo real. Essa função deve fazer muito sucesso nos sets de filmagem, onde o colorista pode ajudar o diretor e o diretor de fotografia a tirarem dúvidas quanto a possíveis correções e visualizar como ficará, aproximadamente, o material que está sendo filmado depois do trabalho do marcação de luz após a edição.  Muitos projetos estão contratando coloristas para trabalhar no set, durante as filmagens, para trazer mais tranquilidade quanto à resolução de possíveis problemas e para já ir se trabalhando em uma palheta de cores provisória. Só que isso exigia que o material fosse filmado, capturado e processado. Com o Resolve Live, o processo ocorre em tempo real, com a câmera aberta, e não só economiza muito tempo como também ajuda nos ajustes da equipe de fotografia antes de qualquer tomada ser rodada.

O próximo módulo, Color, é onde acontece a correção de cor  em si. Aqui ocorreram mudanças bem significativas e que podem ser consideradas as mais importantes, pois esse é o coração do DaVinci Resolve. O recurso Motion Blur, já mencionado acima, faz parte do novo painel de Motion Effects que faz parte da versão Full (paga) do programa. Ali, agora encontra-se a tradicional redução de ruídos – Spatial NR – que agora conta com um recurso “aliado”, que é a redução de ruído temporal.

Nas versões anteriores do programa, a redução de ruído era um problema, pois também reduzia os detalhes e exigia muito da placa gráfica, reduzindo a performance de tempo real para poucos fotogramas por segundo. A nova versão, com o recurso Temporal NR funciona bem melhor, possibilitando a redução de ruído sem perder tantos detalhes na imagem e mantendo uma performance em tempo real ou perto disso. Para situações mais complicadas, a combinação do Spatial NR com o Temporal NR oferece melhores resultados, com uma perda de performance na reprodução enquanto se faz o tratamento de cor.  Se antes a redução de ruído do DaVinci era usada mais para suavizar a pele do que para reduzir os ruídos em si, agora o recurso passa a ser viável. Mesmo assim, um programa dedicado como o Neat Video acaba tendo um resultado melhor.

Falando em Neat Video, o uso de qualquer filtro externo obrigava o colorista a voltar ao programa de edição para usá-lo. Isso dava muito mais trabalho e interrompia o fluxo natural do trabalho nas cores. A versão 10 do DaVinci traz um recurso fantástico que é a inclusão dos efeitos OFX (Open Effects) dentro do módulo Color. Agora é possível aplicar qualquer efeito em qualquer node, possibilitando, inclusive, a combinação de vários efeitos em uma única tomada. Muitos fabricantes estão trabalhando na conversão de seus filtros para OFX e, em breve, teremos uma oferta muito grande de efeitos. O Neat Video é um que tem uma versão OFX que está sendo otimizada para trabalhar no Resolve.

DVR10-OFX

O painel com os efeitos OFX pode ser aberto clicando no ícone

Para testar o OFX, utilizei a nova versão neste formato do programa FilmConvert Pro, que antes funcionava de modo independente ou como plugin para diferentes programas. O FilmConvert Pro é genial, e tenho utilizado versões anteriores e colaborado com o fabricante oferecendo diversas sugestões, principalmente sob o ponto de vista de um colorista. O programa surgiu com a ideia de se criar uma espécie de “negativo” “revelado” a partir do material original da câmera. Ou seja, um material filmado em uma Canon 5D, por exemplo, em modo Cinestyle é carregado no programa e é processado para simular um tipo de filme em película. Daí, no próprio programa, pode-se ajustar cores e adicionar grãos, resultando em uma das simulações de película mais bem feitas que já vi. Afinal, o desenvolvedor estudou muito a ciência da cor de diversos tipos de filmes em película e aplicou esses conhecimentos diretamente aos sensores das câmeras mais populares. Isso faz com que o programa vá muito além de um plugin genérico pois aproveita ao máximo as características de cada sensor.

O grande problema, do ponto de vista do colorista, é que esse processo envolvia diversas idas e vindas ao programa, já que a ideia original do desenvolvedor era fazer todo o processamento antes da edição e isso raramente se encaixa em um projeto mais profissional. Por isso eu requisitei  – e ele implementou – um modo genérico onde se pudesse carregar um material já com a cor tratada e aplicar nele a simulação de filme como um todo. Mesmo assim, a situação era longe de ser ideal. Agora, com a implementação da versão OFX para o DaVinci, o programa finamente se tornou uma ferramenta fantástica para o colorista profissional.

Material filmado na IBC 2013 com a Blackmagic Cinema Camera em modo Film
e depois tratado pelo FilmConvert Pro e estabilizado pelo Resolve 10

Funcionando dentro de um programa de tratamento de cor, as ferramentas que faziam isso foram eliminadas e o FilmConvert Pro foi otimizado para o fluxo de trabalho do colorista. Agora você pode aplicar o efeito tanto em clips individuais como para todo o projeto.  O processamento da imagem é feito baseado nos sensores de cada câmera e seus diversos modos, e o processamento fica melhor do que o uso de LUTs. Fiquei abismado como o programa consegue manter a integridade do sinal. Segundo o desenvolvedor, isso acontece porque o processamento é do mais alto nível, em 32 bits. A interface ficou bem simples e você escolhe o tipo de câmera e modo de filmagem. No exemplo abaixo, um material filmado na Blackmagic Cinema Camera em modo Film. Em seguida podemos fazer um ajuste de exposição, temperatura de cor, escolher o tipo de negativo que se deseja simular (existe uma variedade de negativos populares) e pode-se controlar a intensidade do efeito de cor, da curva aplicada e a intensidade dos grãos (escaneados de negativos de verdade). Para aqueles que têm uma placa gráfica parruda, existe a opção de usar o GPU para o processamento.

DVR10-OFX-FilmConvertPainel de controle do FilmConvert Pro

Não só a qualidade do processamento é fantástica como a performance no modo GPU é 100% em tempo real com uma placa gráfica parruda. Isso mesmo, você tem uma simulação excelente de película, com grãos e tudo, tocando dentro de um node na velocidade final do filme sem ter que fazer nenhum render. E o melhor de tudo é que você trabalha como se estivesse trabalhando com um material rodado em película. A partir daí, adiciona outro(s) node(s) e faz a correção de cor e grading desejados. É realmente uma maneira fantástica de trabalhar que foge dos processos enlatados, dando ao colorista total liberdade criativa. E, graças à performance fantástica dos OFX no Resolve 10, os limites ficam por conta dos desenvolvedores.

Outra função do modo Color que melhora muito a maneira de trabalhar é a possibilidade de combinar diversas máscaras (Power Windows) em um único node. Todas as máscaras podem ser trackeadas individualmente ou em conjunto, possibilitando executar isolamentos bem complexos de parte da imagem para tratamento.  Além disso, agora é possível modificar o tamanho da imagem em cada node individual. Antes esse tipo de mudança afetava todo o clip. Agora não. Um crop pode ser aplicado em uma máscara, uma parte da imagem pode ser movida, etc.

Máscaras podem ser criadas usando curvas mais sofisticadas, em qualquer formato. E uma nova Power Window foi criada apenas para fazer degrades. Como é uma função muito utilizada para corrigi céus ou outras partes da imagem, a nova máscara economiza um bom tempo de trabalho.

DVR10-PowerWindowsNovas opções de máscaras. Agora várias podem fazer parte de um único node

O recurso Lightbox, que antes já possibilitava o trabalho de cor através de um painel de controle, agora ganhou uma janela opcional com os controles de cor para os usuários que trabalham com mouse e teclado. Essa janela também ajuda os usuários com painéis de controle dedicados, pois facilita o ajuste de curvas, entre outras coisas. Assim, em um projeto onde o Lightbox é muito utilizado, como em programas de TV, não é mais necessário ficar indo e voltando para a tela principal do módulo Color para fazer os ajustes.

Além de novos modos de processamento em RAW para diversas câmeras e novos modos de deBayering, existem muitos outros recursos. Inclusive novas janelas para cinema como 2.40. E agora também as animações com seus keyframes podem ser salvas junto com os stills, facilitando muito o trabalho quando se copia um grade que envolve animações ou tracking.

DVR10-LightboxControles de cor agora diretamente no Lightbox

O módulo Gallery não sofreu muitas mudanças, mas o módulo Deliver, onde é exportado o produto final, sim. Agora os tracks de áudio aparecem junto com os de vídeo, existem medidores de VU e novos templates de render. No uso prático, o sistema ficou mais estável, com menos problemas na hora de exportar o material.

O DaVinci Resolve 10 tem inúmeros outros recursos novos que não mencionamos aqui, até por uma questão de espaço. Mas, pelo que cobrimos, já dá para perceber que o programa deu um verdadeiro salto com essa versão e não há motivo para não se fazer o upgrade. Até porque o upgrade é totalmente grátis para os usuários da versão paga e continua sendo oferecido gratuitamente para novos e antigos usuários na versão Lite. Aliás, os usuários da versão Lite, que antes era limitada à resolução máxima de saída em FullHD, agora ganharam o novo limite de UltraHD. Para maiores informações sobre as diferenças entre as versões disponíveis do DaVinici Resolve, clique aqui.

DVR10-DeliverO novo módulo Deliver, de onde o material final é exportado

Vale mencionar  ainda uma última coisa. Nas versões anteriores do programa, eu costumava exportar o material de volta para os programas de edição final, como o Final Cut, para fazer a revisão final antes de entregar o programa para os clientes. Qualquer ajuste de cor forçava a volta ao Resolve e a exportação do clipe modificado. Aí eu voltava para o programa de edição. Isso podia se repetir diversas vezes durante um programa de TV, por exemplo. Agora eu faço a revisão diretamente no Resolve, graças ao novos recursos de edição e áudio. Qualquer ajuste é feito na hora e, no final, já exporto o master final diretamente do programa. Isso tem causado uma economia de tempo considerável, além de possibilitar ajustes de última hora como a substituição de clipes solicitada pelo cliente no meio do processo de cor, diretamente no DaVinci. O programa, que já era um dos melhores do mercado, agora ficou melhor ainda. Parabéns e obrigado, Blackmagic!

Para maiores informações sobre as mudanças e para baixar o programa, acesse o site da Blackmagic Design clicando aqui.

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10 comentários Nesse post
    • Junior, creio que tenha sido feito um trabalho de cor um pouco mais sofisticado do que o simples uso de um plugin qualquer. Esse tipo de look pode ser obtido facilmente por um colorista experiente com uma ferramenta como o Resolve.

      Para o Final Cut existe um plugin chamado Magic Bullet Looks que vem com algumas texturas predefinidas. Só que não basta somente aplicá-las sobre qualquer vídeo. É preciso ajustar cuidadosamente cada corte, senão você acabará causando mais danos que benefícios. Por exemplo, há uma tendência em enterrar demais os pretos eliminando os detalhes das sombras. Além disso, você vai ter que equilibrar os níveis e ajustar a temperatura de cor de cada tomada. Para obter um bom resultado, não é algo que você possa simplesmente aplicar no vídeo inteiro de uma só vez.

  1. Olá pessoal do Videoguru!

    Já que o blog está falando sobre o programa e o trabalho do colorista, eu gostaria, se puder, que me explicasse sobre essa nova “moda” de cores nas produções em geral e até em novelas. As imagens ficam quase em preto e branco, uma cor fria e sombria com um mínimo de cor lá no fundo… Um exemplo claro é a novela das nove da Globo que parece sem cor nenhuma. Vi um filme em DVD outro dia que se chama DISPAROS,que é um filme nesse mesmo estilo apesar de ser de ação/policial e que foi o vencedor do festival do Rio de 2012. Isso me deixou pensativo por ver que em 2012 ganha no festival e que posteriormente tem vindo uma série de produções neste estilo de cor.
    Confesso que incomoda nos dias de hoje ver filmes, novelas e comerciais com um aspecto de quase um preto e branco. Poderia me explicar o porque disso, se é devido ao tipo de captação dos materiais envolvidos, se é uma moda do momento… De tempos em tempos aparecem algumas coisas que parece que viram regras só pelo fato de ser diferente. Cito por exemplo essas imagens de lado, com umas “torcidinhas” na câmera que virou uma “febre” por aí, chegando até no cinema (como no filme Thor). Isso aparece em filme, fotos, programas, etc. O Multishow é chefe disso! Me parece uma moda que virou regra só pelo fato de ser diferente, onde dizem: “Uma nova linguagem…”

    Com a experiência de vocês se puderem me explicar esses novos processos nas produções e o porque de uma colorização quase sem cor, qual “mensagem” passa uma imagem em quase PB, uma cena de “ladinho” com umas torcidinhas…

    Aproveitando o espaço e o post sobre cor, aproveitei para perguntar e tirar essa dúvida cruel.

    Obrigado!

    • Escalpella, pelo que você descreve creio que é o tal do “look” flat. A moda começou quando um diretor de publicidade lá fora, ao ver as imagens gravadas direto da câmera em modo log – que justamente ficam lavadas (sem contraste) e com as cores fracas – gostou porque achou que ficaria diferente e pediu para não mexer no material. E aí, como acontece frequentemente, outros começaram a copiar e acabou virando moda. A razão de filmar em modo log é dar mais latitude na hora de trabalhar a cor, o que é uma ironia pois deixando as imagens lavadas, quase sem tratamento, vai contra o propósito original. Eu digo quase sem tratamento porque, apesar de virar moda, os coloristas melhores acabam tratando a imagem do mesmo jeito. Inclusive muitos conseguem um belo nível de contraste só mexendo mas médias e adicionando um pouco mais de cor. Assim, preservam o look da imagem mais lavada, mas estão na verdade fazendo um tratamento de cor mais sofisticado.

      Pessoalmente, creio que seja uma moda passageira. Ainda mais porque um bom colorista não mexe na cor aleatoriamente, nem fica seguindo modismos. O tratamento ideal é feito de acordo com o filme em si, com um planejamento que ajuda a intensificar as emoções pretendidas no filme através do uso de palhetas específicas de cor e também o uso do contraste e diferentes níveis de saturação. Mas existem casos específicos onde o look flat é até bem vindo como, por exemplo, em um filme triste que se passa em um país frio e enevoado. Esse look ajuda a passar essa emoção. Porém, quando mal aplicado, pode ir contra o que a história deseja passar. No fundo, a decisão de usar esse look não passa de mais uma decisão artística. Só que, nem sempre, é a mais acertada.

      Infelizmente, como dizia o saudoso Chacrinha, na TV nada se cria – tudo se copia. E isso a gente constata toda hora, com certos modismos. A câmera tremida, na mão, é um dos mais mal utilizados, que teve origem nos anos 90 com os clipes musicais da MTV, junto com os cortes também extremamente nervosos. De repente todos passaram a usar. É um estilo que funciona muito bem quando se deseja dar um ar de realismo (tipo documentário) ou criar uma sensação nervosa com uma câmera que não para. É excelente também para sequências de ação. Mas frequentemente é muito mal utilizado com o pretexto de ser uma “linguagem moderna”. Só que essa linguagem já tem mais de 20 anos! De moderna, não tem absolutamente nada.

  2. Olá Paulo!

    Sou colorista e uso o Da Vinci Resolve 10 Lite.
    Quando atualizei para esta versão comecei a ter problemas no momento de exportar minhas cenas no Deliver.
    As cenas não acompanham o áudio, mesmo marcando a opção render audio.
    Pode me ajudar a resolver isso?

    Obrigada!

    • Olá Sinara. Você está exportando um único MOV ou vários? O audio está habilitado nas preferências?

  3. Ola Paulo, tudo bem?

    Acho que achei um bug na versão 10, ou eu que fiz errado mesmo.

    Tive que conformar um XML da camera Phantom e na hora de links o com as midias originais deu erro, não achou as midias. Fui pesquisar porque e os timecodes que o xml está pedindo não bate com os timecodes dos takes da camera. Rodei esse XML tambem no Pablo e acontece a mesma coisa.

    Porém, quando relatei esse problema para o cliente ele disse que conseguiu conformar o xml no Resolve. Essa é a grande questão, ele conseguiu conformar no Resolve 9 e eu estava no Resolve 10.

    Uma diferença que notei, foi. No Resolve 9 não existe como configurar o CAMERA RAW para Phantom, no Resolve 10 tem. Acho que deu algum problema nessa programação.

    Vc sabe algo sobre isso?

    O cliente montou o filme com MOVs em baixa revelados por ele mesmo no mesmo Resolve que conformou o XML.

    Att
    Rodrigo Maurenza

    • Olá Rodrigo. O XML foi gerado onde? Eu não tenho tido nenhum problema com o 10, mas ainda não peguei nenhum material da Phantom. O único problema que tive foi com o 10.0.2. Eu abri um XML do FCPX nele e ele deu pau. Daí em diante não abriu mais de jeito nenhum. Desinstalei e reinstalei o programa, o banco de dados… Fiz de tudo, mas ele não abria mais nem a tela inicial em nenhum projeto. Instalei o 10.0.1 e tudo funcionou normalmente. Instalei novamente o 10.0.2 e o mesmo problema. Então estou rodando o 10.0.1, sem problemas. Esse bug do 10.0.2 já é de conhecimento da Blackmagic e eles aconselharam justamente voltar pro 10.0.1. Qual a versão que você está rodando?

  4. Olá, talvez alguém possa me ajudar. quando Renderizo após ter feito a correção de cor a imagem fica tremida voltando a cor original da imagem. minha placa é uma NVIDIA GFORCE 9500 GT. Obrigado.

    • Valdinei, você precisa mudar sua placa gráfica para uma mais atual, com pelo menos 2GB de RAM. Eu recomendo a GTX 770.

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